14 fevereiro, 2009

MelToon - 26

ESPECIAL: Dia dos Namorados II...
Estavam à espera de quê ???!!!

MelToon - 25

ESPECIAL: Dia dos Namorados... Mais logo, e para quem tem curiosidade: como "se come" uma rainha virgem, só para maiores de 18 anos...

12 fevereiro, 2009

Desdobramentos de Colmeias – Os casos “Bicudos”

Durante a multiplicação das colónias de abelhas por “desdobramento”, muitos são os casos ditos “bicudos” que nos surgem.
Um dos mais comuns, e que dei algum destaque no “MANEIO APÍCOLA – Desdobramentos” (09/02/2009), cujo assunto ficou longe de estar esgotado, tem a ver com as Rainhas de Emergência:
Como é sabido, quando o apicultor voluntária ou acidentalmente provoca a morte ou a subtracção da rainha, essa colónia, orfanizada, procura “criar” uma nova rainha o mais rapidamente possível. Para tal aproveita a criação disponível na colmeia, a que passa a alimentar exclusivamente com geleia real. Quando se tratam de ovos, ou de larvas com um ou dois dias de vida, corre tudo bem: os ovos ainda não eclodiram e as larvas referidas ainda só foram alimentadas com geleia real.
O pior é quando a “urgência em criar uma rainha” leva as obreiras a “reciclar” larvas com mais de dois dias de vida, larvas que estariam “destinadas” para obreiras e ao terceiro dia já receberam uma alimentação diferente. E algumas com quatro dias de vida também são “repescadas”...
Nestas situações, as rainhas resultantes, capazes de acasalar e efectuarem a postura, biologicamente são menos capazes que as rainhas de “origem”. O(s) dia(s) em que foram alimentadas com mel e pólen atrofiaram-lhe os ovários, tornando-as por isso de menor qualidade.
Para piorar as coisas, estas rainhas de qualidade inferior, feitas de larvas mais velhas, são obviamente as primeiras a nascer, destruindo as mais atrasadas e... de melhor qualidade!
No outro escrito aconselho à destruição das larvas com mais de dois dias de vida, no núcleo que ficar sem rainha. Mas surgem dois (ou mais) problemas:

-Como distinguir as larvas com dois e três dias de vida, para quem tem pouca prática?
-E se houverem centenas de larvas com as características referidas? Vamos passar umas horas a “picotar” os favos para as destruir???


Há formas mais expeditas de resolver tal problema:

Ao “montarmos” o núcleo sem rainha, fazemo-lo independentemente do tipo de criação disponível, ou seja, não ligando à existência de larvas demasiados velhas para rainhas (com mais de dois dias de vida).
Conhecendo o Ciclo de Vida da Rainha, sabemos que a larva eclode ao quarto dia e é operculada ao oitavo/nono, vindo o insecto adulto a emergir do alvéolo real ao décimo sexto dia:

Na próxima imagem podemos ver a simulação de nascimentos de rainhas a partir de ovos (exemplos A1; A2 e A3); larvas com um e dois dias de vida (exemplos B1 e B2) e larvas com mais de dois dias de vida (exemplos C1 e C2).
Suponhamos que fizemos um desdobramento no dia um de Março (um dia tão bom quanto outro qualquer) e na criação disponível para as obreiras “fazerem” rainhas haviam todos esses casos e que normalmente até existem...

Caso a caso:
Na primeira observação do quadro, notamos que nas condições naturais (sem a nossa intervenção) acontece o que mais temíamos: A rainha com piores características (iniciada a partir de uma larva com 4 dias de vida, ou seja 7 contando a partir da postura do ovo) é a primeira a nascer. Nasce logo no dia 10 de Março (do nosso exemplo).
Ao nascer primeiro vai destruir todos os restantes alvéolos reais...
Nos exemplos A1; A2 e A3 (ovos com um, dois e três dias), as rainhas só irão nascer nos dias 16; 15 e 14 de Março, respectivamente.
Nos exemplos B1 e B2 (larvas com um e dois dias de vida), as rainhas só irão nascer nos dias 13 e 12 de Março, respectivamente.
Nos exemplos C1 e C2 (larvas com 3 e 4 dias de vida), as rainhas irão nascer nos dias 11 e 10 de Março, respectivamente, com as consequências já referidas.

Procedimento:
Como nos interessam apenas as rainhas obtidas a partir de ovos (A1; A2 e A3), ou de larvas com um ou dois dias, alimentadas só com geleia real (B1 e B2), podemos resolver o nosso problema de uma forma muito fácil:
Quatro dias após o desdobramento (4 de Março, no nosso exemplo), abrimos os núcleos/colmeias e destruímos todos os alvéolos reais que já estejam operculados!
Desta feita destruímos as rainhas que se estão a formar a partir de larvas demasiado velhas (os exemplos C1 e C2) , garantindo que as que restam (alvéolos reais ainda por opercular) tenham sido iniciadas a partir de ovos ou larvas de um ou dois dias de vida.

Para aqueles que fazem da “segurança” o lema da vida, podem fazer esta tarefa ao 5º dia, “arrumando” igualmente as rainhas iniciadas a partir de larvas com dois dias de vida (exemplo B2, a azul no esquema). Devemos ter presente que este “determinismo” da larva eclodir ao 4º dia, da operculação do alvéolo ao 9º e do nascimento da rainha ao 16º é estatístico e facilita-nos a vida, mas a Natureza é pouco dada a certezas...

Só fiz isto uma única vez na minha vida apícola, quatro dias após o desdobramento, armado em “Jack o Estripador”, abri as colmeias recem desdobradas e... Correu mal, não teve nada a ver com a destruição dos alvéolos reais da forma que tenho vindo a descrever, mas esse ano foram poucos os desdobramentos viáveis, nem sequer cheguei a saber o porquê...

O que faço habitualmente...
Ao desdobrar as colónias sigo mais ou menos escrupulosamente todos os passos que descrevi, mas a viabilidade biológica da rainha nunca me preocupa muito. Porquê? Duas razões:
1- Para uma grande quantidade de colmeias, procurar e destruir alvéolos reais operculados quatro dias após o desdobramento é muito moroso. Por outro lado, a experiência que tenho dessas intervenções é que esses núcleos sem rainha gostam de ficar sossegados, sem grandes mexidas...
2- Fé, um sentimento tão comum nos agricultores em geral e apicultores em particular. Tenho “fé” que as rainhas biologicamente duvidosas que daí possam resultar venham a ser substituídas.
De facto, se aos desdobramentos se seguir uma época muito produtiva, ou melhor, uma época produtiva muito prolongada, o estímulo constante para que haja postura da rainha decerto a levará ao limite. Caso ela não corresponda às necessidades da colónia, o mais certo é ser substituída por outra, não de emergência mas de qualidade.
Após os desdobramentos entre o Rosmaninho e as florações de Verão (com transumância) contam-se cerca de sete meses de actividade.
Não são raras as tardes de Verão em que visito as abelhas no Girassol e encontro dois ou três enxames pequenos (secundários) pendurados nas Azinheiras. Quase decerto que esses enxames resultaram da saída de rainhas virgens que sobraram, produzidas para a substituição de alguma velha, exausta... ou biologicamente inviável. Mas tudo isto pode ser apenas fé...


Mas há mais casos “bicudos” nos desdobramentos, porque isto de ser-se apicultor sem enfrentar “bicos” não tem graça nenhuma...

Outro dos problemas é a dificuldade/impossibilidade de encontrarmos a rainha, o que acontece bastantes vezes.
Além das alternativas que propus no outro post, há quem faça uso de uma técnica que consiste em colocar todos os quadros, ou pelo menos aqueles que têm criação, num corpo igual ao ninho, mas sem fundo. As abelhas são todas varridas para o ninho original, sobre o qual se coloca uma grade excluidora de rainhas e sobre esta o corpo com os quadros.
Todas as abelhas adultas vão passar para cima, para junto da criação, e a rainha fica no ninho original muito mais desacompanhada, sendo por isso mais fácil de encontrar.
Em jeito de graça, repito: em jeito de graça, porque isto não é para fazer, quase que preferia o método que uma vez me ensinaram para encontrar a rainha:
“O melhor é pintar todo o quadro onde a rainha se encontra com um spray e... passados 30 dias a única abelha que está pintada é a rainha...”

Finalmente, apesar de haverem muitos mais: temos ainda o problema da divisão das abelhas que andam no campo, pelas duas (ou mais) colmeias resultantes do desdobramento.
Este é particularmente “enervante”.
Ao dividirmos os quadros de uma colmeia por dois núcleos/colmeias, ainda que com cores diferentes da original, as abelhas que andam no exterior têm sempre tendência para entrar para aquela que alberga a rainha. Observam-se em grandes quantidades na tábua de voo e junto à entrada.

Se um dos núcleos/colmeias usados para albergar as colónias resultantes do desdobramento, tiver a mesma cor da colmeia original, é certo que as abelhas que andam fora regressam maioritariamente a esta caixa. O problema ainda é mais acentuado se se reutilizar a colmeia original para albergar uma das colónias resultantes:

Para evitar estas situações (será que evito?), costumo dividir os quadros da colónia a desdobrar por dois núcleos ou colmeias de cor diferente da original. A caixa de onde retirei esses quadros é passada a maçarico e usada como receptora noutro desdobramento.
Ainda assim, resta a preferência pela caixa onde coloquei a rainha, que tento remediar compensando a outra colmeia/núcleo com mais abelhas. Ou ainda, com uma “dança de colmeias” trocando e destrocando a sua posição para “confundir” as abelhas.
Não esquecendo que se retirarmos imediatamente um dos núcleos/colmeia do local, o problema fica resolvido...

11 fevereiro, 2009

Templo do Azeite


O Templo do Azeite, e do mel, e de muitos outros produtos regionais, localiza-se na Avenida D. Basílio do Nascimento Martins, na vila do Cano, concelho de Sousel.
A loja, que abriu no final de 2008 e vai ser oficialmente inaugurada no próximo dia sete de Março, resulta do aproveitamento de um lagar inactivo, da década de 1950 e que terá pertencido a Ramalho Ortigão.
A decoração interior com muitos adereços que lembram a “Revolução Industrial”, transporta-nos para uma época em que tudo era de qualidade. A “qualidade” é portanto o segredo que está por trás de todos os produtos disponíveis, ou não fosse o Templo do Azeite mais uma criação da Qualidade Lusitana.
O Templo do Azeite, nasceu de um sonho, e os sonhos nascem sempre do Homem, neste caso José Guilherme Silva, canense desde sempre empenhado no desenvolvimento da região. São inúmeras as iniciativas em que se notabilizou, podendo apontar-se a Alen Fogo SA, empresa sediada na Cidade da Praia – Cabo Verde, e ligada ao mesmo ramo.
Não queria deixar passar a oportunidade de lembrar o nosso saudoso amigo e sócio Mário Gonçalves Pires, que infelizmente já não está entre nós e que também fez parte dessa equipa, a que eu muito me orgulho de ter pertencido.

09 fevereiro, 2009

Multiplicação de Colónias – Desdobramentos


Muitas são as formas de duplicar colónias de abelhas.
Pessoalmente, costumo optar por esta que agora descrevo e com muito bons resultados. Na Primavera passada desdobrei cerca de 20 colónias, com um sucesso de 100%. Tendo ainda conseguido (em média) cerca de 20 kg de mel por cada uma das novas colónias até ao fim da época.
Claro que esta produção poderia ter sido muito ampliada com a disponibilidade de rainhas novas à data da divisão, e consequentemente com a prontidão da nova colónia para a produção de mel em menos tempo.
Confesso que a disponibilidade de tempo para a criação de rainhas, onde o controlo é quase horário, me chega a provocar calafrios, dado que a minha agenda apícola chega a ser adiada às semanas...
Mas este método é muito mais confortável, após a divisão as colónias seguem a sua vida normal com poucas intervenções do apicultor.

Habitualmente começo a preparar as colmeias um mês antes desta tarefa, com a adição de ALIMENTO ARTIFICIAL ESTIMULANTE, obviamente muito líquido e o mais parecido possível com os néctares naturais. Assim, só são desdobradas as colónias fortes, com todos os quadros do ninho ocupados e com muita população.

Começo por deslocar ligeiramente a colmeia original, a desdobrar, e colocar duas novas caixas (ou núcleos) nesse local. As novas caixas terão cores e cheiros diferentes da original, evitando que a separação das abelhas que andem no campo seja preferencial por uma delas.

Partindo de uma colónia com estas características, encontrar a rainha é a primeira etapa, de cujo sucesso dependem as acções subsequentes. Não costumo usar muito fumo para que as abelhas não fiquem agitadas e dificultem o processo.
Logo que a encontro, coloco o respectivo quadro num dos núcleos preparados para o efeito. A partir daí, limito-me a seleccionar os quadros com as melhores características para que a nova colónia “faça” uma nova rainha.
O desdobramento que vou referir, designo-o por “desdobramento ideal”, na medida em que todas as circunstâncias são favoráveis a este trabalho: Encontra-se a rainha, e a constituição dos quadros corresponde a uma “Colmeia Equilibrada” (EQUILIBRAR UMA COLÓNIA DE ABELHAS 04/02/2009):

Da Figura anterior, quais os quadros a colocar no núcleo sem rainha?

O núcleo ou colónia que ficar sem rainha, será obviamente a mais frágil, pelo que devemos ter todas as atenções e cuidados na sua “construção” para que evolua bem.
Nesse sentido, convém colocar na posição central um quadro com ovos, ou larvas com um ou dois dias de vida. Idealmente este quadro devia ter nas extremidades criação operculada prestes a nascer, e pólen.
Quando a criação se resume a “ovos” não há dúvidas, mas quando tem larvas, fica sempre a dificuldade em saber a sua idade, e as larvas com três dias de vida já não servem para a criação de rainhas.
Claro que este processo fica muito facilitado se tiver alvéolos reais disponíveis, a qualidade da rainha será decerto superior e estará activa em menos tempo.
De ambos os lados do quadro central, com ovos, larvas de um ou dois dias ou com alvéolos reais, costumo colocar criação operculada prestes a emergir. A abundância de abelhas jovens, amas, é determinante para os cuidados e qualidade da nova rainha, nomeadamente para a produção de geleia real e aquecimento do ninho.
Finalmente, nas extremidades coloco dois quadros ricos em pólen e mel.
Resta agora providenciar as abelhas adultas em quantidade e qualidade suficientes para o efeito. Para isso, e além das abelhas que já vão nos quadros, “sacudo” outros quadros para o interior deste núcleo, tentando que a maioria das abelhas a recrutar sejam recem nascidas: amas.
Para isso dou uma pancada seca ao quadro sobre a colmeia original, para que caiam as mais velhas, e sobre o núcleo que me interessa “despejo” então as abelhas jovens.
Findo o trabalho, coloca-se o núcleo na posição definitiva e ao entardecer forneço-lhe alimento artificial estimulante (líquido) enriquecido com pólen.

Quais os quadros a colocar no núcleo com rainha?
O núcleo com rainha, o menos problemático por motivos óbvios, recebe os restantes quadros, independentemente da sua constituição.
Tenho sempre o cuidado de os distribuir o mais aproximadamente possível a uma COLMEIA EQUILIBRADA, com a criação ao centro e os nutrientes nas extremidades:

Para evitar pilhagens, uma vez que o alimento fornecido ao outro núcleo é muito atractivo, também alimento a colónia que ficou com a rainha velha. Apenas o alimento desta não leva pólen.
Logo que mude os núcleos de apiário, ou tenha espaço para o fazer no local original, o núcleo com a rainha velha é transferido para uma colmeia de dez quadros, passadas 24 horas, e o ninho completo com cinco quadros de cera moldada.

Desdobramentos em que não encontramos a rainha:
Mas como nem tudo são rosas, muitas são as vezes em que procuramos a rainha, uma, duas, três vezes e... nada, ela teima em não aparecer. O tempo poupado em não querer marcá-la é agora gasto nas tentativas de a encontrar.
Para quem tem tempo, passa à colmeia seguinte e regressa à “rainha escondida” mais tarde. Para quem faz dos relógios só com 24 horas uma desculpa constante para tudo, “avança” assim mesmo...

E assim faço, o processo é muito mais difícil, pois os cuidados redobrados a ter com o “núcleo-sem-rainha” são agora... quadruplicados, pois se ela não aparece, assumo que cada uma das colónias resultantes... não terá rainha...

Sendo assim, tento que cada um dos núcleos fique o mais igual possível, e ambos semelhantes ao referido atrás para a construção do núcleo sem rainha.
No dia seguinte, o núcleo que tiver “ovos do dia” é o que tem a rainha, e podem/devem fazer-se alguns acertos no sentido de reforçar com criação o outro núcleo. É claro que esta tarefa só se faz se necessária. Não esquecendo que ao colocar-se demasiada criação ou abelhas jovens num núcleo, este acréscimo tem de ser compensado com abelhas adultas para a recolha de nutrientes, (a colónia deve ficar EQUILIBRADA).

Claro que agora surgem outros casos “bicudos”, como os quadros de criação com larvas de três, quatro e até cinco dias de vida, que em situações de emergência as obreiras podem utilizar para “fazer” a rainha. Nos primeiros esquemas que exemplifiquei, iriam para o núcleo com rainha, mas neste caso não sabemos onde ela está.
Estas larvas, já tiveram respectivamente, um, dois ou mais dias de alimentação à base de mel e pólen e nunca darão rainhas de qualidade.
Quando me surgem quadros com essa constituição costumo destruir as larvas dessas idades:

Às obreiras, como opção para “fazer” a nova rainha vão restar: os ovos, ou as larvas com um ou dois dias de vida, pois as demasiadamente grandes, na pré-operculação, já não são seleccionadas.

A situação que acabo de referir, à semelhança de tantas outras, dá razão à afirmação que fiz há uns tempos atrás: As colmeias são livros de 20 páginas, que devem ser bem lidas e interpretadas para uma intervenção correcta.
Nos esquemas que apresentei, reduzi “o livro” a dez páginas, assumindo que cada quadro é igual na frente e no verso, porque na realidade as coisas são bem diferentes...

Com os desdobramentos concluídos, a prolificidade de opções é gigantesca, e quem anda nas lides apícolas compreende, entre o deslocar todas as colónias que ficaram com rainha (mais resistentes) para outro local, para evitar a competição com as mais fracas (sem rainha), ou vice versa, ou deixar tudo como está, ou ainda um rol de variantes, tudo é possível.
Na época passada desloquei as colmeias e núcleos sem rainha para perto da minha casa, ao fim do dia dos desdobramentos, para uma assistência mais cuidada. Tal acto permitiu-me alimentá-las mais vezes sem ter de o fazer às restantes colónias.

06 fevereiro, 2009

Agenda Municipal - Fevereiro 2009 - AVIS

O primeiro voo das abelhinhas de Avis, no cortejo de Carnaval do ano passado.
Parecem as "abelhas" do Programa Apícola, a diferença é que nestas reside a esperança...

05 fevereiro, 2009

APIMONDIA 2009

O 41º Congresso da APIMONDIA irá decorrer entre 15 e 20 de Setembro de 2009, em Montpellier no Sul de França.
O tema central não podia ser mais oportuno: A Abelha, Sentinela do Ambiente, num tempo em que a apicultura francesa é confrontada com o desaparecimento de 300.000 colónias por ano, desde 1995.

Estarão presentes mais de 200 investigadores cujos trabalhos em diferentes domínios determinam o desenvolvimento da apicultura, nomeadamente na biologia, sanidade, polinização, tecnologia, economia, apiterapia e desenvolvimento rural.

O meu desejo para o Congresso:
Que as respectivas conclusões, onde naturalmente será focada a importância determinante das abelhas (sentinelas) no ambiente, venham a fazer parte das agendas e sensibilidades dos “protagonistas de Davos”, no próximo Fórum Económico Mundial.

Parece ser também uma excelente oportunidade para os apicultores portugueses, dada a proximidade do evento, não podemos é esquecer que a dita “crise” também não anda longe e os custos da viagem e estadia não serão nada meigos... Pode ser que as associações se organizem e conjuntamente se proporcione que um bom número de apicultores nacionais possa estar presente.
Eu quero ir, mas não o devo conseguir pelos motivos que-nem-vale-a-pena-falar, mas se alguém me trouxer um PIN ou um autocolante do evento ficarei eternamente agradecido...

Encontrei esta informação na página oficial da APIMONDIA, onde logo na abertura me deparei com o seguinte quadro:

Já devem ter visto o mesmo que eu: o “Felipão” Scolari não quer nada com a apicultura, caso contrário lá teríamos a nossa bandeira na janela da APIMONDIA...
Digamos que senti alguma justiça quando percebi que as bandeiras da Republica do Kiribati; do Reino de Tonga; e da Transnístria também não fazem parte das opções linguísticas daquela entidade. Mas eu sou um dos mais de 240.000.000 de humanos que falam a língua de Camões (serão assim tantos?), e gostava de aceder à página da entidade oficial apícola ao nível planetário, sem que para isso tivesse de espremer os neurónios com traduções rascas.
Quero aproveitar a oportunidade para solicitar aos meus patrícios com as melhores relações internacionais, para pressionarem no sentido de inscrever a língua portuguesa no mapa internacional da apicultura. Sejam eles o José Mourinho, o Durão Barroso ou o Zezé Camarinha, tanto me faz.
Então o último, que tanto beneficia com o "mel"...
Que fique bem claro que não tenho nada contra os apicultores do Kiribati, de Tonga ou os Transnístrianos, oxalá tenham uma excelente época produtiva e com as abelhas saudáveis.

Saber mais em:
www.apimondia.org
www.abeillesentinelle.net

04 fevereiro, 2009

Equilibrar uma Colónia de Abelhas

É sabido que as formas determinam as funções. As nossas abelhas, ou melhor, as suas colónias também apresentam padrões e formas características na Natureza. Foi graças a esses conhecimentos que se projectaram e construíram as colmeias que hoje utilizamos.
Quer em contexto de formação, quer na própria assistência a apicultores, muitas vezes sentia dificuldade em ilustrar a conformação espacial de uma colónia de abelhas e demais componentes dentro da colmeia.
A concepção mental de estruturas como as que referi nem sempre é fácil e para uma observação directa, acedendo ao interior, têm de se “desmanchar” quadro a quadro. Quando o fazemos, e temos de o fazer, acabamos por perder a noção do todo, do conjunto funcional e “invisível” que nos é vedado pela opacidade da colmeia ou dos favos de cera.
O pior é que tanto os favos naturais como os quadros se encontram fisicamente separados, o que dificulta ainda mais o modelo.
Ainda me lembro do dia em que o meu amigo Leão, que infelizmente já não está entre nós, retirou todos os quadros do ninho da única colmeia que eu possuía. Estava infectada com Ascosferiose, e pensei eu: “não morre do mal, morre da cura...”, a “indivisibilidade” do ninho, tinha sido dividida... A parte que albergava o “segredo” fora dramaticamente exposta sem qualquer pudor, e o pior é que não vi nada que não tivesse visto antes, a alma que eu imaginava no cerne da colónia, eram quadros iguais aos das extremidades... sobreviveu, o que faltava em “escrúpulos” ao amigo Leão, sobrava-lhe em sabedoria.

O modelo (teórico) que habitualmente apresento aos formandos, candidatos a apicultores, passa pelo seguinte:

Hipotéticamente coloca-se espuma de poliuretano dentro de uma caixa de madeira com as dimensões de uma colmeia, até cerca de 5 ou 6 cm de altura. Espera-se que solidifique e coloca-se uma melancia lá dentro. Finalmente enche-se o resto da caixa com espuma, 5 ou 6 cm acima da melancia.
Quando tudo solidificar retira-se o bloco de espuma de dentro da caixa e corta-se em dez “fatias” iguais, tal como na figura seguinte:

Não é precisa muita imaginação para comparar as “fatias” obtidas com os quadros de uma colmeia equilibrada. Primeiro os quadros das extremidades só com mel; depois surge o pólen; pólen com criação; criação e assim sucessivamente em sentido inverso.
Se alguém gracejar com as pevides, obviamente que representam as abelhas...

O desenho espacial da colónia de abelhas, tal como tudo na Natureza, prende-se com questões económicas. A “bola” em que a rainha dispõe a postura, tal como a “bola” em que as abelhas se resguardam durante o Inverno, permitem uma poupança e melhor aproveitamento do calor que irradia a partir do centro.
Envolvendo a “bola” de criação está logo o pólen, para uma mobilização mais rápida, dado que este é o principal alimento das abelhas na fase larvar. Finalmente o mel, cujo armazenamento não tem uma forma esférica ou elipsoidal por causa do quadro.
Teria também a sua graça, em vez da “quadratura do círculo”, as abelhas traçariam a circunferência do quadro...
Quando isto se verifica, podemos dizer que a colmeia se encontra equilibrada e aparenta estar tudo em ordem. Quando o desenho inicial está alterado, das duas três... ou por motivos sanitários houve uma regressão na criação dos quadros centrais, também motivada por problemas com a rainha, ou na última visita o apicultor não procedeu da melhor forma, trocando a ordem dos quadros.

Pelos motivos apresentados, devemos recolocar os quadros na posição original e só depois proceder a outras tarefas de maneio apícola.

Em determinadas situações o apicultor pode e deve desequilibrar a colónia, nomeadamente quando o objectivo é estimulá-la a crescer e desenvolver-se. Não é demais advertir que para o efeito se devem verificar uma série de requisitos e ainda assim todo o cuidado é pouco.

Tal prática não é mais do que aplicar os conhecimentos acerca da economia de calor que as abelhas obtém ao agruparem a criação numa “bola”:

A colónia encontra-se equilibrada. O calor irradia do centro para a extremidade da elipse tracejada a azul e que coincide com a área ocupada pela criação.
Os quadros com criação foram deslocados da posição original, ficando parte da criação para lá da zona de irradiação de calor: colmeia desequilibrada.
As abelhas adultas posicionam-se de uma forma natural abrangendo toda a criação, ficando alguns quadros centrais com espaços “aquecidos” mas ainda sem criação.
A rainha aproveita a ampliação da área aquecida para a ocupar com postura, aumentando assim o “ninho” e consequentemente a colónia.

Os pré requisitos a verificar para este trabalho compreendem sobretudo uma população forte de abelhas adultas, boas condições climatéricas e disponibilidade de pólen e néctar. Caso contrário o arrefecimento da criação pode levar à falência da colónia.
Normalmente só uso este método quando transfiro um núcleo para uma colmeia de dez quadros, e só o faço com temperaturas altas.

03 fevereiro, 2009

Monte do Mel Radical...

Graffiti "Monte do Mel" feito pelo meu primo Beto Risso, que também é apicultor.

Clique na imagem para ampliar...

02 fevereiro, 2009

MelToon - 24

MelToon ESPECIAL Dia de Nossa Senhora das Candeias
Diz o velho ditado que por cada gota de água que cair neste dia, é uma nova abelha que nasce...
E diz mais:
"Se o dia de N.ª Sr.ª das Candeias chora*, está o Inverno fora,
se se rir**, está o Inverno para vir"

*chorar = chover; **rir = sol.
Por aqui, há nuvens mas o sol espreita com alguma vivacidade, vamos aguardar pelo fim do dia para previsões mais acuradas, e depois pelo fim da Primavera para ver se o Borda d´Água ainda é fiável...

Clique na imagem para ampliar...

01 fevereiro, 2009

A propósito de introduzir rainhas...

Uma das curiosidades da apicultura reside nas variadíssimas formas que há para fazer exactamente a mesma coisa. Se calhar é por isso que a “rapaziada” discute tanto e a conversa nunca acaba.
Se por um lado há os mais minuciosos que seguem todas as regras e preceitos, também existem outros que se desenrascam de qualquer forma.
Além das clássicas gaiolas que todos conhecem, a semana passada apresentei equipamentos e métodos cujo propósito é o de facilitar a aceitação de uma nova rainha por uma colónia órfã.
Há quatro ou cinco anos, em conversa com um apicultor profissional, este ensinou-me um método muito peculiar de fazer as rainhas serem aceites:
Num quadro de criação, com muitas abelhas jovens, ele raspa os alvéolos com mel, de forma que este escorra e com muito cuidado besunta a rainha com mel. As abelhas rapidamente acorrem a ela, lambem-na e... aceitam-na. Confessou-me que não quer outro método, pois este é rápido e muito seguro.


Ainda nesse ano, ajudava um apicultor a mudar abelhas de um cortiço para uma colmeia móvel, quando capturei uma rainha virgem. Haviam lá perto de uma dezena.
Coloquei a rainha num frasco, mais uma dúzia de obreiras e deixei tudo no carro, à sombra. Nessa tarde, no gabinete onde trabalhava, houve uma série de gente que viu uma abelha rainha pela primeira vez.
Ao fim do dia e com pouca fé, abri um núcleo onde albergara um punhado de abelhas sem rainha, provenientes de um pequeno enxame. Resolvi testar o dito método “simples e seguro”, “dei o banho” à rainha e abandonei-a à sua sorte. Cerca de três ou quatro semanas depois já haviam ovos e larvas.
Nunca mais repeti a proeza, uma única experiência que correu bem, pelo que se alguém a quiser experimentar é por sua conta e risco...

29 janeiro, 2009

NOTÍCIAS: Crise Apícola na Argentina

Desconcerto e desespero: não há colheita de mel, e em pleno Verão alguns apicultores são obrigados a fornecer alimento artificial às abelhas.
A seca obriga a administrar alimentação artificial, quando era suposto estar a colher-se mel. A campanha fracassou e agora tenta-se amortizar o impacto para evitar males maiores na invernada.


Notícias Apícolas de 27 de Janeiro de 2009:
A Apicultura na Argentina atravessou momentos altos e baixos, mas nunca uma situação como a actual: quando todos deviam estar a crestar, na realidade, como se fosse Julho em vez de Janeiro, os apicultores argentinos estão a alimentar artificialmente as colónias, para evitar que morram de fome. Os apicultores mais velhos não se lembram em tempo algum de terem vivido algo semelhante.
A seca sente-se de várias formas, mas afecta a todos. Na província de Santa Fé, o quadro geral é grave e torna-se dramático há medida que se vai avançando para Norte.
Até ao momento, os números oficiais apontam para produções que não chegam a metade das médias históricas, associadas a uma elevada mortalidade de abelhas.
Se bem que a preocupação imediata dos apicultores é sustentar nutricionalmente os apiários, a angústia projecta-se também até à próxima invernada. O debilitamento das colónias potencia a proliferação das doenças, sobretudo a Varroose, a escassez de pólen dificulta a recuperação das colónias a tempo e de forma a enfrentar os frios do Inverno. Em cada visita aos apiários gasta-se muito dinheiro e sem a certeza de o recuperar.
Desta feita, os apicultores estão a pedir desesperadamente alguma ajuda para sobreviver à crise.

O Conselho Económico da Cadeia Apícola tomou nota da situação, e em 13 de Janeiro último formou uma Comissão de Emergência com a missão de apresentar um diagnóstico. Daí surgiram, em jeito de protocolo, uma série de pautas sanitárias, alimentícias e de uso de substitutos para recompor as colmeias.
Também se anunciou a possibilidade de assistir os apicultores com fundos perdidos para a compra de nutrientes ou produtos sanitários.

O coordenador da Cadeia Apícola na província, Fabián Zurbriggen, expôs os dados oficiais: “estima-se que a média de produtividade rondará os 15 kg, contra a média histórica de 35 kg. No que respeita à mortalidade, nos departamentos do Noroeste, como o 9 de Julho ou S. Cristóbal, estima-se que atinjam aproximadamente os 40%. À medida que se desce para o Centro, este número vai diminuindo. Mas de qualquer forma as colónias estão debilitadas”.
Por causa destes problemas, refere o dito funcionário, realizaram-se palestras nas divisões administrativas da província onde irão ser distribuídos através das associações de produtores, os procedimentos a desenvolver para “estabelecer uma modalidade de trabalho comum em todo o território, para recuperar as colmeias”.
Quanto à assistência económica, Zurbriggen comentou que o Ministério estuda a possibilidade de distribuir ajudas a fundo perdido, sendo no entanto mais importante “solucionar primeiro os problemas de sanidade e só depois pensar noutras ajudas”.
Embora tal possibilidade ainda não esteja confirmada, a Carteira Produtiva já emitiu um comunicado em que antecipa quais serão os requisitos para aceder às possíveis ajudas. Os apicultores deverão cumprir o estabelecido no Registo Nacional do Produtor Apícola, RENAPA, e solicitar a dita ajuda. (...)

Fonte: http://www.noticiasapicolas.com.ar
e Juan Manuel Fernández del Diario El Litoral (Argentina)

28 janeiro, 2009

Introdução de Rainhas

Conforme se devem recordar, o Sr. Vicente Furtado (Lagos – Algarve), produz e insemina centenas de rainhas que distribui por todo o país.
Ao que parece, a taxa de sucesso na introdução das rainhas adquiridas e até produzidas pelos apicultores, encontra-se muito aquém do que seria desejável (menos de 50%). Não esqueçamos que as rainhas custam caro, e todo o cuidado é pouco no seu manuseio...
Confrontado com esta situação, o Sr. Vicente Furtado aconselha-nos dois métodos, semelhantes, mas que melhoram bastante os indíces de aceitação das novas rainhas, por parte das colónias receptoras.

Método I: “Quadro – gaiola”
O “Quadro – gaiola” de introdução de rainhas, é feito em madeira, com o formato e dimensões de acordo com a figura seguinte:

Para melhor visualização de todos os pormenores deve ampliar as imagens clicando sobre elas.
A1 – Quadro de madeira, cujas dimensões variam consoante o tipo de colmeia.
B1 – Câmara da rainha (10,00cm x 8,00cm), coberta com rede mosquiteira de ambos os lados.
C1 – Câmara do Candy (alimento sólido).
D1 – Tampa de plástico que impede o acesso das obreiras à Câmara do Candy nos primeiros dias.
E1 – Orifícios no quadro de madeira (2,5cm de diâmetro), que permitem a circulação do ar e a passagem das abelhas.

Após a recepção ou criação da rainha pelo apicultor, esta é colocada dentro da Câmara da Rainha (B1), colocando-se em seguida o Candy* já preparado nos compartimentos (C1). Estes compartimentos são tapados com as tampas (D1), antes de colocar o quadro (A1) num núcleo** preparado para esse efeito.

Todo o equipamento vai permanecer assim no núcleo durante quatro dias, sem qualquer perturbação, e obviamente com o acesso das obreiras ao Candy impedido pelas tampas (D1).
Volvido este tempo, abrem-se as Câmaras do Candy, ou seja, baixam-se as ditas tampas e a rainha é libertada em 24 a 36 horas após esta operação.
Por vezes, a libertação da rainha demora mais tempo, pelo que não é conveniente ir verificar o sucesso deste trabalho senão passados uns cinco dias após a abertura das tampas (D1).

Por curiosidade, o Sr. Vicente Furtado referiu que já deixou rainhas “presas” no quadro de introdução, por esquecimento, cerca de 30 a 45 dias e sem retirar qualquer eficácia ao processo ou perda de viabilidade às rainhas.

A abertura da porta do Candy (tampas (D1)), deve ser feita de forma a que apenas a circunferência da câmaras (C1) fique aberta. Se passados os cinco dias a rainha não tiver sido libertada, deve então abrir-se a totalidade de cada câmara, proporcionando um maior acesso ao Candy pelas obreiras.

(*) CONFECÇÃO DO CANDY
Este alimento artificial, sólido, pode ser adquirido já preparado, ou então confeccionado pelo apicultor, juntando 1kg de açúcar a 4 dl de água e uma colher de chá de ácido láctico.
Primeiro aquece-se a água e o açúcar numa panela de pressão e só depois se adiciona o ácido láctico. Finalmente fecha-se a panela e deixa-se ferver durante 15 minutos.


(**) PREPARAÇÃO DO NÚCLEO OU COLMEIA RECEPTORA.
O quadro
(A1) com a rainha é colocado no centro. De ambos os lados e simetricamente, são colocados os restantes quatro quadros: 2 com mel e pólen e 2 só com cera puxada, não esquecendo também as abelhas, jovens, como é óbvio.
Nos quadros não pode haver ovos nem qualquer criação.
É aconselhável pulverizar uma mistura de água com essência de aniz sobre as abelhas, no momento da introdução do quadro (gaiola) com a rainha, o que dá mais garantias ao processo.
Procedimento que também deve ser seguido na junção de colónias.


Método II: “Placa – gaiola”
Trata-se de um método muito semelhante ao anterior, as diferenças residem basicamente no equipamento.

A2 – Rectângulo de madeira (40,00cm x 8,00cm) (placa).
B2 – Câmara da Rainha (14,00cm x 5,00cm), coberta com rede só de um dos lados da placa.
C2 – Câmara do Candy, ou outro alimento sólido.
D2 – Tampa de plástico que impede o acesso das obreiras à Câmara do Candy, nos primeiros dias.
E2 – Tampa de vidro que permite ao apicultor visualizar o evoluir do processo ao retirar a prancheta da colmeia/núcleo receptor.

A placa é colocada directamente sobre os quadros, com a parte em rede virada para baixo, para que as obreiras possam contactar directamente, alimentar e libertar a rainha. A parte de vidro virada para cima permite ao apicultor monitorizar o processo.
As vantagens deste método prendem-se com facilidade em acompanhá-lo sem grandes “mexidas” na colmeia, basta levantar a prancheta, e adapta-se a todos os tipos de colmeia, ao contrário do quadro.

A desvantagem tem a ver com a espessura da placa de madeira, que dificulta a sua colocação no espaço exíguo entre o topo dos quadros e a prancheta.

A Placa de Introdução de Rainhas é igualmente feita em madeira e as suas dimensões e desenho podem ser observadas na imagem seguinte:



Com os métodos convencionais de introdução de rainhas, a taxa de sucesso é habitualmente inferior a 50%, com estes métodos e segundo o Sr. Vicente Furtado, conseguem-se resultados na ordem dos 90 a 95%, mesmo quando se trata da nossa abelha negra Apis mellifera ibérica.