Chama-se "Abelhas do Sor" e para quem quiser visitar tem o link aí ao lado...
Referindo-me apenas às páginas sem fins comerciais, já temos seis blogues e dois fóruns de apicultura (perdoem-me se esqueci algum), por ordem crescente de idades:





Referindo-me apenas às páginas sem fins comerciais, já temos seis blogues e dois fóruns de apicultura (perdoem-me se esqueci algum), por ordem crescente de idades:








Durante a multiplicação das colónias de abelhas por “desdobramento”, muitos são os casos ditos “bicudos” que nos surgem.
Na próxima imagem podemos ver a simulação de nascimentos de rainhas a partir de ovos (exemplos A1; A2 e A3); larvas com um e dois dias de vida (exemplos B1 e B2) e larvas com mais de dois dias de vida (exemplos C1 e C2).
Caso a caso:
Para aqueles que fazem da “segurança” o lema da vida, podem fazer esta tarefa ao 5º dia, “arrumando” igualmente as rainhas iniciadas a partir de larvas com dois dias de vida (exemplo B2, a azul no esquema). Devemos ter presente que este “determinismo” da larva eclodir ao 4º dia, da operculação do alvéolo ao 9º e do nascimento da rainha ao 16º é estatístico e facilita-nos a vida, mas a Natureza é pouco dada a certezas...
Finalmente, apesar de haverem muitos mais: temos ainda o problema da divisão das abelhas que andam no campo, pelas duas (ou mais) colmeias resultantes do desdobramento.
Se um dos núcleos/colmeias usados para albergar as colónias resultantes do desdobramento, tiver a mesma cor da colmeia original, é certo que as abelhas que andam fora regressam maioritariamente a esta caixa. O problema ainda é mais acentuado se se reutilizar a colmeia original para albergar uma das colónias resultantes:
Para evitar estas situações (será que evito?), costumo dividir os quadros da colónia a desdobrar por dois núcleos ou colmeias de cor diferente da original. A caixa de onde retirei esses quadros é passada a maçarico e usada como receptora noutro desdobramento.





Partindo de uma colónia com estas características, encontrar a rainha é a primeira etapa, de cujo sucesso dependem as acções subsequentes. Não costumo usar muito fumo para que as abelhas não fiquem agitadas e dificultem o processo.
Da Figura anterior, quais os quadros a colocar no núcleo sem rainha?
O núcleo ou colónia que ficar sem rainha, será obviamente a mais frágil, pelo que devemos ter todas as atenções e cuidados na sua “construção” para que evolua bem.
Quais os quadros a colocar no núcleo com rainha?
Para evitar pilhagens, uma vez que o alimento fornecido ao outro núcleo é muito atractivo, também alimento a colónia que ficou com a rainha velha. Apenas o alimento desta não leva pólen.
Sendo assim, tento que cada um dos núcleos fique o mais igual possível, e ambos semelhantes ao referido atrás para a construção do núcleo sem rainha.
Claro que agora surgem outros casos “bicudos”, como os quadros de criação com larvas de três, quatro e até cinco dias de vida, que em situações de emergência as obreiras podem utilizar para “fazer” a rainha. Nos primeiros esquemas que exemplifiquei, iriam para o núcleo com rainha, mas neste caso não sabemos onde ela está.
Às obreiras, como opção para “fazer” a nova rainha vão restar: os ovos, ou as larvas com um ou dois dias de vida, pois as demasiadamente grandes, na pré-operculação, já não são seleccionadas.
O 41º Congresso da APIMONDIA irá decorrer entre 15 e 20 de Setembro de 2009, em Montpellier no Sul de França.
Estarão presentes mais de 200 investigadores cujos trabalhos em diferentes domínios determinam o desenvolvimento da apicultura, nomeadamente na biologia, sanidade, polinização, tecnologia, economia, apiterapia e desenvolvimento rural.
Já devem ter visto o mesmo que eu: o “Felipão” Scolari não quer nada com a apicultura, caso contrário lá teríamos a nossa bandeira na janela da APIMONDIA...
É sabido que as formas determinam as funções. As nossas abelhas, ou melhor, as suas colónias também apresentam padrões e formas características na Natureza. Foi graças a esses conhecimentos que se projectaram e construíram as colmeias que hoje utilizamos.
Hipotéticamente coloca-se espuma de poliuretano dentro de uma caixa de madeira com as dimensões de uma colmeia, até cerca de 5 ou 6 cm de altura. Espera-se que solidifique e coloca-se uma melancia lá dentro. Finalmente enche-se o resto da caixa com espuma, 5 ou 6 cm acima da melancia.
Não é precisa muita imaginação para comparar as “fatias” obtidas com os quadros de uma colmeia equilibrada. Primeiro os quadros das extremidades só com mel; depois surge o pólen; pólen com criação; criação e assim sucessivamente em sentido inverso.
O desenho espacial da colónia de abelhas, tal como tudo na Natureza, prende-se com questões económicas. A “bola” em que a rainha dispõe a postura, tal como a “bola” em que as abelhas se resguardam durante o Inverno, permitem uma poupança e melhor aproveitamento do calor que irradia a partir do centro.
Pelos motivos apresentados, devemos recolocar os quadros na posição original e só depois proceder a outras tarefas de maneio apícola.
Tal prática não é mais do que aplicar os conhecimentos acerca da economia de calor que as abelhas obtém ao agruparem a criação numa “bola”: