10 março, 2009

Muros Apiários Estrangeiros


O “conceito” de muro apiário em França e no Reino Unido parece referir-se mesmo a um “muro” e não um conjunto de paredes que delimita uma determinada área, como acontece em Portugal.
Pouco percebo de arquitectura, menos ainda da terminologia usada, mas as construções para albergar colmeias no nosso país são mais um recinto, uma malhada ou um “curral”. Enquanto que nas imagens que me enviaram de França, pode ver-se que é o próprio muro a estrutura que alberga e protege as colmeias no interior.
Nestas construções, maioritariamente em pedra, são feitos nichos onde as colmeias “encaixam”, ficando protegidas da intempérie e do ataque de animais selvagens.

Muros apiários em França


Nichos de colmeias, típicos das zonas chuvosas das ilhas Britânicas:


Fica o agradecimento a Jean Courrent, o autor, que me enviou algumas das imagens...

09 março, 2009

Mel de Melada de Azinho

Alentejo terra brava
toda coberta de pão...”


Quem se passeie pelos campos e estradas de terra batida no Alentejo, ao fim de uma tarde de Verão, ou é um “apreciador” ou decerto irá estranhar a paisagem inóspita.
A vegetação esparsa, as azinheiras com os “braços abertos parecendo pedir clemência...”, já não sei quem disse ou escreveu isto. Até os últimos raios solares encontram “razões” para refulgirem em todas as superfícies, multiplicando a luz alaranjada numa atmosfera surreal.
Mas eu gosto...
Ainda assim, as abelhas conseguem retirar néctar desta vegetação escanzelada e fantasmagórica durante o Verão. Refiro-me à Melada de Azinho, um mel escuro, mas de aroma e sabores muito agradáveis, que lembram o dos frutos secos.

A. Gomez Pajuelo, em “A Análise Sensorial nas Provas de Mel”, 1996, classifica-a nos chamados méis escuros, juntamente com o mel de Ericaceas e o de Castanheiro. Referindo que o seu aroma por via nasal directa é característico e intenso, e por via retronasal tem um aroma malteado: típico de méis não florais. Refere ainda que quanto à cor apresenta um castanho muito escuro, quase negro e uma cristalização rápida, com cristais ligeiramente grossos.
Não querendo contradizer quem sabe mais que eu do assunto, tinha (tenho?) a nítida sensação de a Melada de Azinho ser muito difícil de cristalizar, ou nem sequer o chegar a fazer, mas...
Já vi amostras de Melada, em zonas típicas de Melada, com mais de dez anos e apresentando apenas um precipitado no fundo da embalagem, mas nunca cristalizada.
De qualquer forma, a obtenção de uma Melada dita “pura” é quase obra do acaso. Durante o Verão, no Alentejo, ocorrem diversos néctares em simultâneo e que poderão mascarar as características daquele mel consoante os locais, são eles o Girassol, o Cardo de Abelha, as Silvas, o Poejo, o Tomilho, o Orégão e algum Eucaliptus rostrata.
Importa é que o resultado final seja um mel de grande qualidade e sobretudo um prazer para os sentidos.

Sempre que me refiro à Melada de Azinho, ocorrem-me uma série de anedotas sobre os Alentejanos. Lembram-se daquela em que para mudar uma lâmpada são necessários dez Alentejanos? Um para segurar a lâmpada e os outros nove para rodarem a casa?
Ou aquela sobre o que fazem dez Alentejanos frente a um Lisboeta? Enfim...
As abelhas alentejanas, tal como as pessoas do Alentejo, também parecem fazer as suas tarefas de uma forma muito própria, ou não precisassem elas da intervenção de outro “bicho” para produzirem a Melada de Azinho. Refiro-me a uns curiosos insectos vulgarmente designados por “pulgões” ou “piolho” dos vegetais, mais correctamente os Afídeos:

Segundo um manual de protecção de espécies florestais, os Afídeos:
São insectos sugadores que se alimentam do suco celular das plantas. Pertencem às ordens Hemíptera e Homoptera.
Os ataques destes insectos em povoamentos adultos não se têm mostrado significativos. Normalmente os predadores ajudam a manter o equilíbrio. Os Afídeos e os insectos de famílias afins causam necroses, morte e queda prematura das folhas, mas, por enquanto, sem impacte económico
.

Neste manual, encontrei referências a seis espécies da ordem Homoptera, sendo que apenas uma delas produz melada, o Thelaxes suberi (Del Guercio) - (Homoptera, Drepanosiphidae) e tem como plantas hospedeiras o Sobreiro e a Azinheira. Pela prolificidade de espécies e formas de Afídeos que existem na Natureza, acredito que para a produção da Melada de Azinho intervenham igualmente outras espécies além da citada. De qualquer forma trata-se de um assunto pouco documentado e por isso muito difícil de obter informações.
As espécies de Afídeos mencionadas neste livro foram extraídas das citações de Ilharco (1959).

Da “Enciclopédia Ilustrada de Apicultura”, de Roger Morse e Ted Hooper, 1986, retirei que os Afídeos se alimentam da seiva das plantas e expelem grandes quantidades de melada (açúcares) que se acumula sobre a folhagem. Essa melada é posteriormente recolhida pelas abelhas e armazenada como mel. A mesma fonte refere ainda que as razões pelas quais os Afídeos procedem desta forma não é muito conhecida, pensa-se que procuram na seiva substâncias azotadas e sais minerais, expulsando o excesso de açúcares de que obviamente a seiva é constituída. A Melada contém cerca de 90% dos açúcares e 50% das proteínas da seiva original, pelo que o tubo digestivo do Afídeo deverá funcionar como um filtro que retém grande parte das substâncias azotadas, eliminando o açúcar em demasia.

Temos então várias origens distintas para o mel:
Os nectários florais: Onde a planta “voluntariamente” disponibiliza néctar para as abelhas mediarem o processo de polinização.
Os nectários extra-florais: Onde as plantas, “também voluntariamente” expulsam néctares por razões fisiológicas, e que podem ser aproveitados pelas abelhas, ex: Girassol.
Seivas sugadas e expulsas por Afídeos: Estas de uma forma “involuntária”, pois trata-se de um parasita das plantas que “rouba” o néctar.

Quem nunca deixou o carro estacionado “à sombra da Azinheira”, ou de um Chorão ou outras árvores, encontrando mais tarde o tejadilho e pára brisas cobertos por uma substância pegajosa? Se o estacionamento durar dias ou semanas, é uma felicidade quando se ligam os limpa pára brisas e verificamos que as borrachas se arrancam e ficam coladas ao vidro... Quem nunca viu manchas de cor escura sob a copa de certas árvores, de uma substância que fica colada à sola dos sapatos?
Nos montados de Sobro e Azinho é muito fácil identificar as árvores que albergam Afídeos produtores de melada. Inicialmente observa-se nas ramadas mais baixas, um aspecto gorduroso e brilhante, por causa dos açúcares que caiem das partes mais altas (rebentos e folhas jovens), onde se encontram os ditos insectos. A vegetação sob a copa das árvores apresenta muitas vezes este aspecto.

Ao fim de um tempo, essa rama e a vegetação coberta de melada ficam muito escuras, devido aos fungos que crescem no açúcar.

Tudo isso é a Melada, “excrementos” açucarados de milhares de pulgões que parasitam os raminhos e folhas novas das árvores.
Outro dos sinais da existência de meladas é quando a bolota ainda verde se apresenta fendida. As populações rurais costumam dizer que a árvore está com muito “viço”, e “rebenta pelas costuras” em seiva, isto já sou eu que o digo...

Já assisti a documentários onde as formigas “guardam” os Afídeos da copa de uma árvore, como se de “gado” se tratasse. Protegem-nos do ataque de predadores e transportam-nos para ramos e folhas menos povoados, para que a produção de meladas seja superior. Para receberem a recompensa, as formigas estimulam a parte terminal dos pulgões com as antenas e eles expelem uma gota açucarada.

As abelhas limitam-se a recolher a melada caída sobre a folhagem das Azinheiras. Estes açúcares estão muito desidratados, a sua colecta é difícil, pelo que as abelhas só o fazem nas manhãs húmidas e enevoadas do Verão, quando tal substância se encontra mais liquefeita.
Infelizmente, a produção de mel de Melada é muito imprevisível, apesar de expressiva nos anos em que ocorre.

A ocorrência deste mel poderá estar dependente de:
 Das abelhas, como é óbvio.
 Ocorrência de outras florações mais ou menos atractivas.
 Existência/quantidade/variedade das populações de Afídeos.
 Condições climatéricas.
 Estado fisiológico da Azinheira?
 Etc...


A historieta do costume...
Andava eu a terminar o meu trabalho de fim de curso, sobre a Regeneração Natural do Montado, quando um dia resolvi contar à minha orientadora de estágio o modo de obtenção do mel de melada.
Pormenorizadamente, descrevi todo o processo desde a retirada da seiva pelo Afídeo, até à sua recolha e armazenamento como mel pela abelha. Foi então que ela, entre incrédula e escandalizada, me perguntou se os apicultores andavam a disseminar pragas de Afídeos pelas Azinheiras para produzirem tal tipo de mel. Enquanto me ria, ia pensando que a ideia nem era má de todo...

05 março, 2009

Ascensão e Queda dos Muros Apiários

Não foi há muito tempo que regressei ao local dos muros apiários. Só me queria certificar que ainda lá estavam.
Para quem anda mais arredado destas lides, informo que os ditos muros “não são lá muito móveis”, a eventual ausência poderia dever-se à erosão das frágeis paredes em taipa.
Felizmente lá estavam, camuflados de pasto, com as quatro fileiras de lajes de xisto, onde outrora se perfilavam várias dezenas de cortiços. Acho os locais muito nostálgicos, não sei se este mundo tende para o silêncio ou se imagino o “antigamente” mais buliçoso... Antes havia muita gente pelos campos.
As paredes de taipa pareciam ter cedido sob uma enorme pressão, o peso dos anos, eram agora mais largas que altas. As chuvas desgastaram o topo das paredes nuas, e acumularam os detritos lateralmente, reforçando essa impressão.
É mais fácil de perceber esse processo se soubermos como foram construídos os muros:

O apicultor não só escolhia uma encosta suave, de matos e virada a nascente, como também seleccionava o local pela natureza do solo. Terras ricas em barro prestavam-se mais à construção em taipa.
A matéria prima era recolhida ali próxima, escavava-se e amassava-se com pouca água, o mínimo: pouco mais que humedecida. O “truque” estava na forma com era prensada entre os taipais. As pancadas secas mas constantes dos maços haviam de lhe conferir a rigidez necessária para aguentarem o temporal. Adicionavam pequenas pedras à argila, para dar consistência, até havia quem lhe metesse alguma palha para ligar melhor.

Estamos a falar de paredes com pouco mais de um metro, os cuidados arquitectónicos não eram determinantes, bastava resistirem à chuva, aos texugos e a alguma raposa.
No fim “escarranchavam” Estevas sobre as paredes, as raízes para cima e a folhagem para baixo permitiam que a água escorresse sem danos maiores. Se lhe adicionassem uns tojos, pouco travavam os humores de S. Pedro, mas os animais selvagens já pensariam duas vezes...

O “montão” de xistos que o apicultor coleccionava há vários meses, era agora distribuído em três ou quatro filas paralelas, com ou sem socalcos, dependia do declive. Os cuidados com o frio e a humidade já são antigos, e a estinhagem no fim do Inverno não resolvia tudo.

Os mais metódicos erigiam estas “malhadas” na proximidade de uma árvore, um poleiro para os enxames e uma sombra para as colónias já estabelecidas.

Pareceu-me “ouvir” alguém doutras paragens a imaginar um “chaparro” bem Alentejano a velar pelas abelhas. Mas desenganem-se, não há árvore mais Transtagana que o Carrasco: o Quercus coccifera, pela folhagem mais lembra a azinheira, mas é mais pequeno.

Muro do Mouchão Velho
Erigido no lado poente da Herdade do Mouchão – Casa Branca, mais famosa p'los vinhos que pelo mel. Ainda assim o “Zé Gonilha” e a esposa lá labutaram a crestar e a apanhar enxames durante muitos e bons anos. Justiça seja feita a quem a merece, era mais “abelheira” a Dª. Luísa do que ele, que muito pavor tinha das abelhas.

Quando se acabaram as abelhas e o apicultor, faliu o muro, restam os “camalhões” de terra a delimitar uma área quase sagrada, quem sabe se um dia...

Muro da Estrada das “Tesas”
Localizado entre as freguesias de Vimieiro – Arraiolos e Casa Branca – Sousel, muito próximo da mítica Estrada das Tesas, que em tempos medievais fazia a ligação entre Lisboa e Badajoz. Pertencia ao “Ti Bento Antão” que o vendeu ao Inácio Buxo, “abelheiros” de tempos antigos, este último ainda cuida de um punhado de cortiços.

04 março, 2009

Transgénicos

Temos o problema, temos culpados, mas a solução (ou a tentativa) vem sempre de fora...

"Deixando para trás os seus empregos e famílias em prol de um objectivo comum, o casal alemão Maria e Markus Schlegel partiram há sete meses do seu país e encetaram uma viagem de cerca de oito mil quilómetros pela Europa. Num coche, puxado por dois cavalos, este casal já percorreu metade de uma longa viagem cujo objectivo é dar a conhecer os malefícios da produção de alimentos transgénicos."
03-03-2009 Jornal FONTE NOVA - Portalegre

03 março, 2009

MelToon - 29

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01 março, 2009

Apontamentos: Inseminação Artificial de Rainhas


1. Lupa electrónica.
2. Manipulador esquerdo.
3. Manipulador direito, (com orifício).
4. Seringa do sémen.
5. Tubo de fixação da rainha, ligado à botija de CO2.

Há quatro ou cinco anos atrás frequentei um mini-curso de inseminação artificial de rainhas, no Algarve, nas instalações do Sr. Vicente Furtado.
Não substituindo de modo algum os ensinamentos do Sr. Vicente, nem tão pouco uma visita guiada, vou tentar contar-vos a forma como as “coisas” se processam...

Recolha de Sémen
Começamos por recolher o sémen dos zangãos com a ajuda de uma seringa concebida para o efeito. A “agulha” utilizada é de vidro para que se possam visualizar as doses recolhidas para injectar na rainha.
Na recolha de sémen, seleccionam-se os zangãos mais velhos, ou seja, mais maduros.
Seguram-se pelo abdómen, fazendo uma ligeira pressão até o insecto “projectar” para o exterior uma estrutura constituída pelo pénis e dois ganchos. Em condições naturais esses ganchos servem para “ancorar” o zangão à rainha, durante a transferência do sémen:

São aconselhadas seringas cuja “agulha” tenha graduação, para que se possam quantificar as doses de sémen. A mesma agulha, desinfectada com soro fisiológico, tem a ponta afunilada para entrar na abertura sexual da rainha.
Antes de “apertar” o abdómen do zangão, aspiram-se 3 ou 4 mm de soro fisiológico na agulha (na ponta afunilada) e só depois se recolhe a “gota” de sémen, que surge na extremidade do pénis do zangão. A gota de sémen tem uma cor rosada-alaranjada.

Deve haver todo o cuidado para que o sémen ou o aparelho sexual do zangão não toquem nos nossos dedos, ou noutra superfície que possa estar suja e provocar uma infecção.
Durante esta fase pode ser recolhido sémen a muitos indivíduos, juntando na mesma dose as “gotas” de cerca de sete zangãos. As diversas doses podem ser espaçadas por uma “bolha de ar” para as diferenciar, cada uma servirá para fecundar uma rainha:


Inseminação Artificial
As rainhas virgens, após emergirem do alvéolo real na incubadora, foram colocadas nos nucléolos de estágio uns dias antes, até estarem preparadas para a fecundação.
A próxima figura é uma espécie de “cachimbo” em vidro ou plástico, e serve para capturar a rainha nos quadros com muita facilidade. Coloca-se-lhe a abertura maior por cima, obrigando-a a entrar e a subir pelo tubo. A entrada é depois tapada com uma esponja.
Já no laboratório, retira-se a tampa da extremidade mais estreita e a rainha sai, onde lhe podemos pegar da forma correcta, ou seja, pelo tórax.


A rainha é então “enfiada” de cabeça num tubo, ficando com o abdómen de fora. O tubo foi previamente ligado a uma botija de CO2, Dióxido de Carbono, cujo fluxo a vai manter “adormecida”, de modo a que possa ser manipulada.

O tubo é orientado de forma a que o abdómen da rainha fique virado para cima, com a abertura sexual exposta.
Em seguida, à lupa, e com a ajuda de dois “manipuladores”, abre-se a vagina da rainha:

Como pode ser observado na figura com os dois “manipuladores”, o do lado direito apresenta um orifício onde se enfia o ferrão curvo da rainha.
Trata-se de uma etapa onde é necessária grande precisão: com o manipulador esquerdo na abertura sexual da rainha, “puxa-se” levemente para baixo, de modo que o ferrão faça um movimento para a esquerda. Após várias repetições, e “olho”..., consegue-se enfiar o ferrão curvo no orifício do outro instrumento, e assim dar a melhor exposição à abertura sexual da abelha.


Finalmente, a rainha “adormecida” e imobilizada, fica com a abertura sexual exposta de forma a poder receber o sémen que é injectado com a mesma seringa que serviu para o recolher.


Os movimentos de aproximação e afastamento dos manipuladores ou da seringa, são feitos indirectamente com um dispositivo que evita os movimentos bruscos e que possam danificar a rainha.
Na “injecção” do sémen, é muito fácil reconhecer a vagina da rainha, quando o movimento é bem feito surge-nos uma estrutura em forma triangular que se encontra na base do ferrão curvo.
A introdução da seringa (no triângulo) deve ser feita com o máximo cuidado e até ao nível do ponto “G” da rainha. Perdoem-me, mas não consegui resistir... risquem lá essa do ponto “G”..., mas a introdução deve ser mesmo muito cuidadosa para não inviabilizar a abelha.

No fim, “desmonta-se” tudo pela ordem seguinte:
Retirar a seringa de sémen da abertura sexual.
Retirar os dois manipuladores.
Desligar o fluxo de Dióxido de Carbono e retirar a rainha do tubo.

Normalmente aproveita-se esta fase de “entorpecimento” da abelha para a marcar com tinta, ou com um número colado no tórax.
Só depois de completamente “restabelecida” a rainha regressa ao nucléolo de estágio, onde fica até iniciar e normalizar a postura. Caso não seja “bem recebida” pelas outras abelhas, uma borrifadela de aroma de aniz tornará o processo mais fácil.

28 fevereiro, 2009

Desdobramento de Colónias... Interactivo

E se fizéssemos um simulador de "desdobramentos"?


Em vez de arriscar uma multiplicação de colónias, real, podíamos ter um simulador em que manipulássemos à nossa vontade e depois era só conferir os resultados...
Volto a este assunto porque tinha planeado desdobrar umas quantas colmeias este fim de semana e dizem-me que vai estar mau tempo.
Espero que não seja verdade, mas se for deixo-vos este desafio: "desdobrar" uma colónia de abelhas "virtual", cuja composição podem ver na imagem "Desdobramento Situação Real", dividindo os dez quadros por dois núcleos, um com rainha e outro sem rainha, como se de um desdobramento de verdade se tratasse.
Vamos supor que cada quadro é igual de ambos os lados.
Como base de comparação fica também a imagem já publicada de uma situação ideal, cuja solução foi exemplificada em 09/02/2009:


A colmeia a desdobrar virtualmente:


Os quadros disponíveis para o desdobramento:


Quais os cinco quadros para o núcleo com rainha? e sem rainha?


Fico agora à espera da(s) solução(ões) nos comentários...
Infelizmente não se trata de um simulador a sério, senão podíamos acompanhar o desenvolvimento de cada proposta... por isso não poderão ser avaliadas...