18 março, 2009

Mais muros apiários...

Mais alguns muros apiários, do distrito de Portalegre, cujas fotos foram retiradas de: "Contributo para o Estudo dos Muros Apiários do Parque Natural da Serra de S. Mamede", da autoria de Joana S. C. Rodrigues (2001-2002 PNSSM - ICN.
As diversas arquitecturas e materiais usados, dependem obviamente das características e relevo do terreno, tal como das tradições de cada local.

Os Comentários no Montedomel...

16 março, 2009

Desdobramentos, mais práticos que teóricos...


Já lá vão dois fins de semana de desdobramentos. Actividade extremamente cansativa, e não só fisicamente, pois além de se carregarem com as colmeias (vazias e cheias), a visualização de cada quadro e respectiva interpretação, a busca da rainha, a tomada de decisões e as “agulhadas” que se levam quando menos se espera... é muito....
Até agora pareceu-me ter corrido tudo bem, mas vamos aguardar pelos resultados.

Descrição sumária da actividade, com alguns pormenores que observei:

As primeiras decisões a tomar incidem sobre quais as colmeias que estão em condições de desdobrar. Não descurando de uma observação minuciosa de todo o apiário, tenho o hábito de observar o fluxo de abelhas à entrada de cada colmeia, tal como a quantidade delas que carregam pólen:


Daqui podemos tirar duas ilações muito importantes, a população da colónia e a quantidade de criação, assumindo que é proporcional ao fluxo de pólen que entra.
Se as condições agradarem, retira-se o tampo e a prancheta para nova avaliação da quantidade de população, observando duas coisas: o número de quadros ocupados e a quantidade de abelhas que “fervilham” à superfície:


Das imagens anteriores, obviamente que nunca desdobraria a primeira colónia (colmeia verde clara), a não ser em circunstâncias especiais, não só tem poucos quadros ocupados, como poucas abelhas. Quanto à colmeia azul, passou todos os “testes”, até agora, vamos ver se “se aguenta até ao fim”...

A partir de então é necessária uma inspecção mais cuidada a todos os quadros para avaliar a quantidade de criação e abelhas jovens, tal como as suas quantidades relativas (equilíbrio) e a distribuição em cada quadro. Para não falar nesse passo tão “solene” que é o de encontrar a rainha...
Conseguimos encontrar uma série delas, a maioria, e acreditem que com um óptimo aspecto e muita postura.


Ficam no entanto algumas dúvidas. Apesar da grande quantidade de criação disponível, não são raros os quadros com interrupções nos alvéolos. Refiro-me à característica criação em “pimenteiro”, mais visível onde já está operculada, ou como lhe chama o Eng.º Carlos Teixeira, comparação que acho muito curiosa: “criação em tiro de espingarda”.
Este facto pode ser observado na última imagem, onde assinalei as falhas com um “X”.
As causas podem ser muitas, até inocentes, mas deixam-nos sempre apreensivos quando à decisão de multiplicar ou não tais colónias:


Consanguinidade?
Doença?
Problemas com o alimento artificial/néctares naturais?
...
Vamos em frente, desdobra-se...

Mais aspectos a observar:

Após encontrarmos a rainha, e a “isolarmos” numa das novas caixas, procuramos os “quadros ideais” para a segunda colmeia (a que fica sem rainha):


O quadro da imagem anterior parece ter excelentes condições para a criação de uma nova rainha. Uma zona central com ovos e larvas de um ou dois dias e em volta muita criação operculada prestes a nascer, originando amas para alimentar a nova “princesa”. O ideal seria a presença de dois ou três alvéolos reais (já operculados) neste mesmo quadro, mas quem não os tem, caça com ovos...
De um lado e doutro do referido quadro, colocar mais dois com pólen e criação operculada prestes a emergir.


A disponibilidade de pólen (pão de abelha) é determinante nos desdobramentos.
Para as extremidades, convém igualmente providenciar mais dois quadros com mel e pólen, não nos livrando com isto à alimentação artificial estimulante, que trará mais celeridade e “confiança” ao processo...

Finalmente, é tempo de mobilizar abelhas para as novas colónias:

Abelhas jovens, amas ou nodrizas, como lhes chamam os espanhóis. São determinantes na confecção e distribuição do alimento (geleia real) às larvas de rainha, tal como às rainhas que emergirem:


Encontram-se muito facilmente nos quadros com criação aberta (larvas por opercular), uma vez que é aí que são mais necessárias. Poderíamos facilitar o nosso trabalho adicionando um quadro destes ao desdobramento, carregado com as ditas amas, no entanto corremos o risco de se fazer uma nova rainha com larvas demasiado velhas (DESDOBRAMENTOS DE COLMEIAS: OS CASOS BICUDOS 12/02/2009).
Para evitar tal situação, recorre-se a um velho truque: Coloca-se o quadro sobre a colmeia original (de onde o retiramos) e dá-se uma pancada seca (com a mão no topo do quadro), as abelhas mais velhas vão cair. De seguida coloca-se o quadro sobre a nova colmeia e “batem-se” então as amas.


Na imagem anterior podem ver-se duas abelhas, com pouco pudor... 'tou a brincar, a trocarem alimentos (trofalaxia).


Nesta imagem encontramos uma série de alvéolos numerados, que correspondem a:
1.Larva prestes a ser operculada.
2.Larva já com inícios do opérculo no alvéolo.
3.Larva já operculada.
4.Larva escurecida, morta, com sintomas de alguma doença: provavelmente uma micose.
Há que ter muita atenção a estes sinais, a existência de anomalias sanitárias, mesmo que incipientes, poderão comprometer todo o trabalho.

Ainda faltam os zangãos, que apesar de os rotularmos sempre como “desnecessários”, são de importância fundamental nos desdobramentos, nomeadamente para acasalarem com a nova rainha.
Não me refiro a mobilizá-los em quantidade para a nova colónia, até porque convém que eles já existam em quantidade à data desta tarefa.
Para maiores certezas poderíamos ter colocado quadros com “alvéolos de zangão” sensivelmente um mês antes. Como não o fizemos, só devemos desdobrar com garantias de os haver disponíveis para a sua função.


Na imagem anterior, é notória a divisão (até porque a assinalei a amarelo), entre os alvéolos com larvas de zangão (cúpulas mais altas – parte de baixo da imagem) e os de obreira (alvéolos mais baixos – parte de cima da imagem).

Finalmente, já com o desdobramento feito, tudo dividido, ainda nos sobram um ou dois kg de abelhas dentro da caixa original, que eu costumo despejar para dentro de uma ou das duas colmeias resultantes. Há quem quem bata a caixa à entrada e as abelhas que escolham a nova casa, mas assim é mais rápido.
Nesta fase convém observar cada uma das caixas, não vá alguma ficar com demasiada população em detrimento da outra, e se a que não tem rainha ficar muito despovoada pode ser comprometedor. Se tal acontecer pode optar-se por trocar a posição das colmeias para que se equilibrem com as abelhas que andam no campo.

12 março, 2009

Nucléolo de Fecundação para quadro de alça

Quando escrevi acerca dos mini-nucléolos de fecundação levantei a hipótese de poderem ser adaptados para quadros normalizados.

Tal prática seria desejável, na medida em que o material poderia ser sempre reutilizado fora da época de produção de rainhas. Por outro lado seria mais fácil a mobilização do favo, abelhas adultas e criação para receber a rainha ou o alvéolo real.

Enquanto dava uma “volta” pelos álbuns de fotografias digitais “desencantei” a imagem que está publicada acima, onde se pode ver o dito nucléolo já construído. Não devo ter sido eu a fazer a fotografia, no entanto já a vi umas dúzias de vezes, mas “processava-a” sempre como um quadro alimentador, pelas aparências...
Como é óbvio, a obra de arte é made in Vicente Furtado – Lagos – Algarve, não posso por enquanto confirmar se ele já a experimentou/testou e quais os resultados.

A construção parece simples, para quem domina a carpintaria, o nucléolo lembra um quadro alimentador, cujo reservatório do alimento se encontra por cima.
O acesso das abelhas (ao alimento) é feito por uma porta que pode ser fechada com a ajuda de uma esponja. A tampa superior, em acrílico, é facilmente removida para adicionar mais alimento, tem também um orifício com rolha, para introdução das rainhas e cujo acesso é comum ao do alimentador.

Mais uma vez as paredes de vidro, para uma monitorização mais fácil do interior, vidros que encaixam na madeira e presos por molas rotativas.
Os quadros têm um encaixe próprio no interior do nucléolo e ainda são fixos por um par de grampos de cada lado, colocados pelo exterior. Ficam no entanto algumas reservas à mobilidade do quadro no caso de abelhas muito propolizadoras.
Na base do nucléolo encontra-se o habitual respirador em rede. Não devemos também esquecer que as câmaras do alimentador devem ser impermeabilizadas com cera ou parafina, no caso de alimentos mais líquidos.

Importante:
O nucléolo a que me reporto neste escrito ainda estava em construção e não lhe vi a porta ou orifício de saída. Desta feita resolvi “inventar-lhe” tal apetrecho, numa parede lateral, à semelhança dos nucléolos originais...
Não faria qualquer sentido se a entrada/saída de abelhas se fizesse pelo orifício da tampa de acrílico (em cima), porta que creio, serve apenas para introduzir a rainha.
Finalmente, este módulo deverá ser colocado numa caixa (para dois) também à semelhança dos outros módulos, cada um com uma saída para lados opostos. A caixa deverá ser construída de modo a que este equipamento caiba lá dentro com alguma folga.

Fica o pedido do costume:
Na altura em que a fotografia foi feita, não medi a caixa.
Caso alguém se prontifique a construi-la, para quadros de alça Lusitana/Reversível, Langstrooth, ou outro modelo, que me envie as dimensões para que as possa publicar e todos beneficiem com isso...

11 março, 2009

MelToon - 30

Clique na imagem para ampliar...

10 março, 2009

Muros Apiários Estrangeiros


O “conceito” de muro apiário em França e no Reino Unido parece referir-se mesmo a um “muro” e não um conjunto de paredes que delimita uma determinada área, como acontece em Portugal.
Pouco percebo de arquitectura, menos ainda da terminologia usada, mas as construções para albergar colmeias no nosso país são mais um recinto, uma malhada ou um “curral”. Enquanto que nas imagens que me enviaram de França, pode ver-se que é o próprio muro a estrutura que alberga e protege as colmeias no interior.
Nestas construções, maioritariamente em pedra, são feitos nichos onde as colmeias “encaixam”, ficando protegidas da intempérie e do ataque de animais selvagens.

Muros apiários em França


Nichos de colmeias, típicos das zonas chuvosas das ilhas Britânicas:


Fica o agradecimento a Jean Courrent, o autor, que me enviou algumas das imagens...

09 março, 2009

Mel de Melada de Azinho

Alentejo terra brava
toda coberta de pão...”


Quem se passeie pelos campos e estradas de terra batida no Alentejo, ao fim de uma tarde de Verão, ou é um “apreciador” ou decerto irá estranhar a paisagem inóspita.
A vegetação esparsa, as azinheiras com os “braços abertos parecendo pedir clemência...”, já não sei quem disse ou escreveu isto. Até os últimos raios solares encontram “razões” para refulgirem em todas as superfícies, multiplicando a luz alaranjada numa atmosfera surreal.
Mas eu gosto...
Ainda assim, as abelhas conseguem retirar néctar desta vegetação escanzelada e fantasmagórica durante o Verão. Refiro-me à Melada de Azinho, um mel escuro, mas de aroma e sabores muito agradáveis, que lembram o dos frutos secos.

A. Gomez Pajuelo, em “A Análise Sensorial nas Provas de Mel”, 1996, classifica-a nos chamados méis escuros, juntamente com o mel de Ericaceas e o de Castanheiro. Referindo que o seu aroma por via nasal directa é característico e intenso, e por via retronasal tem um aroma malteado: típico de méis não florais. Refere ainda que quanto à cor apresenta um castanho muito escuro, quase negro e uma cristalização rápida, com cristais ligeiramente grossos.
Não querendo contradizer quem sabe mais que eu do assunto, tinha (tenho?) a nítida sensação de a Melada de Azinho ser muito difícil de cristalizar, ou nem sequer o chegar a fazer, mas...
Já vi amostras de Melada, em zonas típicas de Melada, com mais de dez anos e apresentando apenas um precipitado no fundo da embalagem, mas nunca cristalizada.
De qualquer forma, a obtenção de uma Melada dita “pura” é quase obra do acaso. Durante o Verão, no Alentejo, ocorrem diversos néctares em simultâneo e que poderão mascarar as características daquele mel consoante os locais, são eles o Girassol, o Cardo de Abelha, as Silvas, o Poejo, o Tomilho, o Orégão e algum Eucaliptus rostrata.
Importa é que o resultado final seja um mel de grande qualidade e sobretudo um prazer para os sentidos.

Sempre que me refiro à Melada de Azinho, ocorrem-me uma série de anedotas sobre os Alentejanos. Lembram-se daquela em que para mudar uma lâmpada são necessários dez Alentejanos? Um para segurar a lâmpada e os outros nove para rodarem a casa?
Ou aquela sobre o que fazem dez Alentejanos frente a um Lisboeta? Enfim...
As abelhas alentejanas, tal como as pessoas do Alentejo, também parecem fazer as suas tarefas de uma forma muito própria, ou não precisassem elas da intervenção de outro “bicho” para produzirem a Melada de Azinho. Refiro-me a uns curiosos insectos vulgarmente designados por “pulgões” ou “piolho” dos vegetais, mais correctamente os Afídeos:

Segundo um manual de protecção de espécies florestais, os Afídeos:
São insectos sugadores que se alimentam do suco celular das plantas. Pertencem às ordens Hemíptera e Homoptera.
Os ataques destes insectos em povoamentos adultos não se têm mostrado significativos. Normalmente os predadores ajudam a manter o equilíbrio. Os Afídeos e os insectos de famílias afins causam necroses, morte e queda prematura das folhas, mas, por enquanto, sem impacte económico
.

Neste manual, encontrei referências a seis espécies da ordem Homoptera, sendo que apenas uma delas produz melada, o Thelaxes suberi (Del Guercio) - (Homoptera, Drepanosiphidae) e tem como plantas hospedeiras o Sobreiro e a Azinheira. Pela prolificidade de espécies e formas de Afídeos que existem na Natureza, acredito que para a produção da Melada de Azinho intervenham igualmente outras espécies além da citada. De qualquer forma trata-se de um assunto pouco documentado e por isso muito difícil de obter informações.
As espécies de Afídeos mencionadas neste livro foram extraídas das citações de Ilharco (1959).

Da “Enciclopédia Ilustrada de Apicultura”, de Roger Morse e Ted Hooper, 1986, retirei que os Afídeos se alimentam da seiva das plantas e expelem grandes quantidades de melada (açúcares) que se acumula sobre a folhagem. Essa melada é posteriormente recolhida pelas abelhas e armazenada como mel. A mesma fonte refere ainda que as razões pelas quais os Afídeos procedem desta forma não é muito conhecida, pensa-se que procuram na seiva substâncias azotadas e sais minerais, expulsando o excesso de açúcares de que obviamente a seiva é constituída. A Melada contém cerca de 90% dos açúcares e 50% das proteínas da seiva original, pelo que o tubo digestivo do Afídeo deverá funcionar como um filtro que retém grande parte das substâncias azotadas, eliminando o açúcar em demasia.

Temos então várias origens distintas para o mel:
Os nectários florais: Onde a planta “voluntariamente” disponibiliza néctar para as abelhas mediarem o processo de polinização.
Os nectários extra-florais: Onde as plantas, “também voluntariamente” expulsam néctares por razões fisiológicas, e que podem ser aproveitados pelas abelhas, ex: Girassol.
Seivas sugadas e expulsas por Afídeos: Estas de uma forma “involuntária”, pois trata-se de um parasita das plantas que “rouba” o néctar.

Quem nunca deixou o carro estacionado “à sombra da Azinheira”, ou de um Chorão ou outras árvores, encontrando mais tarde o tejadilho e pára brisas cobertos por uma substância pegajosa? Se o estacionamento durar dias ou semanas, é uma felicidade quando se ligam os limpa pára brisas e verificamos que as borrachas se arrancam e ficam coladas ao vidro... Quem nunca viu manchas de cor escura sob a copa de certas árvores, de uma substância que fica colada à sola dos sapatos?
Nos montados de Sobro e Azinho é muito fácil identificar as árvores que albergam Afídeos produtores de melada. Inicialmente observa-se nas ramadas mais baixas, um aspecto gorduroso e brilhante, por causa dos açúcares que caiem das partes mais altas (rebentos e folhas jovens), onde se encontram os ditos insectos. A vegetação sob a copa das árvores apresenta muitas vezes este aspecto.

Ao fim de um tempo, essa rama e a vegetação coberta de melada ficam muito escuras, devido aos fungos que crescem no açúcar.

Tudo isso é a Melada, “excrementos” açucarados de milhares de pulgões que parasitam os raminhos e folhas novas das árvores.
Outro dos sinais da existência de meladas é quando a bolota ainda verde se apresenta fendida. As populações rurais costumam dizer que a árvore está com muito “viço”, e “rebenta pelas costuras” em seiva, isto já sou eu que o digo...

Já assisti a documentários onde as formigas “guardam” os Afídeos da copa de uma árvore, como se de “gado” se tratasse. Protegem-nos do ataque de predadores e transportam-nos para ramos e folhas menos povoados, para que a produção de meladas seja superior. Para receberem a recompensa, as formigas estimulam a parte terminal dos pulgões com as antenas e eles expelem uma gota açucarada.

As abelhas limitam-se a recolher a melada caída sobre a folhagem das Azinheiras. Estes açúcares estão muito desidratados, a sua colecta é difícil, pelo que as abelhas só o fazem nas manhãs húmidas e enevoadas do Verão, quando tal substância se encontra mais liquefeita.
Infelizmente, a produção de mel de Melada é muito imprevisível, apesar de expressiva nos anos em que ocorre.

A ocorrência deste mel poderá estar dependente de:
 Das abelhas, como é óbvio.
 Ocorrência de outras florações mais ou menos atractivas.
 Existência/quantidade/variedade das populações de Afídeos.
 Condições climatéricas.
 Estado fisiológico da Azinheira?
 Etc...


A historieta do costume...
Andava eu a terminar o meu trabalho de fim de curso, sobre a Regeneração Natural do Montado, quando um dia resolvi contar à minha orientadora de estágio o modo de obtenção do mel de melada.
Pormenorizadamente, descrevi todo o processo desde a retirada da seiva pelo Afídeo, até à sua recolha e armazenamento como mel pela abelha. Foi então que ela, entre incrédula e escandalizada, me perguntou se os apicultores andavam a disseminar pragas de Afídeos pelas Azinheiras para produzirem tal tipo de mel. Enquanto me ria, ia pensando que a ideia nem era má de todo...