27 setembro, 2009

Uma "Aventura" Apícola na Escócia

Se esta notícia tivesse sido escrita por Emílio Salgari ou por Júlio Verne, decerto se chamaria “A Maravilhosa Aventura de Sérgio na Apicultura Escocesa”.
Digo-o pelo encanto que deve encerrar tal empreendimento, tal como da iniciativa de um jovem e pacato português de 25 anos.
Todos conhecemos o António Sérgio, quer pelo amor que nutre e partilha pela causa apícola, como pela sua omnipresença em tudo quanto são acontecimentos do género. Não há apicultor ou técnico que não tenha tido já o prazer de trocar umas impressões com ele.
Ao contrário dos tempos de Verne e de Salgari, os stresses da idade da informática precipitam estas coisas a uma velocidade alucinante: “decidi em dois ou três dias, e menos de uma semana depois do primeiro mail já estava a sair do avião em Edimburgo, a 13 de Maio...”
À pergunta acerca dos principais objectivos de tal viagem, recebi simultâneamente a resposta mais lacónica e esclarecedora que jamais ouvi:
“ Há comboios que só passam uma vez na vida!”

O que mais o impressionava, visto do avião, era a paisagem verdejante cá em baixo, as casas, as quintas, os campos e sobretudo imensas manchas de um amarelo muito intenso que logo calculou tratar-se de Colza.
A Colza é uma oleaginosa muito cultivada e com excelentes características para a produção de mel.

E à chegada, não te sentiste "esmagado" por uma exploração apícola tão grande (p'ra um pequeno apicultor)?

“esmagado” não senti, mas percebi de imediato que se tratavam de apiculturas e realidades muito diferentes das que eu estava habituado”

Em jeito de graça disse que o impressionou bastante o “contacto” que o aguardava no aeroporto. Um indivíduo com aspecto de “bárbaro”, calças militares, camisola de alças, cabelo longo e ondulado, mais parecia um guerreiro saído das épicas batalhas dos clãs escoceses de outrora...
Já em casa e a recebê-lo, uma equipa muito internacional, além do patrão (apicultor escocês), um colega da Polónia e outro da Estónia, com dezoito e vinte e um anos, respectivamente: “trocámos logo experiências, era um pessoal muito aberto e porreiro...”
Ainda surgiu outro colega da Alemanha e outro da Lituânia, um verdadeiro “congresso de nações”.

Nessa fase, boa parte dos apiários encontrava-se a polinizar e a produzir nos campos de Colza, apesar das condições climatéricas não serem as mais favoráveis. A primeira missão para o nosso jovem “aventureiro” foi precisamente a deslocação de colmeias dos apiários mais numerosos para a polinização de culturas de morangueiro e framboesas, a pedido dos agricultores. Estes tinham muita sensibilidade para a importância das abelhas não só nas suas culturas em particular, como no ambiente em geral.
Refere ainda que tal transumância ocorreu durante o dia, frio e chuvoso, o que mantinha as abelhas “sossegadas” nas colmeias.

“Na Escócia, as colónias de abelhas passam um Inverno difícil, com recurso a muito alimento artificial: xaropes de frutose, tipo Apinvert”.
As condições climatéricas são muito inconstantes, chove muito, o que não lhes permite tirar grande partido da Colza, cuja floração não dura mais que duas a três semanas”.

Outra das funções de que fora incumbido era a de fazer desdobramentos sempre que encontravam alvéolos reais nas inspecções às colmeias.

“Só quando as colmeias se encontraram mais equilibradas em termos de população/criação é que fizemos desdobramentos de uma forma mais intensa: recorrendo à criação de rainhas”.

Agora um aspecto que achei particularmente curioso: os desdobramentos que fizeram eram demasiado tardios para se fortalecerem na Colza e ainda era demasiado cedo para a Urze.
Acontece que os agricultores locais, sensibilizados para a causa apícola, semeiam nas bordaduras dos terrenos de cultura (ex: batatal), normalmente naqueles locais onde o tractor faz a manobra de inversão de marcha, com uma espécie vegetal muito curiosa: a Facília.

Segundo o António Sérgio, a Facília, tem uma função semelhante à das leguminosas, pois acaba por fertilizar o solo onde é semeada. De referir que é o apicultor que compra e fornece a semente de tal planta: parece justo...
A flor da Facília na bordadura dos terrenos de cultura, dura duas a três semanas e é responsável pelo dimensionamento das jovens colónias feitas durante a estadia na Colza.

Pelo grande (e complexo) aparato ligado à produção e ministração de alimento artificial, deve ser uma prática comum na Escócia, ou pelo menos nessa região, que condições se verificaram para que tal se justifique?

“aconteceu numa fase em que já não havia flor da Colza, mas as colmeias continuavam no mesmo local, e o tempo estava sempre de chuva ou nublado, não permitindo ás abelhas saírem e procurar alimento”

e ainda não havia a flor da Facília...

“a “coisa” agravou-se tanto que quando abria-mos a colmeia só encontrava-mos abelhas e alguma criação, nem uma gota de mel ou pólen nos favos, até a rainha diminuiu postura. Os campos de Facília são poucos, e a sua área é sempre reduzida. Os que haviam estavam destinados aos desdobramentos...”

Chamou-me a atenção o equipamento para o fabrico de alimento artificial: um grande depósito com um misturador de hélice que homogeneizava a água com o açúcar (1:1). A mistura era depois transferida para depósitos de 1000 kg e transportados até às colmeias.
Junto aos apiários, um operador colocava um punhado de palha no alimentador artificial (para as abelhas não se afogarem) e só depois adicionavam o xarope doce. Consoante a população de cada colónia aplicavam-se cinco a sete litros de cada vez.


Finalmente, a “grande operação” de transumância para a Urze nas Montanhas...

“começá-mos a deslocar colmeias para a Urze a partir de 18 de Julho, com o total do efectivo, menos os desdobramentos mais tardios (...) 3 pessoas (duas na fase final), um camião Unimog, um Range Rover com atrelado e 500 a 600 colmeias a caminho das montanhas, (...) evitavam-se as deslocações nocturnas nas Montanhas, pois se houvessem problemas era muito mais difícil pedir ajuda.

Pelo que saíamos de casa às 3:00 da manhã (ainda escuro) e chegávamos aos apiários quando começava a clarear (...) encerrávamos todas as colmeias com esponja, depois carregava-mos e colocava-mos as cintas de aperto para as caixas não oscilarem, e isto tudo com a luz do nascer do Sol e sem haver abelhas na rua”


Que distâncias faziam entre os locais de Inverno e a Urze nas Montanhas?

“As colmeias não foram todas para a mesma Montanha, fizeram-se distâncias entre os 70 e os 150 km para “jogar” com os microclimas. Entre o condado de Angus (origem) e Perth e Kinross (os destinos), (...) se não me falha a memória, deixá-mos colmeias em 3 cadeias montanhosas, todas elas com a sua particularidade floral, seja no tipo de Urze seja no arranque da floração. Faziam-se assentamentos com cerca de 50 colmeias, por vezes à distância de dois km uns dos outros...”

E as produtividades na Colza, Facília e na Urze ?

“Na Colza, e para a minha experiência, foram médias a baixas, cerca de 10kg/colmeia. Na Facília nem se fez cresta, pois o objectivo era fortalecer os tais desdobramentos mais tardios.
No entanto, ouvi falar em anos que se levaram colmeias muito fortes para esta cultura e obtiveram-se grandes produções. A conclusão final é que as condições meteorológicas é que mandam no apicultor...
A colheita da Urze foi posterior ao meu regresso a Portugal, mas ainda acompanhei situações de muito mau tempo em que as abelhas chegavam a expulsar ninfas para o exterior e outros casos em que se teve de colocar um segundo corpo sobre o ninho.”


Já devia ter perguntado, mas que raça(s) de abelhas e tipo(s)/modelo(s) de colmeis utilizavam?

“ A abelha negra europeia, e colmeias Langstroth de esferovite. Além destas usávamos também o modelo “Smith”, em madeira, (semelhante às nossas Reversíveis – com alça igual ao ninho).
Por curiosidade também se usavam (uma minoria) de colmeias modelo Nathional, com quadros muito iguais aos Smith, só que com as “orelhas” mais compridas. Trata-se de uma colmeia tradicional do Reino Unido.”


Sanidade Apícola: Que doenças “encontras-te” por lá e como as combateram ?

“Sobretudo a Ascosferiose e a Loque Europeia, moléstias potenciadas pelo tempo muito húmido e pela irregularidade na entrada de nutrientes, nunca lhe aplicamos qualquer tratamento.
Também havia alguma Varroa e casos raros de Loque Americana”


Nessas já aplicaram medicamentos...

“A Varroa era tratada no início do Inverno. Logo após as colmeias virem das Montanhas e usava-se um medicamento á base de flumetrina.
Com a Loque Americana o procedimento era diferente, só se aproveitavam mesmo as colmeias. De resto: abelhas, ceras, quadros... ia tudo para a fogueira”.


Para terminar, e muito sumariamente, que trabalhos fazias na Melaria? Além do que já vimos no excelente vídeo que me ofereceste...

“Desde a extracção do mel, encher os frascos, até á ultima fase da rotulagem e despachar as paletes com os frascos para os camiões da transportadora...”

O Sérgio não me contou, e eu também não perguntei, mas consigo calcular as saudades e a imensa vontade que ele já deve ter em regressar à Escócia...

Joaquim Pifano

Já à hora do "fecho da edição" ainda pedi ao António Sérgio que nos revelasse o "ponto alto" da sua experiência com a apicultura escocesa, ao que ele respondeu:

Acho que toda a minha estadia foi um momento alto, tenho saudades e muito boas memórias, desde contactar com pessoas de várias nações e culturas à descoberta da cultura escocesa e um pouco a sua história.
Não esqueço também o 1º dia de transumância para as Montanhas, depois de encerrar e carregar 70 colmeias á força de braços e com a chuva a fazer-nos companhia. Fizémo-nos à estrada com a ideia de que iria ser um dia longo e esgotante, no entanto quando começo a avançar no interior das montanhas era cada vez mais bela e selvagem a paisagem que nos rodeava, as encostas já com a urze florida, grupos de veados, ribeiros com água do degelo do topo das montanhas, enfim apenas se ouvia o cantar da água nos ribeiros e o vento que soprava no alto das montanhas.
Era pouca a presença humana naquelas paragens, todas estas sensações que pude experimentar fizeram-me carregar baterias e no final disse para comigo mesmo "- se calhar aqui a transumância não é o pior dos trabalhos - ".
Há uma ideia que muitas vezes me passou pela cabeça e que julgo ser bom partilhar: em Portugal temos excelentes condições meteorológicas e ambientais para a Apicultura, isto comparando com a Escócia, o ultimo ano bom na Escócia foi em 2006 com boas produções na Colza e Urze (mel bem valorizado no mercado) nos ultimos anos devido ás condições climatéricas adversas, chuva, frio (um dos primeiros ensinamentos que recebi dos meus colegas escoceses foi que um scotish day é um dia de chuva).


25 setembro, 2009

Novo modo de Introdução de Abelhas Rainhas na nova Colónia

Já pensavam que as “novidades” trazidas do Vicente Furtado tinham acabado?
Desenganem-se, ainda trouxe esta, sobre o novo modo/modelo de introduzir e fazer aceitar uma rainha virgem (ou recém fecundada) numa nova colónia.
Só que... o modelo ainda não existe..., mantêm-se ainda na “cabeça” do nosso amigo Vicente. Já tem a ideia estudada, as coisas mais ou menos delineadas, os materiais seleccionados, mas não passa disso.
Pedi-lhe uns pormenores, um “levantar a ponta do véu” e mostrou-me o que vocês mesmos podem ver na imagem acima: Um alguidar de plástico, um filtro (passador), uma gaiola de transporte de rainhas, um cartão e um garrafão de plástico...

Vem cá para o ano, que decerto já estará a funcionar

Ainda vamos ter de esperar uns meses para nos maravilharmos com mais esta “descoberta” que só pode ter como autor o Vicente “Algarvio”...

22 setembro, 2009

Melaria COLMEICENTRO: Abrantes

Esta melaria foi a 2ª em Portugal a ser licenciada como Estabelecimento, de acordo com o DL nº1/2007.
Segundo o Artigo 2.º Classificação dos locais de extracção e processamento de produtos apícolas, alínea b) "estabelecimentos" os que procedem à extracção ou processamento de mel ou outros produtos apícolas, com destino à introdução no mercado.

Contactos: Parque Industrial Norte, Lote 12/35 - 2200-480 Alferrarede - ABRANTES.
Telef. 241 366 659 / Fax. 241 371 271 / Tlm. 919 953 877

Os esquemas que se seguem, tal como os respectivos componentes (salas e equipamentos) não correspondem exactamente à realidade da Melaria COLMEICENTRO, apenas servem para ilustrar, de uma forma muito generalista, a forma como se "arrumam" e "funcionam" tais espaços...



Armadilhas Raticidas, estas são as minhas preferidas, o ícone mais "Made in Bruxelas" da industrialização do nosso mundo rural.
Fico a imaginar uma equipa técnica vinda de longe, que se monta num carro, faz quilómetros e quilómetros pela nossa rede viária, pára à porta de cada um destes e doutros estabelecimentos licenciados e mãos à obra:
Um dos técnicos pede o dossier com a localização das armadilhas, localiza as armadilhas, enquanto outro substitui os iscos inúteis por outros mais venenosos. Não sei se apontam o número de ratinhos eliminados no dito dossier, mas decerto que o rubricam com a data e a hora da passagem.´
Feitas estas diligências, passa-se um cheque gordo e cabeludo à equipa da desratização e está-se pronto para a fiscalização...
A minha vizinha tem um gato chamado Tareco que não precisa de dossiers e...

Desculpa lá Abílio, a culpa não é tua, eu é que reajo assim às ditas casinhas para ratos junto às paredes, tal como às equipas que lhes dão assistência.

O que importa é que tanto eu como os apicultores e outros amigos que te conhecem, têm um enorme orgulho em ti e no trabalho que fizeste, que fazes e que decerto ainda hás-de desenvolver por muitos e bons anos...

20 setembro, 2009

Criadeira de Rainhas: Um modelo Alemão

Na última visita ao Vicente Furtado, enquanto aguardava o seu regresso de Lagos, houve uma estranha colmeia que me chamou a atenção. Era muito maior que as outras e tinha uns acabamentos muito “estilizados”, além disso ainda era suportada por quatro pés que a mantinham bastante elevada do solo.
Tinha o formato e o volume aproximado de uma colmeia Jumbo, mas percebia-se facilmente que era diferente

Quando o Vicente chegou é que me informou de tal novidade, duas “Criadeiras de Rainhas” de modelo alemão, tinha-as comprado.
Entenda-se por “criadeiras” as colmeias onde se colocam os quadros porta cúpulas, e respectivas larvas, onde serão construídos os alvéolos reais que albergam as jovens abelhas rainhas.
Estas colmeias costumam ter como características “biológicas” uma forte população de abelhas saudáveis que recolham nutrientes em quantidade suficiente e aqueçam a criação (rainhas). Devem igualmente possuir boa quantidade de abelhas “amas”, com poucos dias de vida, que produzam geleia real em quantidade suficiente para o número de rainhas a criar nas cúpulas.
... já me esquecia de uma característica muito importante: estas caixas não devem ter RAINHA, pelo menos que possa contactar com as cúpulas e alvéolos reais, caso contrário destrui-los-iam.

Há imensas formas e modelos de “criadeiras” concebidas ou modificadas para o efeito. Aliás, qualquer colmeia com as características biológicas apresentadas atrás pode ou deve funcionar.
Existem no entanto pormenores que poderão tornar o processo muito mais eficaz, sobretudo quando a opção é a produção contínua de rainhas.
Senão veja-se: como foi dito atrás, eram necessárias muitas abelhas amas para a produção de geleia real e para cuidarem das novas rainhas (larvas), mas era “proibida” a presença física de uma rainha e sem rainha, não há produção de abelhas novas...
Como resolver este dilema? Retirar periodicamente umas mão-cheias de amas de uma colmeia com rainha e adicioná-las à criadeira?
Era um processo difícil, moroso e até chato,... mas há quem o faça.

O ideal (nas “criadeiras” que conheço) é manter uma rainha em actividade (a pôr ovos e a nascerem amas) separada fisicamente do quadro porta cúpulas. O que se consegue com uma grade excluidora de rainhas. As amas obviamente que acabam por migrar através da grade excluidora e aceder às larvas no porta cúpulas.

Na minha região usavam (usam) uns curiosos modelos adaptados de uma colmeia Langstroth, que mais lembram uma colmeia Reversível associado a um núcleo Reversível:

No entanto, tal "apetrecho" não passa de uma colmeia Langstroth modificada:

A “parte da colmeia” alberga uma colónia normalíssima, igual a todas as outras, com rainha, (até serve para produzir mel). É então na parte do núcleo (sem rainha) que se coloca(m) o(s) quadro(s) porta cúpulas.
É como se a Colmeia estivesse acoplada lateralmente ao Núcleo, apenas estão separadas por uma grade excluidora de rainhas. Têm no entanto entradas distintas.
As amas que nascem na colmeia podem assim passar livremente para a o Núcleo (pela grade excluidora) e aceder às larvas de rainha, sem que a rainha velha as possa destruir.

Como se constrói (adapta), esta colmeia “criadeira” a partir de uma Langstroth?

Como se sabe, as colmeias Langstroth têm dez quadros (muito compridos):

Retiram-se as réguas dos quadros, que estão nas paredes mais curtas, e colocam-se réguas maiores nas paredes mais compridas. Desta feita, em vez de dez quadros Langstroth, passa a levar cerca de quatorze ou quinze quadros Reversíveis.
Não devemos é esquecer de tapar a entrada original e agora substituí-la por duas entradas laterais: Uma para a câmara com 10 quadros (onde fica a rainha) e outra para a câmara com 5 quadros (onde fica o quadro porta cúpulas.
Não esquecendo obviamente de dividir estas duas câmaras com uma parede de madeira onde se instala uma janela com grade excluidora de rainhas...



Com a Colmeia Criadeira Alemã o processo é semelhante ao anterior. Só que esta possuindo uma divisão longitudinal (2 x 16 quadros), possui uma multiplicidade de combinações de câmaras com rainhas e outras com quadros porta cúpulas, obviamente separados por grades excluidoras. O número de câmaras com rainha e de câmaras com quadros porta cúpulas, tal como das combinações entre elas depende obviamente da vontade e dos objectivos do operador.

A situação ideal para a criação de rainhas (segundo Vicente Furtado), resulta na combnação de duas câmaras com rainha a produzirem “amas” para duas câmaras com quadros porta cúpulas.

Quando se abre o tampo destas colmeias (com dobradiças) deparam-se-nos logo duas pranchetas longitudinais em esferovite. Como este equipamento é proveniente da Europa do Norte compreendem-se as preocupações com a temperatura:

Sob cada uma das “pranchetas térmicas” está a respectiva prancheta em acrílico para uma monitorização do interior sem ter de abrir a colmeia:

Pormenor do interior da colmeia com os dois espaços, os quadros em plástico, grades excluidoras (longitudinais) e os “separadores de colónias”:

Pormenor dos quadros de plástico, da prancheta em acrílico e do quadro porta cúpulas.

No fim, e como é hábito, o Vicente falou-me noutro tipo de criadeira, esta sim idealizada por ele. Tratar-se-ia de uma colmeia com trinta quadros, dividida em três câmaras (rainhas nas extremidades, rainhas da mesma idade), e no meio “isolada” por duas grades excluidoras, uma terceira câmara com dois quadros porta cúpulas.
Desta forma, seja pela maior separação física das rainhas, seja pela grande produção de abelhas ama que migrariam para a câmara central, poder-se-iam obter cerca de 48 rainhas de grande qualidade.
Pode ser, pode ser que para o ano tal utensílio já seja uma realidade...