Clique na imagem para ampliar e aceder ao programa do evento. Mais uma excelente iniciativa da MAC Mel, acerca de um assunto que interessa a todos...
01 junho, 2010
Sanidade Apícola - MACMEL
Clique na imagem para ampliar e aceder ao programa do evento. Mais uma excelente iniciativa da MAC Mel, acerca de um assunto que interessa a todos...
26 maio, 2010
A Arquitectura das Abelhas
Primeira visita ao apiário de um “recém-apicultor” muito entusiasta, quase noite, ainda assim com luz suficiente para registar uns quantos fenómenos dignos do Entroncamento. Desde quadros com arame zincado de 2 mm de diâmetro para segurar a cera a outras novidades que um dia havemos de debater…
Mas o mais enigmático ainda estava para vir.
Abrimos uma colmeia, enxame recente, a falta de um quadro e um pequeno favo (10 x 15 cm) pendurado da prancheta nesse local, uma pequena “seta”, como já lhe tenho ouvido chamar. Até aqui tudo muito normal. Retiramos o favo para colocar um quadro nesse sítio e à luz da lanterna resolvi inspeccioná-lo para ver se já havia postura.
Foi quando me ocorreu que no excelente workshop sobre as ceras, apresentado pelo Ruben e Francisco Rogão, no segundo aniversário do Forumeiros em Seia, houve uma conversa relacionada com a posição dos alvéolos.
Isto acontece em condições naturais, nos favos construídos exclusivamente pelas abelhas. Tal “desencontro” nas paredes do fundo dos alvéolos faz com que estas estruturas sejam muito mais resistentes:
Se fizermos uma rotação de 180º à lâmina de cera os (YY) ficam virados para cima e isso não altera nada a posição correcta (natural) dos favos. Ou seja, cada hexágono deverá ficar com um vértice para cima e outro para baixo:
Veja-se na imagem seguinte a lâmina na posição natural e na posição incorrecta:
Nunca tinha visto nada assim…
FACTO: Numa observação mais atenta consegui perceber que os alvéolos de um dos lados do favo se encontravam na posição correcta (natural) e no outro lado com os hexágonos de vértices na horizontal:
Reparem que cada “flor de seis pétalas” tem como centro (ou botão) o “encontro geométrico” ou justaposição de dois alvéolos de ambos os lados do favo, o que nunca sucede em condições naturais:
Mais ampliado:O que “passaria pela cabeça” destas abelhas quando resolveram alterar completamente o padrão habitual de construção dos alvéolos de cera?
Ainda por cima fazendo-o apenas num dos lados do favo, uma vez que do outro se encontram na posição natural…
Regressava a casa e pensava em tudo isto sem lhe encontrar qualquer solução. Não imagino que estímulo natural ou artificial possa ter induzido as abelhas a alterar completamente um dos seus comportamentos básicos. E não havia qualquer anomalia a condicionar a construção do favo. E se houvesse? Faziam-no apenas numa das faces ???
Mistério!!!
Entretanto lembrei-me de uma aula de Ecologia, dos tempos de Escola Secundária, qualquer coisa sobre o efeito das drogas, produtos químicos e substâncias relacionadas. Tratava-se de uma imagem muito apelativa com uma teia de aranha, cuja arquitectura tinha um desenho impecável.
Os investigadores destruíram a teia e a aranha reconstruiu-a exactamente igual à primeira, como as imagens comprovavam. Voltaram a destrui-la mas desta vez administraram qualquer substância tóxica ao “bichinho”.
Ela voltou a tecer a sua armadilha, desta vez com um resultado menos perfeito.
Repetiram a experiência umas quantas vezes e a teia era refeita cada vez com mais imperfeições, à medida que aumentavam a dose de drogas na aranha. Finalmente, na última imagem dessa lição, surgia-nos uma teia de aranha com dois ou três fiapos de seda entrelaçados que lembravam vagamente a teia original. Como legenda uma elucidativa mensagem que dizia que para tais dosagens de químicos tóxicos a teia de aranha era completamente disfuncional, não poderia capturar qualquer presa e a aranha não sobreviveria…
Pensem o que quiserem, eu não conclui nada… ou será que conclui ???
21 maio, 2010
20 maio, 2010
Mais Uma Colmeia na Web...
Há sempre aspectos, pormenores e idéias diferentes que nos ensinam, divertem, inspiram e ajudam muito.
Desta vez foram o José Vinagre e o Fernando Lopes que resolveram "abrir-nos" a porta à sua arte com o blog ABELHAS E MEL.
Dou-vos as boas vindas e sobretudo muitas felicidades nesta aposta que decerto será muito válida para todos!!!
19 maio, 2010
Moldagem Manual de Cera
Mais um excelente documentário do amigo António Sérgio, onde se sintetiza boa parte do que foi referido no post sobre a Moldagem Manual de Cera...
17 maio, 2010
TRANSUMÂNCIA - Colector de Abelhas
Ora aqui está uma EXCELENTE "invenção" que me foi apresentada pela MAC MEL, e que permite a recolha das abelhas no ninho para a transumância.
O mais curioso é que com este método podemos fazer a transumância a qualquer hora do dia evitando todos os perigos da deslocação nocturna das colmeias.
Modo de utilização
O corpo do colector de abelhas é aparafusado á colmeia com 4 parafusos . Pode ficar fixo todo o ano ou ser retirado e colocado só quando for utilizado. antes de ser utilizado aguarde 24 horas afim de as abelhas se familiarizarem com a nova entrada
Para a transumância colocar o colector de abelhas e verificar que não há entrada de abelhas por outro local que não pelo colector de abelhas caso contrário o colector perde eficácia
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Uma vez o colector amovível colocado é importante colocar as duas tampas laterais evitando assim o contacto entre abelhas do interior para o exterior tornando mais rápido a adaptação das abelhas á entrada nova. Após a adaptação das abelhas pode retirar as tampas pois vão ter mais ar ou então ter a sua colmeia equipada com um fundo ventilado
As abelhas uma vez colocado o colector ficam presas no interior da colmeia mas não conseguem sair .e em poucos minutos estarão quase todas dentro da colmeia mas o transporte é conveniente ser feito apenas 1h30 minutos depois de colocado o colector pois aí já estarão todas dentro.
Dimensões : Comprimento : 400mm Altura : 40mm Espessura : 12mm
O corpo do colector pode ser cortado no comprimento e adaptado a todas as colmeias
Importante
Colocar sempre o colector e as tampas ao mesmo tempo
Durante o transporte retirar as tampas laterais a não ser que tenha fundo ventilado :
Quando colocar o colector verificar sempre se as cruzes do colector estão em baixo
Depois de utilizar lavar o colector em água
Para o transporte feche a colmeia com a tampa
Para mais informações contacte a MAC MEL em:
geral@macmel.net
12 maio, 2010
Moldagem Manual de Cera... faça você mesmo
No entanto devem recordar-se que nas décadas de 1970 e 1980 era muito comum, com a moda do “bricolage” dizia-se e escrevia-se por “dá cá aquela palha”…
Relíquias da Revolução Industrial…
Desta vez o amigo António Sérgio ofereceu-nos uma excelente foto - reportagem sobre a manufactura da cera moldada. Pouco habitual no nosso dia a dia, mas que poderá ser uma forma económica de conseguir cera moldada e com isso passarmos a substituir mais amiúde os quadros velhos.
Vamos recordar todas as “fontes” de cera que devemos aproveitar para reciclar e com ela obter novas lâminas de cera moldada.
Os quadros com cera velha, favos retirados de colmeias, cera de opérculos, etc… Recorda-me um tempo em que eu próprio, andando mais dedicado à economia apícola, chegava a guardar num saco os alvéolos reais que obtinha nas sessões de controlo de enxameação. Essa cera ia também para o cerificador…
Mais uma dica: é aconselhável separar as ceras dos opérculos da restante cera dos quadros do ninho ou ceras velhas. A cera de opérculos, mais limpa e de cor esbranquiçada poderá destinar-se exclusivamente ao fabrico de lâminas de cera moldada para as alças.
Esta é mesmo para acabar com a paciência... raspar quadros, esticar ou colocar arames e repor lâminas de cera moldada. Mas não é isto que nos trás cá hoje.
Fundir a cera. São inúmeros os métodos e alternativas que temos para resolver esta etapa. A utilização de um depósito de metal aquecido ao lume com água e cera no interior é um método barato, se houver disponibilidade de lenha.
O Cerificador a Gás, o mais rápido mas também o mais caro e perigoso?
Filtragem da cera fundida. Pormenor muito importante que aplicado correctamente (com uma malha fina) resulta na obtenção de ceras muito mais limpas e claras.
Estes normalmente são trocados por lâminas de cera moldada, nos centros de recolha e ou moldagem. Neste caso vamos “nós” transformá-los nas ditas lâminas…
Começam aqui as novidades, pois habitualmente “despedimo-nos” da cera no ponto anterior.
Refundir a cera, em menores quantidades, e colocá-la em moldes especiais para a obtenção de lâminas de cera lisa. Tais moldes podem ser confeccionados em madeira ou utilizar tampas inutilizadas (em esmalte) dos fogões.
Moldar a cera. Não faço ideia do preço dos rolos, mas acredito que seja um número com muitos zeros… mesmo com rolos manuais…
Acertar as dimensões da cera, já com o formato final e embalá-la. Está mais que pronta para voltar às colmeias.
Por vezes, quando as caldeiras onde a cera foi derretida não são de inox, podem passar a cor do ferro oxidado à dita cera…

