25 fevereiro, 2010

Sindroma do Despovoamento de Colmeias Para Rir... ou não

Andava outra vez a "dar umas voltas" na Net, procurava uma imagem que ilustrasse o Colony Collapse Disorder, para um post que estou a preparar sobre Sanidade Apícola, quando encontrei alguns "primos" do MelToon...

A mesma imagem de há bocado, desta vez com as vistas mais amplas, pena que não se consiga ler a mensagem, daí a repetição.

Afinal é isto que se passa !!! Temos de ir ter com elas, para melhor as compreender...

Imagem muito elucidativa, pena que não tenham usado... abelhas!!!

Uma das minhas preferidas: uma obra de arte com saquinhos de chá e... abelhas mortas...

Enfim, divirtam-se...

24 fevereiro, 2010

Apicultura na Ilha Terceira - Açores

Mais uma "página apícola" na net, o site: http://www.wix.com/jjpires/apipires. Criada pelo nosso amigo João Pires, da Ilha Terceira - Açores, muito vocacionado para a Criação de Rainhas, e não se esperando outra coisa... está EXCELENTE!

23 fevereiro, 2010

Montedomel na Republica Checa

Pois é, andava a "dar uma volta" na Net e encontrei um Link para o MONTEDOMEL num site da Republica Checa. Assinalado na imagem com uma seta.
Achei curioso o facto de "advertirem" os visitantes para o dito blog ser escrito em Português...
O Site Včelařství Pavel Novosád (segundo o Google Tradutor: Apicultura Pavel Novosád) pareceu-me muito interessante, nomeadamente alguns dos link's apícolas disponíveis.
Quem quiser visitar: http://vcelarstvi.webnode.cz/zajimave-odkazy/vcelarsky-hardware/
ou então, no link da barra lateral.
Um grande abraço para os nossos companheiros apicultores da Republica Checa.

MelToon - 42


21 fevereiro, 2010

Segurança no Trabalho: Uma Relíquia Para a Vida

Texto escrito há uns anos atrás e publicado na Revista "O Apicultor". Pareceu-me oportuno voltar a publicá-lo, pois nesta Primavera irá decerto haver muita avidez pela captura de enxames, para repor os efectivos perdidos durante o fim do ano passado.

Uma das características da apicultura que mais “afastam” os eventuais praticantes é sem dúvida a picada das abelhas. Por obra do Criador ou da Selecção Natural, os laboriosos bichinhos foram prendados com tais defesas que lhes permitem até afugentar os animais mais temíveis, e o Homem não constitui excepção, por vezes até com consequências muito graves.
Mas não é este o único perigo para o apicultor, aliás a lista de possíveis azares é, infelizmente, muito extensa. E reporto-me a todo um rol de acidentes que pode ocorrer no transporte de colmeias e outras cargas apícolas, as dificuldades de acesso dos serviços de emergência aos locais onde estão instalados os apiários, nas melarias os objectos aguçados e cortantes, as máquinas rotativas, e até as quedas que ocorrem durante a captura de enxames.
É mais ou menos neste quadro que se insere a história do Arlindo Nanques, novo ainda na idade mas muito experimentado já na vida apícola, tem 45 anos, e já é apicultor há mais de 20, actividade que desempenha com a maior das dedicações e carinho. Vive na Torre das Vargens – Ponte de Sor, e é um dos sócios mais activos da associação local, a Apisor.

Há cerca de sete anos, durante a Primavera e numa das frequentes visitas que fazia ao seu apiário de colmeias Práticas, encontrou um enxame pousado num Sobreiro. Um pequeno enxame, ao qual não ligou importância. Até porque este estava num local de acesso difícil, a cerca de 8 metros de altura.
Entretanto, aproxima-se um pastor, seu amigo, que lhe pediu para capturar o enxame e lho oferecer. O que se passou a seguir é fácil de prever, nesta região quase todos os apicultores têm uma escada perto do apiário, umas mais seguras outras mais improvisadas, que usam para recuperar enxames em locais mais altos. E o Arlindo lá subiu para efectuar esta tarefa, chegado à altura do enxame quebra-se o degrau onde encontrava apoiado, e vem por aí abaixo sob o olhar impotente do pastor.
Sentiu uma pancada forte na coluna, no impacto com o chão, resolveu mexer os dedos, mão braços, etc., para ver se estava tudo em ordem. Satisfeito com o resultado do teste resolveu levantar-se, quando sentiu uma dor forte na perna, estava quebrada muito próximo do pé.
O pastor, que assistira a tudo resolveu ajudá-lo, e quando o acidentado se preparava para tirar um canivete para cortar a bota, aquele antecipou-se e “arrancou-lha” o melhor que pode!, e vão duas! Calculem as dores que tal acto causou, apesar da boa vontade do amigo que nervoso tentou fazer o melhor possível.
De seguida, o pastor veio à povoação para que fosse chamada uma ambulância, visto que nenhum dos dois possuía telemóvel, e ainda que possuísse, posso informar-vos que a zona é pouco ou nada servida de rede.
A ambulância não tinha acesso ao acidentado, e penso que é desnecessário descrever-vos o local uma vez que todos os apicultores estão bem familiarizados com os locais onde é comum instalarem-se colmeias.
Se a montanha não vai a Maomé, vai o Arlindo à ambulância, numa maca improvisada para o efeito, e nada melhor do que a escada de onde se precipitou, com uns ramos de Esteva e Rosmaninho para dar mais conforto e amparar a perna. E vão três !
Já na ambulância surge nova surpresa, esta ficou atolada num ribeiro sazonal cheio de água na Primavera. Chamou-se um tractorista, com o respectivo tractor, e à custa de uns puxões violentos acompanhados dos respectivos solavancos da ambulância e dos gritos do Arlindo lá se superou mais uma etapa. E vão quatro !
A deslocação Ponte de Sor – Abrantes, foi feita a passo de caracol, não houvesse complicações para a coluna, e dados os antecedentes desta “aventura” seria muito fácil.
Chegado a Abrantes, à espera de ser operado de urgência, ainda teve que esperar pelo dia seguinte porque tinha havido um grande acidente na região e com feridos prioritários, e vão cinco !
Resultado, várias fracturas expostas, mais de um ano com placas de metal, gesso, parafusos, dores horríveis sempre que o tempo muda e dificuldades permanentes na locomoção – uma relíquia para o resto da vida!
Quero com esta “história verídica” um pouco de reflexão da parte de todos, sempre que se dirijam para o apiário ou para a melaria. Devemo-nos recordar e praticar todas as normas de segurança e sobretudo cumprir uma regra de ouro: nunca ir visitar as colmeias sem levar pelo menos um acompanhante.

11 fevereiro, 2010

Enxame Selvagem em Sernancelhe - Viseu

Uma colónia selvagem, estabelecida no tronco oco de uma cerejeira, algures em Sernancelhe - Viseu.
Imagens enviadas por um apicultor.

A questão mais pertinente que se levanta a estas imagens, deve-se ao facto da entrada da colónia estar virada para cima, ser tão grande e por isso tão susceptível à água das chuvas, ... por onde se escoará a água ???
Decerto que na parte de baixo deve haver saída para a água, caso contrário seria impossível às abelhas permanecerem nesse sítio...

Repare-se nas duas últimas imagens, como as abelhas já propolizaram toda a superfície interna do tronco onde residem:

10 fevereiro, 2010

Seminário de Apicultura - TERRA QUENTE TRANSMONTANA

ORGANIZAÇÃO:


PROGRAMA

Período da manhã - dia 28-02-2010:

09-30 H-0 9,45 HAbertura do Seminário

09,45 H-10,15 HO Associativismo na Apicultura – Manuel Gonçalves – Presidente da FNAP (Federação Nacional de Apicultores de Portugal)

10,15 H-10,45 HAjudas comunitárias PAN/2011 – Engª Celina Bouça, DRAPN (Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte)

10,45 H-11,00 HIntervalo

11,00 H-11,30 HImportância do diagnóstico sanitário em apicultura – Profª Drª Sancia Pires, ESAB (Escola Superior Agrária de Bragança)

11,30 H-12,30 HCriação de Rainhas – Vincent F. Toledo Puntigliano - Especialista chileno

12,30 H-14,00 HAlmoço livre

Período da tarde - dia 28-02-2010:

14,00 H-14,30 HImportância do Maneio na Produção de Produtos de Qualidade – Prof. Dr. Miguel J. R. Vilas Boas, ESAB (Escola Superior Agrária de Bragança) do IPB

14,30 H-14,45 HLicenciamento de Unidades de extracção e processamento de mel e produtos apícolas – Engª Manuela Condado (DRAPN)

14,45 H-15,15 HRegisto de Unidades Primárias de extracção e processamento de mel e produtos apícolas – DSVN da DGV

15,15 H-15,45 HInvestimentos na apicultura no âmbito do PRODER - Engº Francisco Ribeiro, delegado regional do Nordeste da DRAPN

15,45 H-16,30 HTratamento da nosemose e novo processo de tratamento da varroose – Dr Filipe Nunes (Hi-Farmax)

16,30 H-16,45 HIntervalo

16,45 H-17,00 HEncerramento pelo Exmo Sr. Director Regional de Agricultura e Pescas do Norte.

09 fevereiro, 2010

Colmeias Diferentes - 14

Ora aí está uma novidade interessante, apresentada no passado Fórum Nacional de Apicultura em Ourém.
Colmeias forradas e com estrado em cortiça. Decerto com inúmeras vantagens na manutenção da temperatura interna, tal como contra a humidade.
A Colmeia foi exposta pela casa Amadeu, entidade que a comercializa.

06 fevereiro, 2010

Montedomel é notícia no ALENTEJO POPULAR

Apicultura

Sabor e humor na Net

O montedomel.blogspot.com é um espaço dedicado exclusivamente à actividade apícola. O autor do blog é alentejano, o que não é de estranhar, já que esta actividade campestre tem muitos adeptos na região. Para além de espaço de partilha de conhecimentos e de quase fórum de discussão através da caixa de comentários, a página «Monte do Mel» apresenta noticiário sobre acontecimentos ligados à produção de mel, curiosidades de todo o mundo, e um «cartoon» em que os personagens, como não podia deixar de ser, são abelhas. Desde Junho de 2008, data do seu nascimento, o blog já foi visitado por cerca de 40.000 vezes.

04 fevereiro, 2010

Revista PROTESTE nº 310 - Fevereiro 2010

Clique nas imagens para ampliar...
Desta vez ficamos melhor na fotografia !!!

06 janeiro, 2010

Muros Apiários no Gerês II

Duas imagens enviadas pelo Octávio e Ana Carvalho, onde se pode ver um Muro Apiário no Parque Nacional da Peneda - Gerês.

04 janeiro, 2010

A Cera da Abelha

Miguel Maia*; Fernando Nunes**, Ana Barros**
*Engº Zootécnico (apismaia@sapo.pt)
** Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Centro de Investigação em Química do Departamento de Química

Generalidades
O sucesso económico da apicultura passa, inevitavelmente, pela qualidade da cera de abelha. Desde a produção de cera virgem até à sua fundição e moldagem existem muitos factores que podem influenciar a sua qualidade. Quando a qualidade da cera é alterada (adulteração, ceras velhas, aquecimento exagerado) tem um reflexo negativo na quantidade e qualidade do mel. Por exemplo, quando a cera apresenta percentagens significativas de parafina as abelhas não “puxam” a cera, tendo como consequência um atraso na evolução da colónia e como tal, na produção de mel. Poder-se-ia dar outros exemplos, mas fulcral é que a qualidade da cera é de elevada importância para uma valorização em si mesma como também para o mel.
As abelhas necessitam da cera para o desenvolvimento da colónia e armazenamento do mel e pólen. É estimado que para produzir 1 kg de cera é necessário o consumo de 7 a 8 kg de mel pelas obreiras. A cera é segregada por oito glândulas cerígenas, situadas duas a duas nos quatro últimos esternos da parte ventral do abdómen da obreira. As obreiras com idades compreendidas entre os 12 e os 18 dias são as principais responsáveis pela produção da cera. A maior parte das substâncias químicas que constituem as ceras são hidrófobas. Estas características permitem controlar a humidade no interior da colmeia e absorver grande parte dos acaricidas utilizados para a varroose.
As ceras são ésteres formados pela condensação de um álcool de cadeia longa com um ácido gordo. A cera pura das abelhas (Apis mellifera) consiste pelo menos em 284 componentes diferentes, sendo os principais componentes, entre outros; o ácido palmítico, o esteárico, o cerótico, o lignocérico e o melísico. Segundo este autor, a maior parte dos componentes da cera de abelha são os monoésteres saturados e insaturados, diésteres, hidrocarbonetos saturados e não saturados e ácidos livres. Os monoésteres, os ésteres e os ácidos gordos são os responsáveis pela estrutura do favo. Os hidrocarbonetos de cadeia longa são os encarregados da regulação da humidade da colmeia. Os triglicerídeos e diglicerídeos, típicos das gorduras, estão ausentes da composição da cera.

Purificação da cera
A purificação da cera consiste na sua decantação e fusão como também filtração. A utilização da temperatura para fusão da cera deve ser da ordem de 75 a 90 ºC (no máximo) para que esta não perca as suas propriedades químicas. O período de tempo da decantação da cera deve ser no mínimo de 8 horas a uma temperatura de 70 a 80ºC (se possível utilizar termóstatos) e em inox para evitar a acumulação de matérias estranhas que diminuem a qualidade da cera. Por outro lado, a decantação permite em grande parte a remoção de matéria orgânica, onde se inclui o esporo da loque americana. As temperaturas elevadas, na ordem dos 120 ºC, durante 2 horas também permitem a destruição do esporo da loque. No entanto, alguns compostos da cera são destruídos. A utilização de filtros é aconselhada para retirar impurezas orgânicas da cera.

Adulteração das ceras
Alguns parâmetros físico-químicos são comummente utilizados para avaliar a qualidade da cera e detectar possíveis adulterações. Entre estes encontram-se o ponto de fusão, o índice de acidez, o índice de saponificação, o índice de éster e a razão índice de éster/índice de acidez. Além destes também o índice de iodo e o índice de peróxidos têm sido por vezes utilizados. O intervalo de valores propostos para estes índices para a cera pura diferem entre países, estando estas diferenças relacionadas com o facto dos factores geográficos e ambientais influenciarem significativamente a adaptação das abelhas, resultando em alterações na composição da cera por elas produzida.
O preço relativamente elevado da cera de abelha quando comparado com outras ceras vegetais e industriais, tais como a parafina, sebo, a esteraina/ácido esteárico. A adulteração da cera de abelha com estas substâncias, dada a sua diferente composição química, afecta os seus parâmetros físico-químicos, podendo ser estes parâmetros utilizados para a determinação da qualidade da cera e para a detecção de sua adulteração. O problema da adulteração da cera de abelha com estes adulterantes não é somente um problema de autenticidade, mas mais importante é o facto de estas adulterações provocarem a rejeição das ceras por parte das abelhas.

Acaricidas nas ceras
Ao longo dos tratamentos contra a varroa, os acaricidas armazenam-se nas ceras. Geralmente, são os acaricidas lipofilicos (= amigos de gordura) tais como o fluvalinato (Apistan, Klartan), flumetrina (Bayvarol) que se “agarram” mais à cera. O amitraz (Apivar, Acadrex, Mitac) é rapidamente degradado e os seus metabolitos também se “agarram” à cera. O clorvenfinvos (Supona) também se agarra à cera, mas comparativamente aos outros acaricidas tem mais facilidade em se deslocar à posteriori para o mel.. Devido à acumulação dos acaricidas é muito importante a substituição regular dos quadros. Embora na fusão da cera, os acaricidas não sejam destruídos, a abelha encarrega-se de “diluir” os acaricidas quando “puxa” a cera laminada. O paradiclorobenzeno (utilizado contra a traça ou tinha) também acumula-se nas ceras e, posteriormente, é difundido para o mel.

Armazenamento das ceras
Quando obtemos a broa ou queijo de cera é importante obter boas condições de armazenamento (ausência de humidades) para evitar o desenvolvimento de fungos. As ceras laminadas devem ser bem conservadas e, se utilizarmos no ano seguinte, naturalmente já perderam alguma humidade (essencial para que a abelha a molde) podemos colocar em água morna por breve segundos.
As ceras deverão ser substituídas quando são velhas (mais de 2 anos). Outras ceras deverão ser eliminadas quando apresentem sinas de loques e micoses.
As ceras de uma campanha deverão ser armazenadas em locais limpos e arejados. Deveremos ter em atenção os tratamentos para a traça (“mechas” de enxofre) e remover os quadros com pólen e mel. Os quadros de cera também poderão ser “tratados” com o frio (-15 ºC / 2 h.)

Projecto das ceras
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está neste momento a realizar um projecto sobre as ceras nacionais. Neste estudo são investigadas as propriedades químicas das ceras virgens, das ceras laminadas e blocos de cera. Também são estudadas as alterações na cera devido às temperaturas de fusão como também o tipo de adulterações no mercado nacional.