06 agosto, 2012

Substituir a Cera por Papel ???

Apicultor usa criatividade para baixar custo e melhorar qualidade do mel
BRASIL: Globo Rural 05/08/2012
Se há assuntos que nos maravilham pela simplicidade e excelência este é um deles, ainda por cima numa fase em que qualquer ajuda à economia é bem vinda!!!
Vejam o nível de criatividade de um apicultor brasileiro, notícia enviada pelo amigo Kalhil Pereira, do blog Meliponário do Sertão:

Tabira, no sertão de Pajeú, é referência na produção de mel em Pernambuco.
Produtor estudou as abelhas e desenvolveu técnicas inovadoras.

No sertão, a chuva pouca não recupera pastagens, nem lavouras, mas traz de volta o verde à paisagem. A aridez típica da caatinga nordestina dá lugar às flores silvestres: roxa, gitirana, vassourinha de botão, malva amarela. Um prato cheio para as abelhas.

Em Pernambuco, na região conhecida como Sertão do Pajeú, fica o município de Tabira. Ele é considerado uma referência na produção de mel no estado, mas até bem pouco tempo atrás quase ninguém ali sabia o que era criar abelha. Essa história começou a mudar, graças ao esforço e a criatividade de Adelmo Cabral.

“Quando cheguei aqui vi que tinha abelha em todo canto. A florada era uma coisa extraordinária, cheia de abelha trabalhando. Percebi que o potencial pra apicultura aqui era muito bom”, conta Adelmo Cabral. “Comecei a praticar apicultura num método tradicional, só que eu perdia muito enxame. Aí decidi estudar e criar minha própria literatura.”

Ele transformou um casebre em laboratório e, durante dois anos, observou o funcionamento de uma colmeia que fica numa caixa de vidro. Baseado nessa experiência ele desenvolveu uma série de técnicas de manejo pra tentar baratear o custo de produção, aumentar a produtividade das colmeias e melhorar a qualidade do mel.

No vídeo, Adelmo mostra os tipos de abelha que forma uma colmeia e as funções que elas exercem. Ele mostra também os utensílios que criou para baratear a produção. Ele consegue deixar o mel sempre claro usando uma simples folha de sulfite.
1- O papel é cortado nas dimensões escolhidas com uma faca ou x acto.
2- É preparado um recipiente com cera em fusão.
3 e 4- O papel é mergulhado na cera em fusão numa única passagem. Deve pegar-se no papel com uma mola ou alicate.
Sem mergulhar a lâmina de papel embebida em cera, esta é colocada sobre a superfície da água para arrefecer.
Tal como num processo normal de moldagem de cera, a lâmina de papel "encerada" é passada entre dois rolos de moldagem préviamente lubrificados com um detergente.
Lâmina de papel encerado pronta e colocada no quadro.
Quadro de alça ou melgueira obtido a partir de lâminas de papel encerado. Segundo o autor o processo é tão eficaz nestes quadros, onde o mel obtido é muito mais claro que no método convencional, como nos quadros do ninho.
Para quem quiser ver o video:

11 comentários:

Anónimo disse...

Não acredito que isso aí seja bom. Como ele faz para separar a cera do papel depois ?? Não faz, perde-se toda a cera, que poderia ser aproveitada para outra finalidade. Esse cara ta querendo aparecer.

Anónimo disse...

Meu amigo, não preciso aparecer, as laminas de cera de papel quando for derretidas o papel é separado da cera naturalmente, você não perde nada, vantagens, essas laminas não atrai a traça, você pode fazer e deixar por mais de 12 meses sem usar, e você vai ver que a traça não desenvolve. Também os quadros extraídos de ninho não desmancham, porque as laminas de papel funcionam como uma base de resistencia ao peso do mel, etc.

Xoan Carlos Sanchez Couto disse...

Adelmo, eu tentei fazer, mas não deu certo. A cera não fica uniforme no papel, em áreas muito grossa, em outras muito fina. Também se formaram algumas bolhas. Será um problema com a temperatura da cera? O papel sulfite é chamex comum?

jose adelmo cabral Cabral disse...

A cera tem que estar bem quente quando levantar o papel e aparecer rachaduras a cera esta fria, lembrando que a camada é bem fina só para impermeabilizar o papel, não é para ficar grosso, quanto mais fina a camada de cera melhor,isso é para que não ter desenvolvimento de traças.Lembrando que as laminas de papel pode ser guardadas de um ano para o outro sem que a traça se desenvolva, e também pode levar ao campo que a alta temperatura não deforma as laminas.

Alien disse...

Caro Adelmo Cabral,

Antes de mais as minhas felicitações pela ideia criativa e útil que partilhou com a comunidade apícola.
Gostaria de o contactar.
É possível enviar-me um mail para:

montedomel@gmail.com

Abraço
Joaquim Pifano

Anónimo disse...

ola, o papel nao contamina o mel?

Jackson Rocha disse...

Ola apicultores gostaria de uma dica da folha de cera alveolada, pois meus enxames a refugao a destruindo de dentro das caixas e construindo capas em seu lugar, e de informações de como proceder com o passo a passo do condomínio. No mais o brigado a todos.

Jackson Rocha disse...

Ola apicultores gostaria de uma dica da folha de cera alveolada, pois meus enxames a refugao a destruindo de dentro das caixas e construindo capas em seu lugar, e de informações de como proceder com o passo a passo do condomínio. No mais o brigado a todos.

wesley godoy disse...

Parabéns Adelmo Cabral, estou iniciando como Apicultor e já posso contar com este benefício graças aos seus esforços e criatividade e principalmente compadecencia entre os outros .
Este é um bom exemplo no que diz respeito amar o próximo como a si mesmo parabéns.


Att.
Wesley

Márcio disse...

Comprei um cilindro vou começar a fazer as folhas

Anónimo disse...

fiz a lamina de cera e deu certo mas como faço para soldar a cera no arame do caixilho?