15 abril, 2013

Contabilidade Apícola parte I


Este ano resolvi fazer uma das coisas mais contra-indicadas na apicultura: contabilizar alguns dos custos de produção na minha exploração apícola.

Desde as deslocações, o combustível gasto, medicamentos, alimentação artificial e outros, ignorei o tempo, quem corre por gosto não cansa, pelo que resolvi oferecer a mão-de-obra à exploração.
O que me motivou para tal?

Tirar uma dúvida. Recordações de um amigo que me precedeu e fez esses cálculos.

Já não me lembro das contas, bastou-me ouvi-lo dizer: “Ia apresentar este estudo num encontro de apicultores mas não me atrevo, é melhor que não o saibam, é melhor que nem façam contas…”

Para mim, a partir daí, a apicultura passou a ser um daqueles carros que gostamos muito mas com um barulho estranho no motor. Evitamos no entanto levá-lo à oficina não vá o orçamento antecipar-lhe a morte.
Este tema não é inédito. Há quem o encare como a criação de canários, dizendo que se tivessem um animal de estimação também gastariam muito e aqui ainda lhe aproveitam o mel. Já outros comparam a apicultura a um mealheiro: vão escondendo o dinheiro até à cresta e venda do mel, onde esperam senão recuperar a totalidade pelo menos uma parte.

Já o ProDer tem uma visão mais “pragmática” do tema: a apicultura é muitas vezes usada para complementar outros investimentos/projectos de retrocesso financeiro mais lento, visto ser uma actividade com lucros logo no primeiro ano.
O ursinho “Winnie the Pooh” também tem um ponto de vista curioso, mas não se enquadra nesta exposição…
Os custos apresentados referem-se apenas ao combustível gasto, aos medicamentos acaricidas e ao alimento artificial complementar ministrado às colmeias entre Setembro de 2012 e Março de 2013, ou seja, o alimento necessário à manutenção das colónias durante o Inverno e estimulá-las para a Primavera.

Os Resultados:
Clique nas imagens para as ampliar.

122,50 € / 33 Colmeias = 3,71 €/Colmeia.

Entre 08/09/2012 e 23/11/2012 havia 36 colmeias.
Entre 12/12/2012 e 09/02/2013 havia 34 colmeias.
A partir de 06/03/2013 restam 33 colmeias, perderam-se 3 unidades.

Custo Total Colmeia: 3,71 € (Deslocações) + 8,92 € (Alimentação) + 10,00 € (Acaricidas) = 22,63 € por colmeia.

Relativamente aos Resultados

Notam-se aqui várias situações peculiares e por isso poderão não servir de exemplo para todas as regiões/situações:

1- As duas sessões de alimentação estimulante (líquida) no mês de Setembro de 2012, motivadas pelo facto de as colmeias terem regredido bastante em plena floração do Girassol.

Nunca tal me tinha acontecido, mas as colónias que ocupavam em média oito quadros em Julho de 2012 (antes da transumância para o Girassol), regrediram para cerca de cinco quadros em inícios de Setembro (antes da transumância para os apiários de Inverno/Primavera). Tal fenómeno poderá ter várias justificações, mas pessoalmente estou mais indicado para pesticidas utilizados no Girassol.

Segundo algumas referências, uma das possíveis explicações para o SDC poderá ser quebra quantitativa e qualitativa da floração no fim do Verão, motivada pelas alterações ambientais, incêndios, etc. Por isso, o mês de Setembro torna-se o período estratégico para fortalecer as colónias de abelhas com alimento artificial, renovando-se as populações com abelhas novas para melhor resistirem ao Inverno.

Apesar do risco de desencadear uma postura exagerada da rainha no período frio, tanto a quebra da alimentação artificial em Outubro, como a ministração de alimento sólido ou muito viscoso em Novembro reduzem ou eliminam esse risco.

A estratégia utilizada parece ter resultado muito bem, pois na primeira contagem após a alimentação estimulante de Setembro (a 20 de Outubro de 2012), a média de quadros ocupados/colmeia subiu para os 7,4 e no fim de Dezembro já alcançava os 8,3 quadros o que é uma meta bastante positiva.

2- O grande número de sessões de alimentação de manutenção (sólida ou muito viscosa) durante o Inverno, justifica-se na região onde tenho os apiários, por causa do clima rigoroso e da escassez ou ausência de floração durante esta estação.

Em tempos não muito recuados, e face ao Inverno rigoroso, as colónias da região utilizavam todo o néctar da Primavera para dimensionarem o ninho e adquirirem dimensões de produção. Só subiam para as alças no fim de Maio e por isso só se produziam os característicos méis escuros com crestas no fim do Verão.

Para conseguir-mos a cresta principal em Junho, com méis claros oriundos das florações de Primavera, é condição determinante a alimentação abundante durante o Inverno.

Basicamente, o grande número de sessões de alimentação deste Inverno deveu-se à recuperação das colónias prejudicadas com o Girassol, somado à alimentação habitual para compensar o Inverno rigoroso da região. A pouco mais de 30 km daqui, em Ponte de Sor, nada disto faria sentido visto a estação fria disponibilizar grande quantidade e variedade de vegetação.


Conclusões

1. Tal como já suspeitava, os custos/colmeia parecem suficientemente desanimadores para pensar duas vezes antes de continuar com a actividade apícola. No entanto, facilmente se identificam alguns pontos onde se pode “cortar nas despesas".

a) Uma monitorização mais acurada teria permitido evitar tal regressão das populações no Verão, nomeadamente a escolha de florações com menos riscos de intoxicação das abelhas.

b) A utilização de produtos mais baratos na confecção do alimento permite reduzir em muito os custos. Em vez de ter utilizado 44,1 % de açúcar e 42,3 % de mel, poderia ter optado pela quase totalidade de açúcar com vestígios de mel apenas para aromatizar os xaropes e aumentarem a atractividade das abelhas.

Durante o período do estudo o pólen utilizado (13,7%) aumentou de 3,50 € para 5,50 €, o melhor estímulo para quebrar a preguiça de o produzir e armazenar, evitando assim a sua compra a preços proibitivos.

c) A levedura de cerveja, um excelente substituto do pólen, é nesta altura francamente mais barata que o pólen. Já a farinha de soja, a preço mais acessível, não parece ser muito do agrado das abelhas.

d) A aquisição de todos estes produtos alimentares em grandes quantidades, conjuntamente com outros apicultores decerto contribuirá para a redução do preço.

e) Apesar deste factor ter sido bastante ponderado na minha exploração, um planeamento mais correcto das idas ao apiário reduzirá bastante os custos de deslocações/combustível.

Aqui notam-se algumas das peculiaridades do apicultor, não da região. Como se pode observar no quadro das deslocações, antes da maioria das sessões de alimentação quase sempre há uma deslocação aos apiários para “recuperação dos alimentadores” e que consistia em trazer os pratos para higienização e enchimento em casa.

Como o alimento viscoso é mais difícil de dosear e colocar no prato, preferi fazê-lo no conforto de casa… Podia ter resolvido isso comprando mais pratos (0,40€ cada) ou então passar mais tempo nas noites frias no campo…

f) Na instalação do apiários, além de todas as regras básicas: disponibilidade de fontes de néctar e pólen, protecção dos rigores do clima, acessos, ordenamento, etc, convém de futuro compreender também outras preocupações, nomeadamente as distâncias ou o planeamento de um circuito sustentável que permita a passagem pelo maior número de locais com custos mínimos de deslocações.

No caso apresentado, se substituísse o apiário “AZI” por outro local no mesmo circuito dos outros três, pouparia cerca de 20 km em cada ida à exploração.

g) A redução das sessões de alimentação parecem-me bastante contra-indicadas pelas razões já apresentadas, tal como o aumento das doses de xarope/alimento para reduzir as idas ao apiário. A perecibilidade do alimento, sobretudo do estimulante, poderá tornar-se um risco para doses acima das 500g/colónia.

h) As “grandes deslocações” a Portalegre para a aquisição de alimentos poderá evitar-se aproveitando outras deslocações ou aguardar que alguém no-los traga…

i)


2. Mesmo apelando às alíneas anteriores para a redução de custos, facilmente se percebe que o valor alcançado nunca será muito do nosso agrado, pois como já foi referido, os cálculos apresentados apenas se reportam às deslocações, à alimentação e medicação das colónias de abelhas.

Curiosamente, estes aspectos da apicultura revelam que esta é uma actividade cada vez mais caracterizada por um artificialismo insustentável. É uma felicidade para o apicultor entrar na Primavera com colónias de abelhas fortes, saudáveis e populosas, mas tal só foi possível mercê de inúmeros trabalhos e custos com alimentação e medicamentos.

Há umas décadas atrás os apicultores passavam pelo mesmo sentimento de realização sem os custos e preocupações atrás enumeradas. Desde esse tempo até à actualidade que o agravamento das condições ambientais e das condições sanitárias muito se têm reflectido negativamente nas produções apícolas e o futuro só parece trazer um agravamento (…)

Se não houver uma consciencialização global que promova a regressão destes problemas, muito em breve a actividade apícola será de todo insustentável, não compensando minimamente manter as abelhas para produzir mel, pólen, etc e daí tirar rendimentos. Com o aumento desordenado de novas explorações apícolas, com grande número de colmeias, porque as regras assim o ditam, geridas maioritariamente por apicultores com pouca ou nenhuma experiência, com a diminuição dos recursos naturais pelas alterações climáticas, políticas agrícolas danosas e uso indiscriminado de pesticidas, entre muitas outras razões, chegará o dia em que teremos de alimentar as abelhas em plena Primavera.

Então deixaremos de ser produtores de mel e passaremos a ser transformadores de açúcar, se é que isto faz algum sentido.

Ironicamente, o uso indiscriminado de pesticidas que tantos malefícios tem causado na apicultura, resultam também do facto de a própria agricultura já ser há muito um artificialismo insustentável.

3. Ainda relativamente aos custos de produção, não foram contabilizados os custos de amortização de todos os equipamentos envolvidos: colmeias, alças, centrifugas, mesas de desoperculação, demais utensílios, desgaste de veículos, instalações, obrigações fiscais e sociais, o próprio salário, etc…
Mas não deixa de ser curioso, quando ao deambular-mos pela Europa, nos deparamos com inúmeras explorações apícolas onde boa parte dos equipamentos são construídos pelo próprio apicultor. Aqui onde a crise é a palavra de ordem, opta-se por comprar tudo feito.

4. Entre muitas outras conclusões que podíamos tirar destes números, deixo uma última e que espero fique a pairar pelas consciências:

Nos últimos três anos os meus efectivos têm rondado as 30 unidades. Colónias que desdobro antes da Primavera, normalmente para o dobro e que acabo por ceder metade pois não tenho muita disponibilidade de tempo para uma exploração maior.

As colmeias que me saem da exploração, por imposição minha, são uma selecção das melhores. O que equivale a dizer que há dois anos que selecciono as piores colónias para mim.
Seria de esperar que após este período de selecção negativa os meus efectivos tivessem as piores características em termos de produtividade, dimensões, sanidade, etc.

Certo é que à entrada da Primavera se me deparam mais de 90% das colónias a abarrotar de abelhas, saudáveis e de tal forma populosas que opto por desdobrar evitando a perda de enxames.
Fará sentido falar em selecção de abelhas?

Não teremos um pool genético suficientemente rico e bem adaptado às nossas condições climáticas que aguente com tudo e mais alguma coisa? São apenas dúvidas que tenho…

Pelos números e dados apresentados, partindo de quaisquer colónias, desde que se ministrem alimentos em quantidade e qualidade, as colónias reagem muito positivamente e com bons resultados. Tal como foi dito atrás acerca do artificialismo insustentável em que a apicultura se está a tornar , o problema parece residir sobretudo no esgotamento de recursos motivados quer pelas alterações climáticas quer pelos encabeçamentos exagerados, a que se somam os pesticidas e a sanidade mal controlada. Apesar de tudo continua a ser muito conveniente seleccionar as melhores colónias cujas características mais nos interessam.
Este trabalho terá continuidade ao longo do ano apícola, voltando a publicar novos números assim que eu os tenha. Para que ninguém desanime com os resultados, só pelo facto de ter desdobrado o efectivo inicial para o dobro faz com que os custos desçam para metade, assim os desdobramentos ocorram com sucesso, mas ainda é cedo…

16 comentários:

Rodrigues disse...

Pifano

Apenas duas palavras... Excelente Trabalho!!

Apresentados os custos totais de manutenção por colmeia, quase que chegamos ao valor de comercialização dos enxames ante "Fúria PRODER"...

Continuação de bom trabalho!

Abraço

Alien disse...

Olá João Rodrigues

"Fúria PRODER" :D

É um tema que já afecta muita gente,
o que será a apicultura no pós fúria Proder ou ou no pós euforia Proder.

Grande abraço

Pifano

Anónimo disse...

Pois durante esta fúria Proder, e com muita pena só tenho efectivo que chegue para fazer crescer a minha exploração..mas a realidade mostra que neste momento a venda de enxames supera em larga medida os rendimentos obtidos com o mel e outros produtos da colméia, fazendo-se fácilmente 3 enxames por colónia adulta e que rendem direitinhos uns 55euros cada(lusitana).
Ja quanto à selecção, e por considerar a nossa abelha como um híbrido, estou a ter por experiência própria e após muita loucura $$$$...a prova de que a nossa abelha peca em muito com a productividade de outras, e que sobretudo em F1 quando cruzadas com o zangão ibérico são muito doidonas, pecando apenas na loucura de ferrões que espetam em tudo o que é local.

Abelhasdoagreste

Anónimo disse...

"Curiosamente, estes aspectos da apicultura revelam que esta é uma actividade cada vez mais caracterizada por um artificialismo insustentável. É uma felicidade para o apicultor entrar na Primavera com colónias de abelhas fortes, saudáveis e populosas, mas tal só foi possível mercê de inúmeros trabalhos e custos com alimentação e medicamentos."

Joaquim mais um post muito pedagógico. Também eu faço as contas com o maior rigor que me é possível. A juntar aos custos que apresentas há outros, no meu caso muito superiores dado que estou a expandir o efectivo. Felizmente gasto muito menos por colmeia nos custos com alimentação e tratamentos para a varroa. Este ano alimentei as colmeias apenas uma vez (à entrada de Abril) e estão prontíssimas para a melada da Primavera. Refiro este aspecto porque não considero a alimentação artificial uma inevitabilidade, o que tenho podido comprovar.
Um abraço,
Eduardo Gomes

Alien disse...

Olá Eduardo Gomes

Há quanto tempo!!

Tal como eu disse no post, há peculiaridades na região que não permitem a generalização para todos os casos.
Trata-se de uma região de excelência para a produção de multiflorais, monoflorais de rosmaninho e meladas, no entanto as colmeias têm de estar dimensionadas à entrada da Primavera e para isso necessitam do respectivo reforço ao longo do Inverno.
Claro que há imensas regiões onde tal não é necessário, e a escolha do local ideal para o assentamento das colmeias é determinante numa exploração apícola.

Um forte abraço
Pifano

José Miguel disse...

Boa tarde;

Antes de mais queria fazer fazer algumas perguntas: Vi que era de perto de Ponte de Sor, de onde mesmo? (Sou de perto)
O Sr. costuma deixar alguma meia-alça nas colmeias para invernarem?
Que modelo de colmeias usa?

Faço estas perguntas porque estou a começar agora com a actividade. Apenas tenho 2 colmeias, mas pretendo ter mais, talvez até criar o meu próprio emprego fazendo esta actividade deslumbrante que adoro. Por isso mesmo, é que estou mais interessado em saber mais sobre estas lides, da alimentação, etc...

Parabéns pelo seu trabalho, e boa continuação

Anónimo disse...

o senhor Pifano gastou 32€ em alimentação pra cada colmeia, é um valor muito elevado.
Eu felizmente vivo numa zona onde praticamente não é necessario alimentar as colmeias.
cumprimentos
Ricardo santos

Alien disse...

Olá José Miguel,

Eu trabalho em Avis, creio que a menos de 30 km de Ponte de Sor, é perto, envie-me um mail para montedomel@gmail.com e podemos combinar um café para falarmos de abelhas.
Eu uso sobretudo colmeias Lusitanas, também tenho algumas Reversíveis, mas independentemente do modelo nunca deixo as alças sobre o ninho durante o Inverno. A necessidade de tratar as colmeias e a possibilidade de contágio da cera das alças são a razão pela qual as retiro antes do Inverno

Olá Ricardo Santos

Não gastei assim tanto por colmeia, foram apenas 9,00 €, e foi muito...
Mas infelizmente vivo numa região em que o Inverno peca pela falta de floração, sei também de outros locais onde apesar de haver flora de interesse apícola em quantidade, a densidade de colmeias é de tal ordem que também obriga a esse recurso...

abraços

Joaquim Pifano

Anónimo disse...

As minhas saudações !
Antes de mais, parabéns pelo artigo !
Algo de facto mudou. Não sei se o clima se a sobrelotação mas, alguma coisa está diferente.
Tenho dois apiários diatanciados cerca de 300 Km. Uma maravilha para essas contas :>))) !
Um deles , a que chamo "de casa" (e não me refiro ao da varanda), está a pouco mais de 13 km é o mais antigo, tem perto de 35 anos e por ser muito mais acessível, é por lá que faço as "brincadeiras".
Nunca precisei de o alimentar até há cerca de seis ou sete anos atrás. Se o não fizer , as abelhas não "arrancam" no Outono e vão enfraquecendo progressivamente até morrerem no Inverno, com quebras que atingiram os 30%. Após inciar durante os meses de Setembro e Outubro alimentação estimulante, nunca mais tive esta quebras. E não me falem de nosema. Análise efectuadas por várias vezes para nosema e acariose = 0.
Então o que mudou ? Provavelmente a sobrelotação. A zona é boa mas não só o apiário está com muitas colmeias, como entretanto estou cercado de outros apiários.
Já o 2º apiário , a 300 km, tem que fazer pela vida ! As visitam limitadas ao mínimo, com muito menos colmeias, agora com cerca de 20, estava razoável em Setembro. Numa visita em Fevereiro fiquei preocupado pela fracas condições em que se encontrava. Fracas reservas dado o Inverno prolongado e pouquíssima população. Dada a distância não tinha possibilidade de o alimentar com regularidade e pensei que cerca de metade das colmeias estariam perdidas.
Foi então feita apenas uma sessão de alimentação estimulante.
Qual não foi o meu espanto quando há uma semana voltei a visitá-lo.
Uma recuperação espectacular. Com poucas reservas é verdade mas cheias de abelhas a trabalhar activamente e com necessidade de espaço para se expandirem.
Embora a zona não seja tão rica com no "de casa", há muito menos competição para o pasto.
Será por isso ? Ou Trebaruna resolveu dar "uma mãozinha" ?

Um forte abraço,
Abelhasah.

Abelha Preguiçosa disse...

Já uma vez comecei a fazer uma tabela com os custos desta brincadeira, mas acabei por desistir, e ainda bem, pois acabaria de certeza desanimado.
No meu caso tenho vindo a reduzir a alim. artificial, mas suponho que tenho condições no terreno, para isso, mesmo este ano não foi grande a complicação.
Vou provavelmente reduzir o efectivo, no fim do verão, para poupar nos tratamentos, e depois destes, na primavera, aumenta-lo novamente, o que também é uma especie de tratamento...
Mas deste modo haverá certamente menos mel de rosmaninho...

Essa do artificialismo insustentavel é bem verdade!!!

Alien disse...

Olá António e Ricardo,

Recordo-me que o meu percurso de alimentação artificial foi algo semelhante.
Inicialmente só alimentava, estimulava, à entrada da Primavera.
Mas também há uns 6 ou 7 anos, comecei por dar uma ou duas doses de alimento sólido durante o Inverno.
Nos anos subsequentes aumentei a dosagem, caso contrário teria muitas muitas baixas e actualmente o alimento artificial está praticamente calendarizado, é uma obrigação.
Este ano já me vou obrigar a produzir pólen, pois os seus custos na alimentação quase duplicaram.
Quero ver onde isto vai parar...

abraços
Pifano

João José disse...

Olá, o Joaquim aprezentou realmente uma dissertação sobre maneio apicola que entendo qualquer um que tenha abelhas entenderá na perfeição. Realmente "essa cena do Proder" irá ser bem mais dissecada, mas mais tarde, quando a maioria for interiorizando e comprendendo o qque o joaquim escreveu. Tenho algo a contrapor, ou a acrescentar, ao que o joaquim escreveu, não conheço realmente ninguém que viva"ás custas" das abelhas, mas conheço alguns que vivem, e bastante bem, "á custa" de quem tem abelhas. Um abraço.

Alien disse...

Olá João José,

De facto esses que vivem à conta dos apicultores infelizmente também começam a proliferar, é mesmo um problema que cada vez afecta mais o sector... e sem grandes soluções à vista

abraço e Bom Ano Novo
Joaquim Pifano

Manso disse...

recomendação de controle de custos:

Trocar o carro pela bicicleta, poupa na gasolina e melhora o físico ;)

bom trabalho

Alien disse...

E as alças?
Como se levam as alças na bicicleta?

:)

Abraço
Pifano

João Pedro Branco disse...

Gosto bastante deste blog