30 maio, 2012

Curso de Apicultura em Modo de Produção Biológico - MÉRTOLA

Clique nas imagens para ampliar. Contactos: Eng.º Osvaldo Silva (APIGUADIANA) 96 43 70 950

14 maio, 2012

MACMEL, o maior encontro de apicultores

No fim de semana do dia 28 de Abril, rumaram a Macedo de Cavaleiros cerca de 500 pessoas de todas as zonas de Portugal, da vizinha Espanha da Galizia, Cantabria, Madrid, Valencia etc. para estarem mais uma vez presentes na Formação Criação de rainhas e 12º aniversário da Macmel e que este ano teve a presença de Gilles fert, autor do livro Criação de rainhas e o maior criador de Rainhas da Europa.
A organização superou mais uma vez todas espectativas, levando mesmo a gerência da Macmel a dizer que este seria o maior encontro de apicultores do nosso pais.
Tal como já vem acontecendo desde há 4 anos, a Macmel festeja o seu aniversário nesta data e para festejar nada melhor do que oferecer aos seus clientes e amigos um dia bem passado na companhia de muitos amigos partilhando experiências e conhecimentos. Foi com esta vontade de partilhar informação e conhecimento, que este ano convidou Gilles Fert , a juntar-se a este enxame, que esta a crescer.
Como sempre o ponto de encontro foi na sede da Macmel e de lá foram partindo em grupos, desta vez maiores que o habitual, e para esta tarefa contamos com a preciosa ajuda do amigo João Valente, que desde as 9:30 Horas até às 12:30 horas saíram 6 grupos de pessoas, que foram ficando no apiário Museu/ escola da Macmel, não querendo arredar pé para não perderem nada do que Gilles Fert ia dizendo, também em campo estava como sempre Francisco Rogão, gerente e organizador deste evento, acompanhado pelos amigos: Paulo Vilarinho, André Vaz, Armindo Rodrigues e José Gomes, para exemplificarem como se faz a criação de rainhas. Finda a 1ª parte e já um pouco tarde, houve almoço convivo em vários restaurantes da cidade, pois devido á grande afluência tiveram de se dividir por vários restaurantes. Já um pouco a correr, pois já a hora ia alta, fomos para o Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, para dar abertura às jornadas, onde já nos esperavam os Ex.ºs Sr.º Director Regional da Agricultura, Dr. Manuel Cardoso e Eng. Beraldino Pinto, Presidente do Município de Macedo de Cavaleiros.
Aberta a secção rapidamente se encheu o auditório do Centro cultura que tem capacidade para cera de 320 pessoas sentadas, estando algumas de pé e já alguns apicultores tinham partido para as suas localidades, devido à distância e o avançado da hora não puderam ficar. Um leque muito variado de temas muito importantes para a apicultura, partilha de experiência enriquecedoras para todos nos e ainda uma secção de autógrafos, pois amavelmente Gilles Fert autografou e deixou uma dedicatória em todos os livros.
A mesa foi constituída por: Octávio Rodrigues – Moderador – Apicultor António Hermenegildo – Médico e apicultor – Há potencial médico no mel e propólis Francisco Rogão - Gerente da Macmel – apicultor – Importância dos Méis monoflorais José António – Lepton – Sistema de localização de colmeias Alfonso – Mielles Lovell – apicultor - Alimentação artificial Gilles Fert – Autor do livro Criação de rainhas – Apicultor e criador Cristina Arrojado – Apicultora e tradutora. Depois de 5 horas muito ricas em informação e já o cansaço tomava conta de todos dê-mos por encerradas estas jornadas mas com a promessa que no ano seguinte teremos a Formação Criação de Rainhas 2013. Aguardem noticias, pois a Macmel em breve dará novidades...
Manuela Miguel

09 maio, 2012

Eventos de Apicultura

Clique nas imagens para ampliar.

18 abril, 2012

Postura deficiente da Rainha

Voltamos ao assunto publicado há semanas em http://montedomel.blogspot.pt/2012/03/postura-irregular-da-rainha.html

Como se pode observar nas imagens anteriores a existência de mais que um ovo por alvéolo.
Esta situação é bastante comum em rainhas no início (recém-fecundadas) e sobretudo no fim da postura, quando têm muita idade. Certo é que tanto num caso como noutro, o número de alvéolos com mais de um ovo costuma ser reduzido, circunscrito a uns quantos centimetros quadrados.
Nem sequer considero a hipótese de obreiras poedeiras visto que a rainha se encontra na colmeia.

Nas imagens anteriores uma situação ainda menos comum: a eclosão desses ovos e o desenvolvimento de várias larvas no mesmo alvéolo, algumas chegam a atingir grandes dimensões...

16 abril, 2012

Carta da Sociedade dos Apicultores de Portugal à FNAP

Exº Senhor
Presidente da FNAP

Estando em negociação as verbas da PAC para 2013 e sendo a apicultura uma actividade criadora de riqueza exportável, não havendo apoios específicos para alguns produtos da colmeia procurados nos mercados internacionais, a SAP- Sociedade dos Apicultores de Portugal, preocupada com a situação actual, após diligências efectuadas junto dos seus associados e consultados os apicultores desta associação, recolheu a opinião consensual sobre a necessidade urgente de apoios para as actividades de recolha de pólen e de própolis, pelo que vimos por esta forma solicitar às autoridades competentes, no âmbito da negociação da PAC para 2013, que sejam negociados também apoios nesta área, uma vez que os apoios existentes até ao momento, em cerca de 60%, apenas se destinam a fármacos para o tratamento do varroa.
Sendo por demais óbvia, a necessidade urgente do país de produzir bens transacionáveis que possam ser exportados e, enquadrando-se a produção de pólen e própolis neste âmbito, não há qualquer razão para que nesta nova negociação da PAC, não sejam incluídos apoios aos apicultores portugueses, especificamente para esta área, além dos já existentes para outras finalidades, à semelhança do que acontece noutros países europeus.

Sendo assim, vimos por esta forma solicitar a essa Federação, a sua urgente intervenção junto das entidades competentes para que, ao contrário do que infelizmente já vai sendo hábito , o assunto não fique ignorado.
Com os melhores cumprimentos,

Lisboa, 10 de Abril de 2012

Sociedade dos Apicultores de Portugal

10 abril, 2012

Curso de criação de rainhas e produção de geleia real, com a presença de Gilles Fert
Participação gratuita a todos os apicultores

MACMEL Formação Criação rainhas e 12º aniversário da Macmel dia 28 de Abril 2012

Manhã dia 28 Abril 2012

Apiário Macmel - Demonstração de como saber da pureza da raça de abelhas (Gilles Fert)
Demonstração do modo de criação de rainhas método Gilles Fert Demonstração como fazer pacotes de abelhas.
Cada participante vai poder praticar os métodos explicados por Gilles fert orientado pelo pessoal da Macmel.
Demonstração como extrair geleia (Francisco Rogão - Macmel)

Tarde 14h.00

Seminário no auditório municipal de Macedo de Cavaleiros
Moderador - Octávio Rodrigues (Apicultor)
Francisco Rogão (apicultor) - Importância da extração de mel monofloral
António Hermenegildo (Médico e apicultor) "Há Potencial Médico no Mel e Própolis - Perspectiva Actual e Futura"
Mário Gomes (eng Apicultor) Bioimpact Alfonso Llovell (apicultor) Alimentação artificial de abelhas

Gilles Fert (apicultor) criação de rainhas CONHEÇIMENTO E SELEÇÂO DA RAINHA
Conheça a Rainha Não há rainha sem zangão! Reprodução natural da colônia Que raça escolher? PREPARAÇÃO DAS COLÔNIAS A escolha das colônias "mães" ou seleção
A seleção de abelhas mais limpas ou "teste de limpeza"
A conservação de rainhas mães
Estimulação e desenvolvimento de colónias chocadeiras MATERIAL BASE
As cúpulas
Quadros para realeiras
Transferência espátula ou "picking"
Outros acessórios 38
Produzir suas próprias rainhas
Escolha do método certo Rainhas, produzir menos de 20 por ano
Produzir, de 20 a 200 rainhas por ano
Produzindo mais de 200 rainhas por ano
Incubadoras de rainhas
Fecundação dirigida
Áreas de agrupamento de zangos A criação de zangãos
Escolher o melhor apiário de fecundação
Que modelo de núcleos escolher?
Transporte e introdução das células de reais
Colmeia com rainha dupla
Avaliação e recolha de rainhas
Encontre a Rainha
Controle de qualidade
Marcação de rainhas
O "clipping"
O envio da rainha
Uso adequado de rainhas
A introdução de células reais
A introdução de rainhas virgens
A introdução de rainhas fecundadas
A introdução das rainhas de valor
A constituição numa colméia zanganeira
Armazenamento em bancos de Rainhas
A PRODUÇÃO DE ABELHAS
Os pacotes de abelhas o material
A preparação das colónias
Método de recolha
Abelhas destinadas a núcleos
As abelhas destinadas à venda

Para mais informações:
http://www.macmel.net/

08 abril, 2012

Apicultura na ESAV - Viseu

Gerações de estudantes asseguram atividade de apicultura na ESAV e ganham experiência prática

Iniciada pela primeira vez em 2005, a apicultura na ESAV tem tido, como todas as atividades ligadas ao setor primário, os seus altos e baixos. A ideia da prática desta atividade, surgiu por parte dos estudantes da ESAV e, desde então, o Departamento de Intervenção na Quinta da Associação de Estudantes da Escola Superior Agrária de Viseu é o responsável pela gestão do efetivo apícola e pelo seu maneio.

No passado ano letivo de 2010/2011, em Fevereiro, Fernando Baltazar, estudante do curso de Engenharia Zootécnica desde 2009 e coordenador do departamento nesse mesmo ano, depois da tomada de posse da nova Associação de Estudantes, dedicou a maior parte do seu tempo académico à recuperação das últimas duas colmeias sobreviventes no apiário. Foram efetuados os tratamentos necessários, alimentações artificiais, desdobramentos e, ainda, a colheita de uma ínfima quantidade do líquido dourado que as abelhas nos fornecem, recorrendo a pequena verba disponibilizada pela Escola e pela Associação de Estudantes, ajuda sem a qual, seria impossível a prática da atividade.

Iniciado o ano letivo de 2011/2012, e após as eleições para a eleição da nova Associação de Estudantes, na qual Fernando Baltazar voltou a ficar como coordenador do departamento de Intervenção na Quinta, este disponibilizou-se para partilhar os seus conhecimentos e experiências em apicultura com os seus colegas, estudantes dos vários cursos da ESAV.

Desde então, cerca de 10 estudantes (excluindo os que a título de curiosidade se interessam por visitar a exploração), acompanham-no nas idas ao apiário para aprender as noções básicas da apicultura e adquirirem, quase sem querer e como que numa brincadeira, uma formação prática numa produção animal diferente daquelas a que estão mais habituados a lidar.

Após a apresentação do material necessário para a prática da atividade, foram efetuadas as revisões de inverno, os tratamentos, as alimentações artificiais estimulantes, os diagnósticos de infeção de varroa nas colónias e, atualmente, encontra-se em prática a demonstração das técnicas de criação do elemento mais importante de uma colónia - a rainha -.

Num futuro próximo, será testado nos laboratórios da ESAV, integrado numa unidade curricular do Curso de Engenharia Zootécnica, um método de diagnóstico para uma doença que afeta as abelhas, a nosema.

Ate finais de Julho, estes estudantes irão ainda ter oportunidade de aprender como aumentar o número de efetivo apícola; recolher pólen e própolis; colocação? de diversas alças, efetuar a cresta e, posteriormente, como conservar e reaproveitar a cera de abelha.

Um exemplo de participação ativa dos estudantes nas atividades de uma exploração real e de como, com empenho e incentivo, se conseguem extravasar as fronteiras do ensino em sala de aula.

Fernando Baltazar
Coordenador do Departamento de intervenção na Quinta
Estudante da ESAV

02 abril, 2012

Água Mel, uma doce tradição em Mértola

Há muito que ansiava por uma reportagem sobre a ÁGUA MEL, há tempos "encomendada" ao meu amigo Osvaldo Silva.

Basicamente resultava do aproveitamento do mel residual que ficava nas ceras, após a prensagem dos favos dos cortiços. Esse doce tabu, não só produzido pelas abelhas mas por estas em parceria com o apicultor.

Não pode (ou não deve?) ser vendido, "Bruxelas" não acha muita graça ao facto, ainda por cima se trata de uma das últimas especialidades tradicionais que ainda não foi desvirtuada por essa tendência que tem extinguido o mundo rural e que começou há uns anos atrás com as maçãs normalizadas.

Aproveitem, é bastante doce e agradável, além disso estamos na Páscoa...

...

Após uma conversa com o amigo Pifano sobre este tema, foi por mãos à obra e tentar procurar entre os apicultores alguém que fizesse água-mel.
Felizmente aqui em Mértola ainda há quem se dedique a produzir tal especialidade, embora na sua maioria seja apenas para a família e amigos. Depois de uma conversa com um apicultor, foi só marcar um dia e o local.

A pequena aldeia da Morena no Concelho de Mértola foi o local onde se passou a acção.

No dia 8 de Junho pelas 10:30 da manhã cheguei ao local combinado (mas já um pouco atrasado, mas só no fim é que percebi porquê) e já lá estavam à minha espera o Sr. Avelino Rodrigues e a sua esposa, Dª Maria de Jesus.

Já há muitos anos que fazem água mel da mesma forma que aprenderam com os seus antepassados. A produção é apenas para consumo próprio e para dar a alguns familiares e amigos.

Há várias maneiras de se fazer água-mel, mas seguidamente vou descrever e ilustrar o que assisti, ajudei e no fim degustei.

Às 10:45 colocamos um recipiente com água ao lume.

Às 11 horas começamos por lavar com água a ferver a cera dos opérculos e de alguns quadros “velhos”, com pólen, ou melhor pão de abelha.

Depois retirou-se a cera e filtrou-se a água.

Terminada esta tarefa às 12 horas deixamos repousar essa água durante 6 horas. Deu-nos tempo para almoçar e ver depois ali próximo os famosos “zangarreiros”.

Zangarreiros… assunto deveras interessante e que, espero eu, seja tema de uma reportagem para breve no Montedomel.

Às 18:00 voltamos a filtrar a água e colocou-se ao lume até ferver. Assim que começou a ferver colocou-se em lume brando e retirou-se a espuma com um passador à medida que esta foi aparecendo.

Aproveitamos neste intervalo para fazer um lanche no final da tarde, pois ainda faltavam algumas horas.

Às 21:30 colocamos a casca de laranja de 3 laranjas, um pouco de ervas doces em grão, uma pitada de ervas doces moídas e um pau de canela dentro de uma bolsa, para não se espalhar pela água.
Continuou-se a retirar a espuma.

Às 23:00 começou a ficar em “ponto de pérola”, como a dona Maria lhe chamou.

O teste é efectuado com uma colher, deixando cair para um prato algumas gotas para verificarmos se está mais espessa e consistente do que a água.

Às 23:30 apagou-se o lume, voltamos a filtrar tudo para dentro de outra panela e deixamos repousar até à manhã seguinte.

Depois nessa manhã voltamos a retirar a espuma que se formou e podemos finalmente encher os frascos de água-mel.

Espero com este pequeno trabalho poder contribuir de alguma forma para que não se perca uma das nossas valiosas tradições.

Quero agradecer ao Sr. Avelino e à Dona Maria, pela sua disponibilidade em demonstrar como se faz água-mel, bem como ao Joaquim por ter colocado esta “batata-doce” nas minhas mãos.

Osvaldo Pantaleão Silva