11 junho, 2010

ANIVERSÁRIO FORUMEIROS – SEIA

Parabéns Forumeiros, e vão dois anos de sucesso !!!
E foi assim, no passado dia 22 de Maio, nas instalações do SISE em Seia, a “rapaziada” do fórum digital lá se reuniu para comemorar o segundo aniversário do FORUMEIROS e fazer aquilo que mais gosta além de estar com as abelhas: falar delas…

Parabéns também ao Ricardo Jesus pela impecável organização local do evento e pela família maravilhosa que muito o apoia nesta actividade. Tal como ao SISE, à Câmara Municipal de Seia, aos administradores do fórum: Hélder Duarte, Cristóvão Oliveira e João Pires pela forma como proporcionaram a todos os “foristas” um dia inesquecível.
A “crítica” que já vai sendo habitual nestes acontecimentos: “esteve tudo excelente, pena o pouco tempo para estar com os amigos…” o que me parece ser um bom sinal, evidência que para o ano regressarão todos para matar saudades…
Ficam algumas fotos e comentários ao evento para recordar:
As boas vindas aos participantes, pela Administração do Forumeiros e pela representante da Câmara Municipal de Seia.

Pelo Manuel Gonçalves, Presidente da FNAP.

A excelente moderação do colóquio a cargo do Cristóvão Oliveira e uma das grandes novidades do dia: o Software para gestão de apiários GESTAPI, apresentado pelo seu criador Hélder Duarte.

Eu e a transumância, não descansarei enquanto as abelhas não “regressarem à estrada”…

Os apicultores mais novos, apicultoras neste caso, aproveitavam para fazer planos para o futuro…

O Leandro Moreira e a magnífica apresentação sobre o Própolis nacional.

Quanto devemos ao Miguel Maia pelo muito que já nos ensinou sobre o manuseamento das ceras?

A confraternização, os enxames que capturei este ano, as alças que já colocamos, as rainhas que criei… conversa de apicultores!!!

O almoço, excelente que estava, tal como a companhia. E por falar nisso, como é que não me apercebi do requeijão com doce de abóbora ??? Acabei por vingar-me numa “água milagrosa” da autoria do Fernando Duarte, mas não fui o único…

Na parte da tarde o excelente workshop acerca da criação de rainhas, apresentado pelo João Pires.

“Faltou sala” para todos os interessados nesta tecnologia!!!

Um dos aspectos mais positivos da apicultura nacional e que deve ser assinalado: a crescente participação e cada vez mais activa, das mulheres neste sector.
Confesso que senti bastante orgulho quando olhei para os participantes durante o colóquio e constatei que a percentagem feminina quase que ultrapassava a masculina. Capricho do mês de Maio ou é desta que as mulheres assumem o papel que merecem na apicultura?

E… quem não tem cão, “caça” com zangão…

Como se não bastasse a sessão de manicura, agora um tratamento destes… quero ver este zangão no café com os amigos a falar de rainhas…

Bom trabalho João, sempre a aprender contigo.

Agora, o magnífico workshop sobre a Cera, apresentado pelo Rúben e pelo Francisco Rógão. Já o escrevi algures e sobre os mesmos autores: os conhecimentos provenientes de quem lida diariamente com as coisas tem outro peso, e neste caso as novidades são o brinde…



O engenhoso núcleo de fecundação/estágio de rainhas, construído por um apicultor.

A visita ao Museu do Pão com os amigos, e para matar saudades com as abelhas (o fórum já tinha terminado há meia hora), esta simpatia pintada numa parede…

E não é que o local para festejar o aniversário do fórum foi muito bem escolhido???

08 junho, 2010

Colmeia para Criação de Rainhas com Quatro Núcleos Laterais

Uma excelente e oportuna proposta enviada pelo amigo Francisco Rogão - MACMEL, que decerto irá inspirar os nossos criativos apicultores. Esta colmeia para criação de rainhas foi concebida por um apicultor francês.
A colmeia possui quatro núcleos laterais e a colmeia (com rainha) na posição central. Todos os compartimentos possuem entradas individuais como poderão constatar no estrado na próxima imagem:

Alimentadores em cima de cada núcleo. A colmeia tem vidro para monitorização da colónia, mas este não é muito aconselhável pois pode provocar um aquecimento exagerado.

Pormenor dos alimentadores de cada núcleo, com acessos em rampa e junções parafinadas para evitar perdas de alimento.
No mínimo parece bastante tentador !!!... Mãos à obra ???

05 junho, 2010

Colmeia para Criação de Rainhas

Mais um excelente trabalho do amigo Octávio Rodrigues, desta vez uma Colmeia Lusitana acoplada a um núcleo de cinco quadros para a Criação de Rainhas.
Como eu tenho inveja da paciência (e principalmente do jeito) do Octávio para se “agarrar” ao serrote, martelo, pregos e pincéis para construir estas maravilhas.
Uma panorâmica do interior, aquando da construção, onde se pode ver o pormenor da divisória central, onde irá encaixar a grade excluidora de rainhas.
A mesma colmeia já pintada, com o estrado e com a grade excluidora colocada na posição correcta.

… e está pronta a funcionar, venham agora os ovos ou larvas retirados das colónias com melhores aptidões.

Aproveito para dar o meu concelho/opinião aos cada vez mais (felizmente) criadores de rainhas que vão surgindo em Portugal: a importância da SELECÇÃO DAS COLÓNIAS DADORAS, uma vez que vamos reproduzir as respectivas características em cada rainha que produzimos.
Tal “selecção” baseia-se sobretudo na aplicação de vários testes que visam classificar cada colónia de abelhas relativamente ao respectivo comportamento:

- Higiénico
- Tendência para enxamear
- Agressividade
- Produtividade (capacidade de recolha de néctar e pólen)
- Etc…


Tudo isto aliado a uma acurada e paciente observação das referidas colónias.
A selecção de colónias para melhoria das características da população de abelhas é uma actividade que não pode ser restrita no espaço nem no tempo. Quanto mais apicultores/associações a trabalhar em rede e sobre várias gerações de abelhas é que conseguirão bons resultados.
A Colmeia de Criação de Rainhas do Octávio já povoada e em funcionamento:

Tenho a certeza que muito em breve teremos notícias de novas e muito boas rainhas que irão decerto enriquecer o pool genético da região do Porto.
Muito Obrigado e Parabéns Octávio…

02 junho, 2010

O Apiário “Misterioso”…

Ando eu quilómetros e quilómetros à procura de “fenómenos apícolas” e novidades relacionadas com o tema, quando afinal aqui ao pé de casa (Santo Amaro - Sousel) e duma assentada: quatro maravilhas da apicultura, senão vejam:

(1) O favo com os alvéolos ao contrário, conforme já foi publicado:

(2) O Garfo para espetar as Cetónias
Um engenhoso instrumento constituído por um garfo montado na extremidade de uma vareta de alumínio que antes pertencera a uma antena de televisão…

Quando os conhecidos e vorazes coleópteros se juntam à entrada da colmeia, provocando tais engarrafamentos que impedem a entrada e saída de abelhas, pega-se no dito garfo e… parece que estamos a espetar azeitonas, mais duras, obviamente.
A eterna luta dos apicultores contra as Cetónias já fez correr muita tinta, desde ferros ponteagudos e aguçados para o efeito, a garrafas de plástico onde enfiam os escaravelhos até ao gargalo. E os pobres bichos que pouco mais pedem que umas rações de mel e que os deixem à vontade para abrir autoestradas nos favos...

Já tinha visto muita coisa semelhante, mas com um garfo é mesmo a primeira vez.

(3) Quadro com arames inoxidáveis de 2 mm de diâmetro (ou serão 3 mm ???)
Tanto a colmeia como os quadros foram “herdados” pelo José Júlio, pelo que esta habilidade não foi da sua autoria.

Mas recordo-me quando uma vez também me ofereceram uns quadros com arames de “fardo” (muito mais finos que os que aqui descrevo), que achei excelentes pois nunca haveriam de quebrar. O pior foi mesmo quando tive de lhes soldar a cera, e ia rebentando com a instalação eléctrica lá de casa…
Nestes quadros do José Júlio apenas devem aquecer o arame e encostar-lhe a cera… espero.

(4) A “armadilha” para capturar enxames
Esta foi a minha preferida. Tanto que já vi, ouvi e escrevi sobre o assunto, mas nunca se me tinha deparado nada igual.

E a ideia é no mínimo… EXCELENTE, uma vez que nos poupa a subida à árvore para resgatar o enxame, evitando com isso os habituais acidentes!!!
Logo que o enxame entre no “balde” atraído pelo quadro de cera, basta puxar a corda como quem tira a água de um poço e deixar o “caldeiro” escorregar lentamente até ao solo…

O que acho mais fantástico nas estratégias de quem anda há pouco tempo na apicultura, é precisamente a falta de preconceitos (muitas vezes menos bons) e que lhes permite uma tremenda criatividade capaz de surpreender e ensinar a quem já tem muita experiência !!!

01 junho, 2010

Sanidade Apícola - MACMEL

Clique na imagem para ampliar e aceder ao programa do evento. Mais uma excelente iniciativa da MAC Mel, acerca de um assunto que interessa a todos...

26 maio, 2010

A Arquitectura das Abelhas

Ora aí está mais uma que vai dar falatório…
Primeira visita ao apiário de um “recém-apicultor” muito entusiasta, quase noite, ainda assim com luz suficiente para registar uns quantos fenómenos dignos do Entroncamento. Desde quadros com arame zincado de 2 mm de diâmetro para segurar a cera a outras novidades que um dia havemos de debater…
Mas o mais enigmático ainda estava para vir.
Abrimos uma colmeia, enxame recente, a falta de um quadro e um pequeno favo (10 x 15 cm) pendurado da prancheta nesse local, uma pequena “seta”, como já lhe tenho ouvido chamar. Até aqui tudo muito normal. Retiramos o favo para colocar um quadro nesse sítio e à luz da lanterna resolvi inspeccioná-lo para ver se já havia postura.
Foi quando me ocorreu que no excelente workshop sobre as ceras, apresentado pelo Ruben e Francisco Rogão, no segundo aniversário do Forumeiros em Seia, houve uma conversa relacionada com a posição dos alvéolos.

Um dos participantes disse-me qualquer coisa relacionada com a colocação das lâminas de cera na colmeia, onde metade dos quadros deviam ficar com os (YY) virados para cima e os restantes cinco com os (YY) virados para baixo:

Os (YY) são os “desenhos” que observamos dentro de cada hexágono da cera moldada e que correspondem às paredes de três hexágonos do lado oposto. Ou seja, se os rolos de moldagem de cera estiverem alinhados correctamente, a cada hexágono (que originará um alvéolo) corresponde do lado oposto à união de três outros hexágonos.
Isto acontece em condições naturais, nos favos construídos exclusivamente pelas abelhas. Tal “desencontro” nas paredes do fundo dos alvéolos faz com que estas estruturas sejam muito mais resistentes:

No esquema anterior, como podem observar, os (YY) (a branco) e referentes ao verso da lâmina de cera, estão virados para baixo. Ou eu não a percebi bem ou esta “teoria” é no mínimo muito estranha, pois se olharmos para a lâmina de cera pelo lado oposto reparamos que os (YY) estão virados para cima… depende portanto do lado que se olha e sem rodar a lâmina…
Se fizermos uma rotação de 180º à lâmina de cera os (YY) ficam virados para cima e isso não altera nada a posição correcta (natural) dos favos. Ou seja, cada hexágono deverá ficar com um vértice para cima e outro para baixo:

O que não seria nada natural seria uma rotação de 90º na lâmina, fazendo com que os hexágonos ficassem com dois vértices opostos na horizontal:

Ora tal situação nunca se verifica, a não ser que a cera tenha sido mal cortada…
Veja-se na imagem seguinte a lâmina na posição natural e na posição incorrecta:

Estava eu nestes pensamentos enquanto observava o dito favo a contraluz, e qualquer coisa me chamou a atenção no padrão criado pelos alvéolos:

Como podem ver na imagem anterior (desfocada), surge-nos um padrão que se repete e que lembra “flores” de seis pétalas desenhadas pelos alvéolos.
Nunca tinha visto nada assim…

FACTO: Numa observação mais atenta consegui perceber que os alvéolos de um dos lados do favo se encontravam na posição correcta (natural) e no outro lado com os hexágonos de vértices na horizontal:

As imagens anteriores referem-se ao mesmo favo (dos dois lados) e em condições diferentes de luminosidade e inclinação para que se perceba a diferença.
Reparem que cada “flor de seis pétalas” tem como centro (ou botão) o “encontro geométrico” ou justaposição de dois alvéolos de ambos os lados do favo, o que nunca sucede em condições naturais:

Mais ampliado:

Agora esquematicamente:

Mesmo nesta simulação teórica se conseguiu o mesmo padrão, pelo facto de haver uma rotação de 90º entre os alvéolos de um lado do favo (posição natural) e os do outro lado (posição anómala).

O que “passaria pela cabeça” destas abelhas quando resolveram alterar completamente o padrão habitual de construção dos alvéolos de cera?
Ainda por cima fazendo-o apenas num dos lados do favo, uma vez que do outro se encontram na posição natural…

Regressava a casa e pensava em tudo isto sem lhe encontrar qualquer solução. Não imagino que estímulo natural ou artificial possa ter induzido as abelhas a alterar completamente um dos seus comportamentos básicos. E não havia qualquer anomalia a condicionar a construção do favo. E se houvesse? Faziam-no apenas numa das faces ???
Mistério!!!
Entretanto lembrei-me de uma aula de Ecologia, dos tempos de Escola Secundária, qualquer coisa sobre o efeito das drogas, produtos químicos e substâncias relacionadas. Tratava-se de uma imagem muito apelativa com uma teia de aranha, cuja arquitectura tinha um desenho impecável.
Os investigadores destruíram a teia e a aranha reconstruiu-a exactamente igual à primeira, como as imagens comprovavam. Voltaram a destrui-la mas desta vez administraram qualquer substância tóxica ao “bichinho”.
Ela voltou a tecer a sua armadilha, desta vez com um resultado menos perfeito.
Repetiram a experiência umas quantas vezes e a teia era refeita cada vez com mais imperfeições, à medida que aumentavam a dose de drogas na aranha. Finalmente, na última imagem dessa lição, surgia-nos uma teia de aranha com dois ou três fiapos de seda entrelaçados que lembravam vagamente a teia original. Como legenda uma elucidativa mensagem que dizia que para tais dosagens de químicos tóxicos a teia de aranha era completamente disfuncional, não poderia capturar qualquer presa e a aranha não sobreviveria…
Pensem o que quiserem, eu não conclui nada… ou será que conclui ???

21 maio, 2010

ANIVERSÁRIO FORUMEIROS - SEIA

É já amanhã. Não faltem!!!

20 maio, 2010

Mais Uma Colmeia na Web...

O "panorama apícola digital" está cada vez mais interessante!!! Não calculam como é agradável, ao fim do dia, poder dar um passeio por "tantos apiários" sem sair do sofá...
Há sempre aspectos, pormenores e idéias diferentes que nos ensinam, divertem, inspiram e ajudam muito.
Desta vez foram o José Vinagre e o Fernando Lopes que resolveram "abrir-nos" a porta à sua arte com o blog ABELHAS E MEL.
Dou-vos as boas vindas e sobretudo muitas felicidades nesta aposta que decerto será muito válida para todos!!!

19 maio, 2010

Moldagem Manual de Cera



Mais um excelente documentário do amigo António Sérgio, onde se sintetiza boa parte do que foi referido no post sobre a Moldagem Manual de Cera...

17 maio, 2010

TRANSUMÂNCIA - Colector de Abelhas


Ora aqui está uma EXCELENTE "invenção" que me foi apresentada pela MAC MEL, e que permite a recolha das abelhas no ninho para a transumância.
O mais curioso é que com este método podemos fazer a transumância a qualquer hora do dia evitando todos os perigos da deslocação nocturna das colmeias.

Modo de utilização
O corpo do colector de abelhas é aparafusado á colmeia com 4 parafusos . Pode ficar fixo todo o ano ou ser retirado e colocado só quando for utilizado. antes de ser utilizado aguarde 24 horas afim de as abelhas se familiarizarem com a nova entrada

Para a transumância colocar o colector de abelhas e verificar que não há entrada de abelhas por outro local que não pelo colector de abelhas caso contrário o colector perde eficácia
·
Uma vez o colector amovível colocado é importante colocar as duas tampas laterais evitando assim o contacto entre abelhas do interior para o exterior tornando mais rápido a adaptação das abelhas á entrada nova. Após a adaptação das abelhas pode retirar as tampas pois vão ter mais ar ou então ter a sua colmeia equipada com um fundo ventilado

As abelhas uma vez colocado o colector ficam presas no interior da colmeia mas não conseguem sair .e em poucos minutos estarão quase todas dentro da colmeia mas o transporte é conveniente ser feito apenas 1h30 minutos depois de colocado o colector pois aí já estarão todas dentro.

Dimensões : Comprimento : 400mm Altura : 40mm Espessura : 12mm

O corpo do colector pode ser cortado no comprimento e adaptado a todas as colmeias

Importante
Colocar sempre o colector e as tampas ao mesmo tempo
Durante o transporte retirar as tampas laterais a não ser que tenha fundo ventilado :
Quando colocar o colector verificar sempre se as cruzes do colector estão em baixo
Depois de utilizar lavar o colector em água
Para o transporte feche a colmeia com a tampa

Para mais informações contacte a MAC MEL em:

geral@macmel.net