24 julho, 2009

Vespa crabro, cuidado mas não tanto ...

Há um ditado antigo acerca desta vespa que diz que: “Sete picadas matam um cavalo, três um adulto e duas uma criança”.
Esta crença fez com que em muitas regiões da Europa Central a Vespa crabro fosse perseguida e quase levada à extinção.
No entanto, e segundo estudos efectuados, a vespa é extremamente tímida e só se torna agressiva nas imediações do ninho (num raio de 2 a 3m), onde defende a rainha e o resto da colónia, à semelhança das abelhas.
Quanto à toxicidade do veneno, parece que os apicultores “vivem a paredes meias” com insectos bem mais perigosos que a Vespa crabro: a Apis mellifera, cujo veneno é 1,7 a 15 vezes mais eficaz que o da vespa. Não devemos esquecer que o sistema de defesa da nossa abelha visa sobretudo o ataque a mamíferos, os seus principais “pilhadores”, enquanto que as vespas “desenvolveram” um veneno para neutralizar as suas presas, ou seja, outros insectos.
Em resumo, a picada desta vespa poderá levar à sintomatologia da picada da abelha, incluindo as situações extremas como o choque anafilático e a morte em caso de hipersensibilidade.

Pensa-se que a antiga crença acerca da toxicidade do seu veneno venha já de tempos Bíblicos, onde uma vespa semelhante a esta, a (Vespa orientalis) em tempos de guerra eram colocadas em potes de barro e lançadas por catapultas sobre as linhas inimigas provocando o pânico.
A maioria das populações dos Vespões expandiram-se inicialmente no Leste da Ásia, sendo habitantes típicos das zonas Subtropicais. Dos 23 tipos de Vespões conhecidos mundialmente, só a nossa Vespa crabro e a Vespa orientalis avançaram até às zonas do Norte e Oeste da Eurasia. Em 1840 foi introduzida artificialmente nos EUA e Canadá.
Actualmente existem cerca de dez variedades geográficas ou raças de V. crabro espalhadas por todo o mundo.

Durante o mês de maio, as fêmeas nascidas e fertilizadas no Outono anterior (rainhas), acordam da hibernação e começam à procura de um local para iniciar a nova colónia, pois passaram o Inverno escondidas em buracos nas árvores ou no solo.
Normalmente, o ninho é construído no tronco oco de uma árvore, em casas, ninhos de madeira para aves e em cortiços ou colmeias, raramente o fazem no solo ao contrário de outras vespas.
Os primeiros alvéolos de papel (madeira putrefacta amassada), cerca de 50, são erigidos pela jovem rainha ainda solitária. Coloca aí os primeiros ovos, cujas larvas ela própria alimenta com insectos capturados. É um período bastante crítico onde a rainha se expõe demasiado com as saídas para o exterior, se é morta termina aí a colónia.

Ao fim de cinco a oito dias nascem as primeiras larvas, que em doze a catorze dias atravessam os cinco estádios de desenvolvimento. A larva produz uma espécie de ceda com que “opercula” o alvéolo e passa à fase de ninfa ou crisálida.

Finalmente, os insectos adultos rompem as tampas dos alvéolos e emergem as primeira obreiras que à semelhança das abelhas passam por várias funções ao longo da vida. Uma das primeiras tarefas consiste em aquecer as larvas adjacentes, bastando-lhe para tal manterem-se nos alvéolos o que provoca um aumento de temperatura de 21 para 31ºC. Ainda antes de saírem para o campo, as jovens obreiras participam na construção de novos alvéolos e ampliação do ninho.

Quando saem para o campo as obreiras (18 – 25mm) carregam para o ninho água, néctares e proteínas sob a forma de insectos capturados.
Os insectos capturados, entre os quais a Apis mellifera, são decapitados e desmembrados, ficando apenas a massa muscular mais desenvolvida (a do tórax) correspondente aos músculos das asas. A V. crabro pendura-se de um ramo por uma pata, e com as restantes realiza aquela tarefa, finalmente a massa muscular resultante é amassada numa pequena bola e transportada para o ninho para alimentar as larvas.
Logo que hajam cinco a dez obreiras disponíveis, a rainha (35 mm) sai cada vez menos do ninho, diminuindo os riscos para a colónia. À medida que o número de vespas aumenta, a rainha acaba por ficar apenas no ninho onde só põe ovos até ao fim da vida.
Só por curiosidade, e já que achamos estas vespas demasiado grandes, ainda existe outra do mesmo género (a V. mandarina) que têm o dobro do tamanho.
Até aqui conseguimos identificar algumas semelhanças em termos de biologia com a Apis mellifera, mas as diferença são notórias, senão veja-se, a V. crabro continua a voar e a recolectar materiais mesmo durante a noite, conseguem ver com intensidades luminosas de 0,01 Lux, onde o olho humano já não vê nada.

Seria curioso “transplantar” o gene responsável por isto para as nossas abelhas !
Os materiais de construção dos ninhos, a madeira apodrecida, é retirada de árvores em decomposição nas proximidades. Elas vão arrancando pedaços que mastigam e misturam com saliva, fazendo pequenas bolas que moldam com as patas. Estas bolas são depois reamassadas e moldadas às paredes do ninho em crescimento, conferindo-lhe diversas tonalidades consoante a origem da madeira, o que faz lembrar a superfície de uma chapa de zinco.
A V. crabro, não terá necessidade de armazenar grandes quantidades de nutrientes como a abelha, uma vez que nos períodos mais difíceis as suas larvas funcionam como armazéns vivos segregando gotas nutritivas para as obreiras adultas.
A colónia das vespas atinge o desenvolvimento máximo durante o Verão, onde chegam a ter largas centenas de indivíduos (400 a 700 no Norte da Europa, e provavelmente muitos mais no clima quente do nosso país). O ninho atinge nesta fase umas dimensões record de 60 cm de alto por 20 a 30 cm de diâmetro, dependendo também do espaço disponível.

No Outono, dos óvulos fecundados nascem as novas rainhas, e dos não fecundados nascem os zangãos (21 a 28mm). É neste período que a colónia se desarticula completamente, a ordem e disciplina que reinaram durante o período quente termina nesta fase. Logo que nascem as primeiras formas sexuadas (zangãos e rainhas) as obreiras deixam de cuidar da velha rainha , cada ovo que é posto é comido imediatamente pelas obreiras “amotinadas”. A rainha velha, esgotada, abandona a colónia e morre com aproximadamente um ano de vida.
Algumas obreiras em estado larvar que ainda subsistam, deixam de ser alimentadas, definham e caiem dos alvéolos. Outras mais desenvolvidas que tentam tecer o casulo, não conseguem pois os zangãos e obreiras adultas comem-no de imediato uma vez tecido. Outras larvas são expulsas do ninho, outras ainda são seccionadas pelas obreiras e dadas como alimento às formas sexuadas.
As obreiras preocupam-se agora em nutrir bastante as jovens rainhas e zangãos, uma vez que as primeiras necessitam de muitas reservas para a hibernação após a fecundação.
Nos dias mais quentes de Outono, as rainhas e zangãos formam pequenos enxames e juntam-se em torno de uma árvore ou próximo do ninho para acasalarem. Tal como nas abelhas, cada jovem rainha acasala com diversos zangãos, e estes, de vida curta, morrem algum tempo depois.
Uma vez acasaladas, as rainhas procuram abrigos para se livrarem aos rigores do Inverno, acabando mesmo assim por morrerem em grandes quantidades. Finalmente, no início de Novembro, morrem as últimas obreiras completando-se assim o ciclo.


Pelo exposto, espero que se tenha desmistificado um pouco a crença acerca da má fama destes animais, não servirão decerto para mandar-mos um pauzinho lá para longe e esperar que eles o tragam à nossa mão a abanar a cauda, mas podemos perfeitamente (enquanto apicultores) conviver pacificamente com eles.

“Avispones”
Kosmeier, D.; Billig, E.; Rickinger, T.; Buchner, A.
www. vespa-crabro.com

36 comentários:

Mário disse...

É bicho que não me agrada, eu o pauzinho era a arder e em direcção ao ninho :)

Abraço
Ferradela

Anónimo disse...

Essa do veneno, custo a acreditar...

Há uns anos, entrou-me uma vespa, (ia a conduzir), para dentro da camisa. Entrou pelo colarinho e saiu pela manga esquerda. Tive que parar o carro e fui tentando matar o bicho esmagando contra o braço. A dor era igual a uma brasa de cigarro...ferrou-me em varios sitios do braço. Não era esta, era mais pequena e preta...

Com esta estava lixado..

João

Alien disse...

Caro João,
De facto, essas pretas que entram pela janela do carro são comuns, creio que também são vespas, mas solitárias.
Ainda bem que não foi uma das grandes, essas quando fazem estragos fazem-nos muito sérios...
abraço
JPifano

Anónimo disse...

Era solitaria, caro JPifano...

Das pesquisas que fiz a seguir, penso que faz um potezinho de barro, onde coloca uma lagarta que captura e um ovo.

A larva quando nasce, come a lagarta...

Fiquei admirado com a resistencia ao esmagamento. Saiu da manga a voar...

Deixou-me com varias ferradelas...

João

Alien disse...

Amigo João,

Creio que também conheço essa espécie, são excelentes polinizadoras e com um contributo muito positivo em termos ambientais.
O pior é que entre nós (humanos) e certos seres vivos, parece que o mundo é demasiado pequeno, não chega para todos...
Um abraço
JPifano

Anónimo disse...

A vespas podem dizer o que querem mas quando mordem dói imenso...

Tenho o Problema de elas serem fácilmente atraídas pela luz, e numa tentativa de as matar, elas ficam, que nem se pode chegar perto... tem-de se estar a mais de 5 m...

Ficam muito aterduadas e atacam...

Por mim acabava com este tipo de vespas... as outras não ...

Alien disse...

Mas o Sr. vive perto de algum ninho destas vespas gigantes? e já teve problemas com elas ou "apenas" lhe atacaram as colmeias?
Pergunto isso porque há muito que não ouço qualquer relato da presença delas...
Um abraço
JPifano

rui faria disse...

se se colocassem caixas-ninho pequenas e apropriadas para esta espécie , sobretudo no interior de carvalhais haveria um aumento exponencial da população já de si um pouco escassa com a contínua destruição do seu já referido principal habitat natural.

Alien disse...

Ola Rui,
em várias das fontes que consultei para fazer este segundo post sobre a vespa crabro, havia várias referências às ditas caixas-ninho

JPifano

Abelha Preguiçosa disse...

"Uma vez acasaladas, as rainhas procuram abrigos para se livrarem aos rigores do Inverno, acabando mesmo assim por morrerem em grandes quantidades. Finalmente, no início de Novembro, morrem as últimas obreiras completando-se assim o ciclo."

Espero ansioso por esta parte, mas ainda falta um bocadito...
Até agora não há situações que me preocupem em demasia, com a excepção de uma colmeia que tenho sem rainha!

Um abraço!

Denise Pereira disse...

Excelente artigo!
Andava à procura de esclarecimento depois de ter sido surpreendida por dois enxames destas vespas carbro junto da casa que ando a reconstruir.
Não muito longe destes dois, existe outro... 3 enxames demasiado perto, o que se torna assustador para quem já sofreu 5 dias de febre e um terrível inchaço de um braço onde uma vespa vulgar me picou...

Grata pela meticulosa informação

JMGrossoSilva disse...

Parabéns pelo excelente texto sobre os vespões! Um verdadeiro documentário sobre uma espécie fascinante, mal conhecida e principalmente muito mal amada da nossa fauna, com a qual convivo regularmente há anos, pois aparece (quase) sempre durante o trabalho nocturno com insectos, atraída pela luz. Curiosamente, nunca fui picado...
J.M. Grosso-Silva

Alien disse...

Olá JM Grosso-Silva

Suponho que a agressividade desta vespa seja muito acentuada na proximidade do vespeiro, pois creio tratar-se de um animal muito territorial e defensivo.

Trabalho deveras interessante, o de entomologista, não sei se estou a "falar" com um colega (biólogo), mas durante a minha licenciatura foi um dos assuntos que mais me interessou.

se tiver alguma informação sobre a V. crabro que queira partilhar connosco, agradeço-lhe desde já.

cumprimentos,
Joaquim Pifano

rui faria disse...

a Vespa crabro expandiu-se para á Europa e mais concretamente para a península iberica naturalmente ou pela mão humana?

Alien disse...

Olá Rui Faria,

A Vespa crabro está descrita como sendo uma espécie autóctone da Peninsula Ibérica. A referência mais antiga que lhe encontro foi em "O Homem e os Insectos" de Eduardo Sousa D'Almeida em 1946 que se refere a ela como uma das espécies de vespas coloniais de Portugal.
Pelo que não se trata de uma espécie introduzida.
A Vespa mandarina (o dobro do tamanho) é que se diz ter sido introduzida acidentalmente, numa importação de madeiras vindas do oriente, ou qq coisa do género. O que não é dificil, pois basta uma fêmea fértil para originar uma nova colónia...
Cumprimentos,

Joaquim Pifano

Rui Faria disse...

obrigado pelo esclarecimento, esperemos é que essa vespa mandarina não cause problemas de maior na biodiversidade autóctone.

JM Grosso-Silva disse...

Olá Joaquim,

Sim, sou biólogo, portanto somos colegas!

Agora fiquei eu com uma dúvida: a V. mandarina foi introduzida na Península Ibérica?

Não é bem informação mas sim uma curiosidade sobre V. crabro: o 1.º registo da espécie para a serra da Estrela foi publicado num artigo de 2002 sobre Lepidoptera do PNSE, quando o autor (Martin Corley, amigo inglês especialista em microlepidópteros) relatou que foi picado por uma durante o trabalho nocturno. O que aconteceu foi simples: o vespão entrou para o saco onde ele guarda os tubos e quando meteu a mão para pegar num, "fez uma amiga" e trouxe-a pendurada na mão. Ele nem sequer se apercebeu que a espécie não estava citada da zona, porque a tinhamos visto diversas vezes por lá.

Alien disse...

Afinal as referências que consultei não estavam lá muito correctas, (uma página do Facebook onde este assunto está em discussão), claro que não foi por má vontade dos autores dado que a informação disponível sobre a dita vespa não é lá muito abundante.

No entanto há um novo comentário, deixado por um dos mais credenciados técnicos de apicultura da Peninsula Ibérica (tb biólogo) e que diz o seguinte:

Antonio Gomez Pajuelo:
La abeja asiática que está en Francia, procedente de Asia, desde 2004, no es la Avispa Asiática Gigante, avispa mandarín, sino la Vespa velutina nigritorax, y no se corresponde con la foto que habéis enviado, hay muchas imágenes en Internet... si las buscáis como Vespa velutina.
En España está localizada solo en unas pocas localidades del Norte, País Vasco (creo que 2 de momento), fronterizas con Francia, y desde hace solo unas semanas.
Vespa velutina es carnívora y se alimenta de las colmenas, pero requiere una gran cantidad de celulosa para hacer sus grandes nidos, y bastante humedad,agua, por lo que su hábitat natural está en los bosques de ribera de cursos de agua (choperas, alisedas...), por lo que es dudoso que llegue a ser un problema serio en la mayor parte de nuestro territorio, que es más bien seco.

Agora começo a interessar-me bastante por outras vespas, infelizmente muito afastadas da nossa fauna, a Brachygastra mellifica, que tem a particularidade de produzir mel, da qual espero notícias para breve, de um amigo que as está a estudar no Brasil.
O interesse vem do facto de as vespas serem os únicos insectos sociais (dos himenópteros) que não conhecia esta faculdade, pois já sabia das formigas pote de mel no México.
Tenho alguma fé que um dia havemos de "desencantar" alguma aplicação económica (directa) para as nossas vespas e formigas, talvez assim sejam olhadas com mais respeito...

Abraços
Joaquim Pifano
(eu sou do ano de 1988 da Faculdade de Ciências de Lisboa)

Anónimo disse...

Muito bom dia,
Caros amigos, não confundam a Vespa Velutina com a Mandarinia, pois são muito diferentes.
A que acidentalmente foi introduzida em Françaa foi a VESPA Velutina e que já se espalhou em quase todo o território Francês e Asturias.
Em Portugal continental foi descoberta em Setembro de 2011 em S.S.da Torre em Viana do Castelo, e depois atribuladas conversações com DGV e outros organismos Publicos ninguem me deu respostas, a titulo particular e juntamente com a APIMIL, chegamos a contacto com o Entomologo José Silva, que infelismente confirmou que se tratava efectivamente da VESPA VELUTINA.
Caros apilcultores, vejam as diferenças entre a VespaCarbro e a Velutina, e se a identificarem comuniquem as autoridades e as associações apiculas.
Abraço, Nuno Amaro.

Alien disse...

Caro Nuno Amaro,

Se por acaso tiver textos/imagens/informação sobre a Vespa velutina, queira por favor enviar-me para montedomel@gmail.com para que a possa publicar,

Abraços
Joaquim Pifano

Anónimo disse...

Tenho dois trabalho dos eng. Miguel Maia e Jose Grosso Silva, se eles autorizarem eu envio.
Abraço Nuno Amaro.

Alien disse...

Ok,
Fico a aguardar

abraços

Anónimo disse...

Boas, os trabalhos sobre a vespa velutina serão publicados no blog da APIMIL, visto terem sido efectuados no seguimento das jornadas apiculas da APIMIL.
Obrigado.

Anónimo disse...

EU JA FUI FERRADO 5 VEZES POR VESPAS.VEJAM LÁ , NA MINHA CASA DE ALDEIA , A CAIXA DE CORREIO TINHA UM NINHO CHEIO DE VESPAS , ATE OVOS TINHA

Anónimo disse...

Eu a cerca de 2 semanas encontrei um ninho destas vespas, elas são enormes, e metem respeito.
No entanto, não me senti ameaçado, mesmo estando a cerca de 1.5 mt do ninho.
Agora as outras mais pequenas, são mesmo muito agressivas, este ano já fui mordido.... felizmente as dores duraram pouco tempo.

Alien disse...

Mas não deixe de ter cuidado com estas vespas grandes, pois tb elas são muito agressivas...

Nelo Barbosa disse...

Pois e Além de tudo estas vespas crabro, atacam e bem as minhas abelhas, mas já arranjei um solução que tem dado resultado deixo a dica para quando alguem tiver o mesmo problema, garrafao de 5litros de plastico, deitar restos de cerveja ou mesmo uma cerveja, pode ser tambem vinho verde branco ou iced tea. A acidez ou cheiro atrai-as. Por isso um garrafao 5 litros adicionar um destes produtos, tirar a rolha e colocar junto das colmeias. O Resultado aparecerá em pouco tempo.

Tem sido uma autentica praga nas imediações das minhas colmeias.

Anónimo disse...

Estupidamente, este verão, destruí um ninho duma rainha solitária a pensar que era a asiática. Pelo menos percebi que se continuar a deixar reiseiros e troncos no meio dos carvalhos elas vingam...

Alien disse...

Fazem os ninhos nos montes de lenha?
não procuram orifícios nos troncos para o fazer?

Pifano

Anónimo disse...

Hoje encontrei um ninho de v cabro tenho algumas num fraco de vidro so para confirmar a sua resistencia.mas acho pue elas nao s tao agrecivas como se dis.

Hermínia disse...

Boa tarde, alguém sabe algo sobre a "Vespa"na Homeopatia? obrigada

Eduardo Barroso disse...

Bom dia caros colegas apicultores,

Continuando esta conversa da Vespa Crabro, este fim de semana junto de duas colmais que tenho isoladas, vi estas vespas a "trabalhar" como se não houvesse amanha, tal e qual como faz a vespa velutina (felizmente esta ainda não chegou a Montalegre). Duas a três vespas dsempre de volta das minhas colmeias a levarem as abelhas pelos ares...e as abelhas nem saiam da colmeia. Penso que, tal como a Vespa Velutina, é preciso ter algum cuidado e vigiar as colmeias. Já pus algumas armadilhas.

Cumprimentos,
Eduardo Barroso

Anónimo disse...

a vespa crabro é a mesma vespa gigante asiatica

Alien disse...

Boa Tarde

A Vespa crabro já existe desde sempre (ou quase) na Europa Ocidental, está perfeitamente adaptada e equilibrada nesta região e não tem nada a ver (nem semelhanças) com a vespa asiática.

Cumprimentos

apicultora interessada disse...

Senhor Eduardo Barroso!
Pode-me indicar quais as armadilhas que colocou nas suas colmeias?, Pois Tenho o mesmo problema.
As que atacam as minhas colmeias são das pernas amarelas, notei que quando estou junto das colmeias elas têm noção da minha presença e afastam-se, pensei em colocar uma peça de roupa!
Se tiver uma ideia comunique-me.
o meu email é: mspp9856@gmail.com
Obrigado

Eduardo Barroso disse...

Cara "apicultora interessada", o seu caso parece-me bem mais grave que o meu, pois na minha zona apenas existe (para já) vespa Crabro que foi a que eu tentei eliminar. No entanto pelo que descreve as de patas amarelas são Vespas Velutinas (asiática!) que são bem mais agressivas e comedoras de abelhas que as Crabro. A armadilha foi feita da seguinte forma: cortei uma garrafa de 1,5L de água por baixo do gargalo onde a superfície se torna já plana (5cm?). Fiz 4 cortes verticais na parte do corte (parte de baixo da garrafa). Depois virei ao contrário a parte de cima e meti por ali abaixo até as duas bordas e alinharem. deste modo fica com um funil invertido onde só entram vespas mas não saem. O isco foi de 33% cerveja, 33% vinho branco e 33% groselha.