14 novembro, 2009

Acondicionamento de Colmeias na Transumância: BRASIL

Depois de tantas “conversas” acerca da transumância, vantagens, desvantagens, florações de destino, cuidados com o transporte, legislação, etc., o amigo Carlos Correa enviou-me as instruções para o transporte seguro de colmeias a grandes distâncias.
Normalmente, as minhas transumâncias não vão além dos 50 km, já as fiz com o dobro da distância, mas poucos cuidados tenho com a preparação das caixas para a viagem. Refiro-me obviamente ao arejamento das abelhas durante o trajecto.
Por um lado faço o transporte durante a noite, quando as temperaturas estão mais baixas, nunca transporto muitas colmeias sobrepostas (o que também aumenta o stress da colónia e consequentemente a sua temperatura. Por outro, e como já referi, na minha região não preciso de mais de 50 km para cobrir uma área suficiente de florações.

Neste caso falamos mais uma vez do Brasil, em que um “é logo ali” corresponde por vezes a centenas e centenas de quilómetros. O transporte prolongado de muitas colónias sem arejamento pode resultar na morte de toda a carga.
O Carlos apresenta-nos então um conjunto de técnicas e equipamentos que permitem um transporte longo, demorado e seguro, quer para a carga quer para as próprias abelhas.

Antes do transporte começa por substituir o tampo e a prancheta de cada colmeia por uma cobertura de “tela” rede mosquiteira, fixa com quatro ripas:

Com esta montagem (e não sobrepondo muitas colmeias), é possível fazer transumância para longas distâncias sem riscos de sobreaquecimento e morte de abelhas.

Agora um curioso modo de fixar a alça (melgueira) à caixa, para uma melhor estabilização da carga e sem que o conjunto se separe:

Para tal, usa-se um grampo com 5mm de diâmetro cujo formato podemos observar na próxima imagem e uma fita de 20mm de largura semelhante à dos cintos de segurança de um carro:

Depois de colocar a fita em torno da colmeia, unem-se as pontas e coloca-se o grampo:

O grampo deve sofrer uma rotação de 180º, e se por acaso escorregar e não esticar as fitas devem inverter-se as pontas da fita:

Na sequência, com o grampo, unem-se as fitas e gira-se 180º:

Em seguida, dão-se duas voltas com o grampo e faz-se um laço para maior segurança:

Finalmente, a colmeia está segura, arejada e pronta para a viagem:

Apesar de todos estes cuidados com a ventilação e arejamento das colónias a transportar, ainda há o cuidado, imagine-se, de deixar espaços entre filas de colmeias para passar uma mangueira com água para refrigeração das abelhas em dias de muito calor…

2 comentários:

Ozorio disse...

Caros amigos,no caso de transumância costumo usar um método mais em conta financeiramente e tão seguro quanto este.
Resume-se na utilização de telas de segurança ,usadas na construção civil e um grampeador de tapeceiro.Em breve terei fotos no blog, caso haja interesse envio por e-mail aos interessados.

montedomel disse...

Olá Ozorio,

Fico de facto muito interessado nesse equipamento de segurança para a transumância.
Habitualmente eu uso fitas de aperto, semelhantes às utilizadas para segurar grandes cargas nos camiões, e com bom resultado.
Se me puder enviar imagens para montedomel@gmail.com agradeço-lhe desde já.

Um abraço

Joaquim Pifano